Sociedade voluntária

Sociedade voluntária

terça-feira, 25 de abril de 2017

Ó António V.

Realmente Portugal precisa de muitas obras, mas a serem feitas nas mentes dos Portugueses, é aí que devemos alocar todos os proveitos da recuperação económica.
Portugal precisa fazer em 2 legislaturas o que normalmente seria feito em 2 décadas.
Sabe com certeza que está em curso um processo de ... digamos suavemente... um processo de "amorfização" da pessoa humana.
É cada vez mais transparente este processo, é só tomar atenção aos intentos e aos significados.

quarta-feira, 12 de outubro de 2016

Ó António IV.

Ó António,
o principio ou filosofia por detrás do conceito de impostos inteligentes é de que tendo em conta que no contexto actual existe a necessidade de aumentar impostos então aumentem-se aqueles que proporcionam simultaneamente uma alteração de paradigmas que se consideram socialmente menos positivos, arrecadar euros não é a plenitude da medida, é que se for assim eu não brinco mais.
Vem isto a realce dos pseudo-impostos sobre a alimentação de plástico e seus amiguinhos contribuidores para as doenças da modernidade, então andamos aqui a enfatizar que sim senhor, muito bem, venham os impostos porque os jovens estão obesos e alguém faz milhões á custa disso e os "camaradas" da Câmara Municipal de Sintra licenciam a abertura de uma loja de uma cadeia multinacional de hambúrgueres a 20 metros de uma escola secundária?
Lá está, o bom senso, ou falta dele, não seriam precisas filosofias de impostos para perceber que uma loja desta multinacional ao lado de uma escola é mandar os putos todos para lá. Grande negócio.
Se fosse o "Jaquim das couves" a querer por lá uma "relote" de certeza não licenciavam.

Assim não dá, incoerência descredibiliza um gajo pá.
Anda aqui um gajo a lutar pela vida, da esquerda mole pá.

Desculpa lá as queixinhas mas isto é grave, ao lado de uma escola secundária, mesmo ao ladinho.
Assim não brinco mais,

domingo, 25 de setembro de 2016

Brexit.

Tudo se encaminha para a guerra, na Europa, outra vez, e o Reino Unido procura posicionar-se na forma mais favorável para atravessar esse tempo que se aproxima,
De forma sucinta, ex-império, actual potencia, dominador financeiro, posição de independência, sobrevivência na guerra, posição de independência, futura continuidade de posição de dominação.

P.S.  - O monstro precisa de uma "guerra grande" e segundo o que percebo precisa dela antes de 2020.

quinta-feira, 15 de setembro de 2016

Ao cuidado do governo de suporte de esquerda.



A crer nestes números, existem muitos milhões que podem ser alocados para melhor servir os cidadãos.
O diferencial com Espanha é notório, mais uma vez, a crer nos números.

domingo, 28 de agosto de 2016

O selvagem moderno.


É difícil, muito difícil desenlear o emaranhado de fios condutores que fazem o transporte das características que são necessárias para que se construa determinada realidade, essa vemo-la concreta e definida e regra geral  a explicação mais simples tende a não ser a mais correcta.
O tempo que vivemos é o tempo do corpo, o tempo da matéria, domínio das emoções, a revogação do raciocínio e da lógica, o homem como novo selvagem, desta vez intencional (farsa).
A tecnologia matou deus de duas fundamentais maneiras, no plano material ao garantir a produção da sobrevivência sem a necessidade de adoração divina e no plano intelectual ao afirmar que o universo é primordialmente um jogo caótico.
A filosofia complementou apresentando um caminho alternativo através de Nietzsche propondo para lugar de deus a natureza e para aliviar a angústia do homem em lugar da religião e da ideologia; o corpo.
Faz assim sentido os dias modernos de adoração do corpo, o corpo como templo da vida e de certa forma contrariando Nietzsche tornando-se uma nova religião, mas mais, como disse que todos os altos valores se desvalorizam a si próprios começamos a assistir á desvalorização do corpo no sentido mais negativo da sua expressão, a vida sem valor.
Mas esta elevação do corpo vem acompanhada de outro fenómeno também muito interessante, a primazia das emoções, do corpo emocional do homem.
O ritual de adoração do corpo é expresso sob forma emocional, o apaziguar do deus corpo é feito através de oferendas de satisfação emocional atenuando a ira até nova irascibilidade, os desejos são os sacerdotes encarregues de ditar ao individuo o que o deus corpo quer.
Mais uma vez não é difícil perceber porque o consumismo é importante nas sociedades pós-modernas.
Mas existe um problema, conforme as emoções vão tomando conta do homem este vai deixando de utilizar as suas capacidades de raciocínio, torna-se um selvagem, um selvagem moderno e é precisamente na pós-modernidade que estão criadas as condições para o surgimento do maior selvagem de toda a história, o selvagem consciente, aquele que distingue o bem do mal mas como as suas capacidades racionais estão pouco desenvolvidas a sua actuação rege-se fundamentalmente pela emoção.
O selvagem é uma construção intencional.
A construção do selvagem começa cedo, na educação, ou falta dela, formam-se profissionais para integrar a grande máquina não se formam seres humanos, é por isso que não se ensina filosofia desde cedo, a filosofia transmite-te um grau de humildade tal que não serve o sistema, dificilmente servirias a máquina de modo cego com tal quantidade de incertezas acerca da existência.
O profissional é mal formado querendo logo á partida ser a peça mais importante da máquina, ou quer ser um cristiano ou estrela pop ou estrela de televisão, é-lhe dito que qualquer um pode ser a peça mais importante da maquineta.
Depois vê-se rodeado de pessoas cujo comportamento é a adoração ao deus corpo e cujos objectivos de vida não ultrapassam a casa fantástica o carro espectacular e dinheiro, isto no mínimo pois o mais provável é perceber que a ética ao serviço destes objectivos é de caracter duvidoso-
Last but not least vem a comunicação, mais concretamente a social, toda ela ao serviço do deus corpo e da emoção, não só nos comerciais, havendo anúncios a ligar directa e inequivocamente a felicidade aos produtos e ao seu custo (dinheiro), como programas que apresentam, concursos com extraordinário enfase no prémio em dinheiro, concursos expondo massivamente os feitos de assumidos selvagens modernos fechados entre quatro paredes até á exploração emocional dos noticiários em que ridículos jornalistas se põem em cima das chamas para transmitir mais fielmente a emoção necessária ou perguntam a uma mãe que perdeu um filho como ela se sente e se vai continuar a fazer a refeição que era a favorita do defunto.
Mas como disse Nietzsche, todos os altos valores se desvalorizam a si próprios e vemos isso acontecer hoje, o corpo humano está a perder valor, paradoxalmente ou talvez não a forma de desvalorizar o corpo é eliminá-lo, hoje mata-se o corpo por qualquer razão, o corpo do outro.
Tudo ao serviço do corpo como outrora a outros serviços, tudo ao serviço das emoções, tudo ao serviço do selvagem moderno.
O selvagem moderno é uma construção intencional que faz parte de uma intenção maior.

segunda-feira, 22 de agosto de 2016

Meta-realidade XV.

Os administradores e os salários multi-milionários.
O que paga "compra" um salário de 100 ou 200 mil euros versus um de 10 ou 20 mil?
Será que um CEO é muito mais competente com um salário de 100 mil em lugar de um de 20 mil?
Não faria o seu trabalho com rigor, profissionalismo e competência?
Se sim, então o que paga um salário de 100 mil euros? 

terça-feira, 9 de agosto de 2016

O visionário.

Eram imagens de uma feira, Passos lá vai fazendo o frete de se relacionar com a plebe, numa banca de calçado e segurando em socas de madeira pergunta ao vendedor se ele não consegue fazer daquilo mais leve,
O homem responde que mais leves significa uma madeira mais fraca e que se gastariam mais depressa, ao que o grande estadista e profundo pensador Passos responde; - Gastam-se mais, vendem-se mais, é bom para o negócio então!
Digo eu, - Deve ser por isso que os Alemães vendem muitos mercedes, bmw, audi e volkswagen os carros estragam-se rapidamente e o pessoal vai a correr comprar outro.
Deve ser por isso que qualquer empresário de meia tijela cá do rectangulo de merda assim que tem uns trocos vai a correr comprar um carro alemão.
Coitado do estadista, ainda não percebeu que a qualidade tem sempre mais valor mas sabe de certeza que produtos de baixo valor têm uma relação com ordenados baixos.

E propõe-se este homem dirigir um país como Portugal e ainda há quem ache que sim.

domingo, 7 de agosto de 2016

Ó António III,

Ó António tens de relembrar aos gajos repetidamente que este não é um governo qualquer e de que apesar  dos alienados deste rectângulo de merda estarem habituados a este tipo de comportamento por parte dos representantes do Estado a informação entra e fica lá, daí que se oiça dizer com frequência, " São todos iguais".
E não é um governo qualquer não por causa do PS, se bem que posso conceder que este não é o PS de Assis mas por ser um governo apenas e só com um cheirinho a esquerda e isso no contexto actual acarreta uma responsabilidade enorme.
Catarina Martins tem razão, já não falo na ética ou no bom senso, dando isso de barato, bastava perceber que este é um governo sob vigilância apertada por parte dos "portugueses" e de que da qualidade da sua actuação depende outro caminho nas próximas eleições,

Não deixa de ser comico-trágico ver a direita campeã no espezinhamento da ética em bicos de pés, perguntem ao cherne do oceano Goldman Sachs.
Não desculpando obviamente!

Adenda; E já agora ao Exmo. Paulo Portas.

quarta-feira, 16 de março de 2016

Saberá Marcelo?

Marcelo marcou como sua primeira visita de Estado uma viagem ao Vaticano, este facto poderá eventualmente indicar que sabe, saberá Marcelo ou é apenas um devoto em posição de poder?
Desconfio que a maioria dos políticos da nossa praça não sabe, os comunistas têm obrigação de saber e os últimos desenvolvimentos, concretamente o primeiro encontro entre o Papa e o Patriarca da Igreja Ortodoxa Russa em praticamente mil anos pode servir para que o cidadão comum também queira saber.

sábado, 13 de fevereiro de 2016

Ó António II.

Tendo em conta a envolvente, partilho da perspectiva de que é menos injusto o aumento de impostos indirectos à alternativa de cortar rendimentos, mas sendo que esse é provavelmente o recurso disponível para satisfação do imediato porque não aproveitar para adoptar a filosofia de impostos inteligentes?
Um exemplo?

Taxa de IVA de sustentabilidade - 33%

Tabaco
Bebidas alcoólicas
Refrigerantes
Sumos que não 100% fruta
Refeições pré-confeccionadas embaladas
Batatas fritas embaladas e aperitivos que não o próprio fruto seco
Pastilhas, rebuçados e doces afins

Taxa de IVA de sustentabilidade - Isenção

Todos os produtos hortícolas e frutícolas em estado "natural" ou seja, não sujeitos a processos de transformação que não higienização e/ou embalagem.
Peixe e carne em estado crú, fresco ou congelado
Pão
Leite

Taxa de IVA de solidariedade - 49%

Embarcações de recreio
Automóveis de cilindrada igual ou superior a 2500cc.
Imóveis urbanos de valor patrimonial e/ou comercial igual ou superior a 500,000 euros 
Joalharia e pedras preciosas

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

É precisamente isso que nos faz falta, um governo inteligente*.

O eventual acolhimento de jovens refugiados para estudar nas universidades portuguesas revela inteligência por parte do governo.

* Tendo em conta obviamente que ainda precisamos de governo ;)

quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

Nova série de posts; Ó António!

Ó António,
num contexto económico em que o investimento público é "desautorizado" e o investimento privado diminuto que tal libertar as forças criativas dos indivíduos e fazer entrar em circulação as pequenas poupanças dos Portugueses e as suas capacidades de realização?
Como?
Desburocratizar é a palavra de ordem, eliminar taxas e taxinhas, papeis e papelinhos, vistorias, autorizações e impedimentos, facilitar ao máximo a criação de micro-empresas e de auto-emprego e transformar pré-requisitos em pós-conformidades com progressividade controlada. 

terça-feira, 26 de janeiro de 2016

Remodelar o "Hall de entrada".

Tenho dito aqui que em minha opinião a esquerda, leia-se PCP, está num processo de cristalização e que também em minha opinião, precisa de um programa de "remodelação da interface do utilizador", penso que tem caras e valores à altura do "tempo novo" e do século XXI.

A declaração de Jerónimo sobre a "rapariga engraçadinha", deslize diga-se, muito pouco comum vindo do partido, revela o nervosismo das estruturas comunistas que como tenho afirmado percebe que está num caminho de cristalização, o que não se compreende ou talvez sim é a resistência a renovar o "Hall de entrada", um up-grade geracional:

domingo, 6 de dezembro de 2015

O Homem novo.



Com o advento de um governo de suporte de esquerda surgiu a parangona do “Homem novo”, a título depreciativo é sugerido como um ideal comunista significando na sua essência o condicionalismo do ser, lendo-se portanto um cerco ao individuo, às liberdades individuais e como tal, nesta versão, o homem desprovido de livre arbítrio em nome de uma construção maior, no fundo de um ideal.
O que não dizem é que também “eles” imaginam um homem novo, mais, são eles que o estão a construir e o dito é por esta altura um homem maduro.
O homem novo “deles” não é o super-homem liberto das amarras ideológicas nem tão pouco religiosas, não é o homem fortalecido na consciência de si e dos outros, não é o homem que admite sem reservas para si o mesmo que para os outros nem para os outros o mesmo que para si, não é o homem que vê a espécie nem tão pouco se revê na espécie, não é o homem que precisa da natureza, o seu meio é o cimento e o asfalto, não é o homem sujeito às leis universais, a tecnologia eleva-o acima da carne, não é o homem que reconheça a necessidade de fraternidade entre os seres humanos, isso cabe à caridade, deus que cuide dos fracos, dos inadaptados, dos velhos, dos não produtivos, não é o homem que reclame igualdade, os mais aptos tornam-se os mais fortes e na luta pela sobrevivência os mais fortes são os escolhidos.
O homem novo “deles” não se libertou, substituiu a crença, é o homem “economicus” ou melhor o homem “financeirus”, reduziu toda a dimensão humana a uma questão económica e financeira, o novo deus são os mercados financeiros, o pecado a não produção básica, elementar, primária pois consideram a cultura e as artes um desperdício de recursos, reduziram a vida humana a uma mera existência produtiva, uma existência escrava em que o conhecimento que nos é transmitido apenas nos prende ainda mais ao ideal que a “eles” pertence.
O homem novo “deles” é uma máquina, uma máquina que não pensa, que não sente para além de si, pertence à produção em série em que o tempo se esgotou na adoração cega e inquestionável da nova deidade: dinheiro, a entidade omnipotente das sociedades pós-modernas.
Resumindo, “eles” é que estão a criar o homem novo, o velho homem novo.

terça-feira, 10 de novembro de 2015

Posso vender* um conselho?

Que tal marcar uma reunião com Putin para aprender fundamentais noções de estratégia política?
É que o monstro vai atacar e convém antecipar e delinear como responder aos ataques. 


*Porque se os conselhos fossem garantia não se davam, vendiam-se.

domingo, 8 de novembro de 2015

Salário mínimo nacional.

Parece-me decepcionante, insuficiente, neste escalão de rendimentos qualquer acrescento é canalizado maioritariamente para uma melhoria das condições básicas de sobrevivência, nomeadamente a qualidade alimentar do agregado familiar e como tal o consumo predominante de produtos produzidos em Portugal.
Assim proponho a meta de 605 euros em dois anos, ou seja 555 euros em 2016 e 605 em 2017.
A haver necessidade de compensação às empresas deveria ser encontrada nos custos de contexto, nos custos inerentes à produção como custo da energia (electricidade, gás e/ou combustível) ou outros que melhor que eu saberão encontrar e negociar.

quinta-feira, 5 de novembro de 2015

domingo, 1 de novembro de 2015

O homem rude.

Eram imagens da campanha, Jerónimo cumprimentava um homem, rude, rude de trabalho entenda-se, a face sulcada por uma vida de esforço. Jerónimo ditava-lhe as máximas, “- Camarada temos de reforçar a posição da CDU para lutar contra esta política de direita.”,”- Blá blá blá, blá blá blá a CDU isto, a CDU aquilo. O homem ouviu, concordou e retorquiu “- Certo, mas se for preciso temos de dar a mão ao PS” Quantos homens rudes terá encontrado Jerónimo?
Há muito que a esquerda devia ter abandonado a trincheira, esperar que o vento mude completamente de direcção não é uma estratégia ganhadora, compreendo os fundamentos mas também sei que uma guerra é composta por inúmeras batalhas e na arte da guerra é possível dar uma batalha a ganhar ao inimigo se isso contribuir para a vitória na guerra. A possibilidade de trabalhar por dentro ao invés de cristalizar por fora. Confusão, como é que pessoas pobres são de direita, beijam e aplaudem Passos e Portas, claro que sei e uma das razões é o Papão, de comer criancinhas e isso só pode ser desmontado por dentro. Dadas as circunstâncias em que vivemos, um governo de esquerda não precisa de fazer muito para garantir duas legislaturas, é dar uma batalha a ganhar ao inimigo ou seja respeitar os acordos europeus porque os Portugueses não tendo conhecimento intrínseco da questão assim o entendem e porque mesmo dentro do quintal muita coisa pode ser feita e, ganhar outra em favor da grande massa dos desfavorecidos, principalmente aqueles que são pobres tendo trabalho e reformados mais pobres, provando que mesmo com limitações é possível outra distribuição dos sacrifícios.
Dar uma batalha a ganhar permite conquistar tempo, tempo para que a realidade internacional se altere pois os sinais de mudança começam a surgir e a probabilidade de tempos mais favoráveis a uma política de esquerda pode estar ao virar da esquina. Quem detiver o poder nesse novo tempo e beneficiar dessas favoráveis condições determinará o curso político da próxima década.