Sociedade voluntária

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quinta-feira, 25 de abril de 2013

Liberdade...


                                                                           Retirado da net

“Os cidadãos têm de levantar a sua voz, dizer o futuro e, as elites segui-los-ão, obrigatoriamente!”

Que extraordinária frase, quando li percebi imediatamente o processo de revolução em curso.
A magnífica inversão das posições de poder que expressa lava-me a alma, porque transparente, porque verdadeira, porque presente, porque futuro.
Quando uma sociedade, um povo, se determina num objectivo, num caminho, não há elite que se lhe resista.
É a consciência desta verdade que permite aprofundar a democracia e horizontalizar o processo de decisão.

Que o futuro seja o que quisermos!

Abraço livre.

sexta-feira, 13 de julho de 2012

Liberdade - a era da “doutrina prática”.

A era do convencimento teórico está a chegar ao fim, a era da exposição das filosofias que podem responder como alternativas ao sistema existente de forma teórica chegou ao seu limite, as pessoas já não respondem massivamente ou de forma apaixonada aos teoremas. Estamos a iniciar um novo capítulo de apresentação de alternativas, a implementação prática dessas mesmas alternativas, a concretização de novos modelos arrasta muito mais facilmente as pessoas, a efectiva implementação de novos conceitos motiva muito mais, inclui cada vez mais pessoas, não por convencimento teórico mas por demostração prática, por inclusão, por participação.

quarta-feira, 11 de abril de 2012

Liberdade, a ultima fronteira - 2ª parte



Existe uma distinção a fazer para se perceber o significado de liberdade, a liberdade profunda, a liberdade que brota da essência do ser humano e essa destrinça é entre individualidade e individualismo.
Individualidade é o conjunto de características que compõem e definem o ser humano, como gostos, vontades, desejos, capacidades ou vocações, na essência o conjunto de características que manifestadas em proporções variadas tornam cada ser humano uma unidade diferenciada na sua igualdade maior.
Individualismo é o modelo de uso (uma forma de utilizar) dessas características de modo egocêntrico ou seja tendo em conta só e apenas a unidade possuidora e desempenhante dessas características, o individualismo não reconhece no outro a mesma condição e como tal o mesmo direito, enquanto a individualidade vê no outro o conjunto de caracteristicas que requerem direito a manifestar-se.
Para melhor perceber o significado de liberdade é preciso perceber que este modelo, o individualismo, não é na sua totalidade uma característica inata ao ser humano, pelo contrário é na sua maioria o resultado de condições externas ao ser, é o resultado de estímulos diversos que vão desde a educação, padrões impostos, razões de identificação com os parâmetros vigentes do colectivo até à interiorização da formatação dos instrumentos exigidos à sobrevivência.
Outra questão que é preciso entender é que nenhum colectivo resulta, de forma sustentada e duradoura, de participações individuais forçadas ou impostas.
O paradoxo é precisamente o de que um colectivo é o resultado da intervenção voluntária, livre, dos indivíduos que o compõem, de outra forma, como força viva que é, o colectivo tende à desintegração, só a permutabilidade da acção livre permite a continuidade.
Nenhum individuo pertence produtivo (no sentido de contribuir com a sua melhor acção) por tempo indeterminado de forma forçada ou imposta, nem incluído numa acção com a qual não se identifique ou não retire bem-estar e realização.
Por muito paradoxal que possa parecer, o colectivo não requer algum tipo de sacrifício ou subjugação a uma entidade maior que o individuo, o colectivo resulta da melhor acção, da acção que torna cada individuo mais feliz e essa é a expressão da individualidade.   

segunda-feira, 9 de abril de 2012

E da liberdade absoluta da acção não resulta a supressão das necessidades?





Quando poucas, raras vezes a conversa consegue chegar ao ponto em que se manifesta o interesse em aprofundar um pouco mais o assunto - e não se pense que se reflecte apenas nas classes mais baixas, teoricamente menos esclarecidas, pois foi-me recentemente cortada a palavra com a frase: - Ok, vamos lá então descer á terra!
Proferida por pessoa com formação e de boa condição de vida, prova o quão condicionado está o pensamento e a profunda e anti-catalizadora consequência da ausência do sonho como elemento de progresso.
Mas como dizia, nas raras vezes em que se ouve o - então diz-me lá, a expectativa é a de que se explique na frente de uma refeição, em pormenor e detalhe, o universo desde o big bang, intercalado entre garfadas e sorvos de tinto.
Se inicío a coisa de forma mais poética, “tipo” - O homem não é um homem, mas uma larva de homem, o espaço para progressão da explicação fica reduzido á doce e simpática categoria de irrealismo, não pragmático e idealista, se por outro lado apresento a negrura da exploração do homem pelo homem a explicação é cerceada por uma posição de inevitabilidade intrínseca ao sistema, do qual o ser humano dificilmente ultrapassará por condição própria, limitada, é o argumento de – as pessoas são mesmo assim, contrapor que as pessoas são um misto de genética e meio-ambiente e que mesmo a genética é um misto de originalidade e meio-ambiente, assemelha-se a navegar contra uma intempérie dentro de uma banheira.
O princípio é o seguinte:
Imaginemos uma sociedade, um colectivo de indivíduos a quem se permite fazer só o que querem, ninguém será obrigado a despender uma caloria que seja contra a sua vontade, o que resultará de uma construção desta natureza, tenderá para o desequilíbrio e como tal para a ineficiência e rápida auto destruição ou pelo contrário tenderá para a progressiva auto organização e sustentabilidade do colectivo?
Em minha opinião a segunda hipótese é a resposta e porquê? Por duas razões, primeira de ordem pragmática, a necessidade, que estimula o homem a realizar e a procurar realizar mais com menos esforço, será sempre objectivo fazer mais com menos esforço, a segunda de ordem digamos que metafisica, pois o conjunto de acções possíveis de realizar individualmente acrescenta sempre ao colectivo, aliás parece pouco provável que uma acção individual no seio do colectivo não reflita no mesmo, apenas as acções de violência não contribuem directa ou indirectamente para o colectivo, (no sentido da continuidade imediata da progressão, pois até a destruição é elemento organizativo).

Procuro o vosso parecer, o que pensam sobre a questão, a ausência completa de regras conduz ao caos ou à auto organização?

domingo, 25 de março de 2012

Do estado...

No percurso do objetivo de alcançar uma sociedade realmente livre, podemos, tendo em conta a história e o grau de desenvolvimento das civilizações, defender a existência de um estado compatibilizando-o com a determinação da sua própria extinção?
O estado como organismo agregador e manifestante das vontades e intenções dos indivíduos integrados num colectivo exige a submissão a regras teoricamente entendíveis e aceites como o bem comum ou o interesse comum, para que individualmente cada um de nós renuncie a uma parte da sua soberania em nome de uma entidade maior que supostamente irá refletir o resultado da convergência do todo, devolvendo assim ao mesmo o melhor que é possível concretizar.
Sendo que o estado somos todos nós, o estado é o conjunto de recursos ideológicos, morais, laborais, financeiros e materiais que entregamos ao serviço da sociedade como um todo e sendo que todos estes recursos precisam ser geridos, na actual fase de desenvolvimento encarregamos alguns de “nós”, alguns elementos do todo para efectivar o que conceptualmente o colectivo considera ser o bem comum, ou seja, o despender dos recursos de forma a obter uma sociedade, um colectivo o mais equilibrado e justo possível.
O que acontece é que o estado não é um organismo manifestador das vontades e desejos da sociedade, do colectivo, mas sim um organismo criador de dependências, segregações e privilégios, o estado foi progressivamente sendo sequestrado ao ponto de se tornar inimigo do próprio estado, ou seja de todos nós ao ponto de apresentar caracteristicas distopicas.
Se o estado somos todos nós, eu e tu, como pode o estado impor-nos coisas que não queremos, se o estado sou eu como posso eu fazer algo que não me autorizei a fazer, eu não me autorizei a salvar os bancos da falência, eu não me autorizei a baixar reformas já de si baixas e cortar subsídios, eu não me autorizei a comprar submarinos eu não me autorizei a desperdiçar os recursos existentes, eu não me autorizei a desmantelar a industria, as pescas, a agricultura para agora concluir que foi um erro, eu não me autorizei porque na verdade a autoridade não sou eu, alguém usa a minha pessoa para se apresentar com a minha autoridade.
As regras de regência do bem comum não são hoje entendíveis, não são o resultado das vontades do colectivo e como tal representativas do todo, e como tal o estado nunca terá a função de libertação da sociedade, pelo contrário, a sua representatividade exigirá sempre uma maior dependência das migalhas para poder distribuir bolos inteiros.   
Se a função do estado é procurar em cada momento e de acordo com as vontades do colectivo, encontrar o ponto mais próximo do equilíbrio isso significa que ao longo do tempo a função do estado é extinguir-se, a si próprio, pois da constante procura do equilíbrio resultará uma sociedade tendencialmente auto-regulada, auto-equilibrada.
A existência de um estado não é impedimento ao objectivo de uma sociedade livre, a forma de representação desse estado, sim pode ser.

sábado, 24 de março de 2012

Sim, tu!

Sim, é tudo acerca de ti.
É tudo acerca daquilo que és, que podes ser, daquilo que devem ou não deixar-te ser.
É tudo acerca daquilo que fazes, que podes fazer, que deves ou não fazer, daquilo que devem ou não deixar-te fazer.
É tudo acerca daquilo que queres, que podes querer, daquilo que devem deixar-te querer,
é tudo acerca daquilo que tens, do que podes ter, do que deves ter,
é tudo acerca daquilo que não tens, que não podes ter e não deves ter,
é tudo acerca daquilo que sabes, que não sabes e que não podes saber.
Sim, é tudo a “cerca” de ti.

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

O argumento do caos…

Quando se procura explicar às pessoas que a forma como vivemos, o estado da sociedade e das coisas não tinham nem têm que obrigatoriamente ser como são, quando se tenta explicar que o trabalho tal como é exercido hoje na modernidade não tem fundamento teórico nem prático na construção de uma sociedade equilibrada, quando se tenta explicar que a quantidade de trabalho aplicado está desproporcionado em relação à necessidade de produção de bens, que é possível trabalhar menos, manter as necessidades satisfeitas e ganhar enorme qualidade de vida, que é possível participar de livre vontade e de acordo com as satisfações de cada um no preenchimento das necessidades do colectivo e que tal só não acontece, não por incapacidade de meios tecnológicos ou falta de alternativas filosóficas/politicas mas por outras razões que passam por manter as sociedades estratificadas, manter uma emanação de poder verticalizada e permitir a continuidade de uma determinada filosofia politica de dominação, as respostas/perguntas são sempre as mesmas;
- Está louco ou quê e depois quem é que trabalhava?
- Isso é muito bonito mas é em sonhos!
- Ò meu amigo, isso matavam-se todos uns aos outros!
- Isso seria o caos!

É evidente que existe alguma verdade na argumentação, nem todas as pessoas estão preparadas para uma sociedade com tais características, mas o grande erro é, e normalmente as conversas esgotam-se antes da completa explicação do processo, assumir que semelhante transição seria objectivada de um dia para o outro, só esta posição explica que as pessoas tenham grande dificuldade em antever uma outra forma de organização da sociedade muito mais livre, pois o processo mental leva-as a transpor as condições actuais para essa nova realidade sem alterações nucleares da estrutura consciêncial dos seus intervenientes.

O processo de transição para uma sociedade voluntária deverá ser um processo gradual, a questão é iniciá-lo, coisa que não acontece, e poderia ser concretizado de uma forma muito suave, requer “apenas” inteligência e dedicação ao ser humano, principalmente dedicação ao ser humano.
Conforme as grandes elites pensantes, estadistas e estrategas sabem, o método de alteração de valores e princípios nas mentes das massas requer a passagem de no mínimo 2 gerações, a lenta e progressiva absorção de estímulos que 2 gerações mais tarde apresentam o desligamento com valores, ensinamentos e realidades antecessoras.
Vemos esse método claramente expresso no consumismo, em que 20 anos de sussurro ao ouvido, … compra, compra, compra, conduziu á substituição do conceito da aquisição por necessidade pela aquisição “por que quero”.
Vemos também em relação ao valor da liberdade que as novas gerações, generalizadamente procederam a alterações no espectro do conceito, que se por um lado viu alargada a sua amplitude, a sua profundidade não acompanhou, consequência de encorajamentos ao individualismo e não á individualidade.
Assim percebe-se que falar de sociedade voluntária levante imediatamente a antevisão de uma falência automática do funcionamento da mesma pois é observada sob o princípio individualista vigente.

domingo, 15 de janeiro de 2012

Liberdade, a última fronteira – 1ª parte

No inicio era o verbo, sinónimo de intenção, estado, condição, ponto de partida do qual o homem se conhece e reconhece.
Um homem nasce outro morre, o primeiro transporta consigo a amplitude da intenção, o ultimo geralmente o consentimento da limitação.
O homem nascido sente a imposição da necessidade de fornecer ao seu corpo a energia de modo a existir e o impacto desta condição constitui uma restrição da amplitude da intenção e acção humanas.
A liberdade, originária, estado natural, no organismo humano dilui-se na circunstância e em proporção da dependência e das necessidades, incutindo na consciência humana a primeira sensação de condicionamento.
A obrigatoriedade de se manter vivo, condição básica que permite o desenvolvimento da intenção e da acção, revela-se como o elemento singular da construção do edifício humano sendo simultaneamente força motriz e limitação ao pináculo desse mesmo propósito.
Se a amplitude da intenção, a liberdade, é a fundação na qual está contemplada todas as possibilidades da acção no sentido de conceber e criar uma realidade permitindo que a diversidade fecunde e preencha os espaços vazios das necessidades, a troca de restrição por alguma prévia segurança é na prática a obtenção de nenhuma das duas.
A forma mais eficiente de responder a um imperativo é conservar uma multiplicidade de capacidades diferenciadas sendo que à constatação de uma necessidade correspondem por norma diversas tentativas da sua resolução.
Na persecução da obtenção da sensação de segurança, por várias razões, nas quais se incluem os conceitos de uniformização, hierarquização, centralização e controle, acaba sendo entregue ao indivíduo e ao colectivo precisamente mais limitação da sua acção, do seu potencial, no fundo limitação à sua intenção de suprimir as dependências.  
Os indivíduos, partes constituintes de um colectivo, transferem por troca, parte crescente da amplitude das suas decisões convertendo-se em grandes massas de seres vulneráveis, manipuláveis e por fim até defensores do consentimento da limitação através da autoridade de uma representação.
As massas intencionalmente expostas a frágeis e insuficientes ferramentas de conhecimento e informação vagueiam pela ilusão de que a representatividade garante, sem a sua participação efectiva, um equilíbrio e a defesa de valores julgados comuns, ou que não direccione no sentido único da divisão, fragmentação e obstrução ao potencial do colectivo.
A função de representação tende a expandir a transferência das decisões e com isso o crescente domínio, imposição, controle, poder e perpetuação.
A rotura encontra-se no cruzamento entre a cedência das liberdades e a percepção de equivalente recompensa.


Continua…

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

O Alfa e o Ómega

E está praticamente terminado, 2011, mais um ano, é verdade mas não um ano qualquer, muito menos um ano como qualquer outro.
2011 foi um ano especial, foi um principio e um fim, o Alfa e o Ómega como a vida assim o é!
Este ano trouxe o fim de uma realidade, fim de um conjunto de conceitos que suportavam, que enraizavam as crenças-pilar da construção de uma sociedade que até ontem julgaríamos duradouras.
2011 trouxe a primeira onda do tsunami que se nos apresenta desconhecido…ainda, o primeiro alarme de que algo profundo está para acontecer, para mudar, a paisagem que nos permite reconhecer o caminho do futuro está a desvanecer, o passado começa a tomar conta dos nossos medos e os sonhos estão anestesiados.
É sabido que as grandes mudanças causam sempre sentimentos de incerteza e receio, mas os factos e os indícios contribuem para o cimentar dessa experiencia, pois muito pouco ou nada nos faz crer que esteja realmente uma luz ao fundo deste túnel.
O ritmo dos acontecimentos permitem pressupor que existe uma formatação, têm seguido um padrão orientado num determinado objectivo, esse que resembla forças de domínio, opressão e extermínio no passado.
Trouxe também um princípio, o desenhar de outro conjunto de conceitos para construção de outra realidade que aparentemente perfilha muito menos respeito pelo ser humano.
Podíamos e devíamos estar numa época de mudança, mas uma mudança no sentido da evolução do ser humano, da espécie e do desígnio de uma nova sociedade, de outra forma de interacção entre indivíduos, consonante com a era digital, a robótica, a informação, a realização individual, a igualdade e a liberdade.
Mas 2011 não nasceu assim e sem essa intenção vai terminar, tendo oferecido no seu deambular pelo tempo o gosto amargo da perspectiva de um retrocesso, a ansiedade da incerteza e o receio de que o pior ainda está por vir.

Assim os votos de ano novo são votos de exigência para com os representantes da sociedade,
de vigilância e determinação na defesa de valores civilizacionais para os cidadãos e individualmente o gesto possível para ajudar outros a entender o sistema que na realidade nos mantém prisioneiros.

Um abraço que espero possa continuar livre.

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

You can run but you cannot hide...

                                           Clonado de pijamasurf.com

Desculpando o título em inglês, a intenção mantêm-se, podes correr mas não te podes esconder.
Existe perante o olhar mais profundo,uma realidade objectiva subjacente a todo o caminho percorrido.
Existe um padrão constituinte de todo o percurso que de certa forma se torna o percurso em si, podendo momentaneamente ser desviante ou detença temporal mas jamais interrupção do sentido.
Pode o Homem abrandar ou até avançar de costas mas a direcção do seu caminho permanece imutável.
O esforço, o sacrifício, o suor, a dor, isso sim podemos querer que seja maior ou menor conforme a nossa vontade, mas o lugar de chegada não se altera por consequência.
Porque o lugar de chegada é o lugar de partida, acrescida do saber porque se partiu, qual a importância da chegada, e no meio a virtude de escolher sem conhecer.
E o lugar de chegada é esse, assim, tão simples: a liberdade, expoente máximo de exposição de possibilidades catalizadoras do regresso consciente ao lugar de partida.
Podemos dilatar o tempo, condicionar a forma, mas a substância mantêm-se
imutável, uma humanidade progressivamente mais livre.
Está gravado em carbono no nosso adn: o Homem É livre. Desde os primórdios do tempo.

sexta-feira, 10 de junho de 2011

O Homem Livre

Neste 10 Junho após toda a história recente e passada o que verificamos com relativa facilidade é que os nossos representantes ou se enganaram nas perspectivas para o futuro ou foram incompetentes.
Ouvimos agora falar em todo o genero de direções politicas diametralmente opostas ao que andámos a fazer.
Grave, agora que não existe dinheiro, aspiramos fazer aquilo que racionalmente devíamos ter feito quando  o dinheiro "abundava".
Agricultura, pescas, mar, industria, tudo investimentos com resultados a médio/longo prazo que deviam ter sido feitos á muito tempo.
Uma das causas deste resultado é a falacia de liberdade de escolha que reina nas democracias representativas.
Elege-se um governo que 90% da população não sabe qual o programa mas sim a cara do representante, e como acréscimo esse programa pode não ser cumprido ou pode até ser feito o seu contrário.
O homem que quer ser livre em pleno século XXI tem de requerer uma mudança.
No minimo  temos que  evoluir para uma democracia pura ou referendária.
Todas as decisões têm ser tomadas pelos cidadãos sob pena de vermos construido algo que não queríamos.
(como de resto se apresenta o presente)
É tempo de evoluir para uma democracia referendária.
A vontade dos cidadãos tem de contar mais ou a liberdade vai contar cada vez menos.