Sociedade voluntária

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sábado, 9 de maio de 2015

O caos não existe !

                                                         Imagem retirada da net

Vamos repetir, o caos não existe; o que acabámos de fazer foi uma demostração de inteligência, só podemos repetir se a incluirmos caso contrário não seria possível, como entre outras coisas reconhecer o comando repetir?
Repetir é voltar ao início, um início simples e básico mas ainda assim um período com início e fim.
A uma manifestação periódica com início e fim chamamos de ciclo.
A melhor figura que define um ciclo será uma circunferência, de qualquer ponto por onde se inicie uma intenção chegamos invariavelmente ao sítio onde a iniciámos
Usando um pouco mais de inteligência podemos repetir a repetição, repetir o ciclo, na falta de melhor vocábulo 3D “ciclar o ciclo” ou seja um ciclo que se repete de forma continuada.
Neste caso a figura que melhor representa um “ciclo ciclado” é uma circunferência aberta ou seja uma espiral e interessantemente a inteligência presente, devido á necessidade de continuidade torna-se ordem ou seja inteligência permanentemente presente na observância das características que garantem a “ciclagem do ciclo”.
O caos como fenómeno desprovido de inteligência de ordem não existe, o que chamamos de caos é uma manifestação de ordem.
O que chamamos de caos é, ainda que aparentemente irreconhecível: organização, ordem.
Se na ordem natural os vulcões são mecanismos de libertação da pressão criada no núcleo do planeta, se esse mecanismo consiste numa ligação com a superfície terrestre e periodicamente acontece essa libertação de pressão onde está o caos? E se os seres humanos habitam perto dessas áreas, onde está o caos? Só vejo ordem.
Se os seres humanos estabelecem uma sociedade em que cada individuo tem de olhar só por si e obrigatoriamente prescindir de valores civilizacionais para conseguir sobreviver incluso na organização e essa condição desencadeia processos de desumanização, pobreza e violência, onde está o caos, só vejo ordem.
Se países exploram outros de várias formas, incitam á violência e á diferença, vendem as armas e o resultado é a guerra, onde está o caos, só vejo ordem.
O caos não existe, tudo o que existe é ordem.

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

O argumento do caos…

Quando se procura explicar às pessoas que a forma como vivemos, o estado da sociedade e das coisas não tinham nem têm que obrigatoriamente ser como são, quando se tenta explicar que o trabalho tal como é exercido hoje na modernidade não tem fundamento teórico nem prático na construção de uma sociedade equilibrada, quando se tenta explicar que a quantidade de trabalho aplicado está desproporcionado em relação à necessidade de produção de bens, que é possível trabalhar menos, manter as necessidades satisfeitas e ganhar enorme qualidade de vida, que é possível participar de livre vontade e de acordo com as satisfações de cada um no preenchimento das necessidades do colectivo e que tal só não acontece, não por incapacidade de meios tecnológicos ou falta de alternativas filosóficas/politicas mas por outras razões que passam por manter as sociedades estratificadas, manter uma emanação de poder verticalizada e permitir a continuidade de uma determinada filosofia politica de dominação, as respostas/perguntas são sempre as mesmas;
- Está louco ou quê e depois quem é que trabalhava?
- Isso é muito bonito mas é em sonhos!
- Ò meu amigo, isso matavam-se todos uns aos outros!
- Isso seria o caos!

É evidente que existe alguma verdade na argumentação, nem todas as pessoas estão preparadas para uma sociedade com tais características, mas o grande erro é, e normalmente as conversas esgotam-se antes da completa explicação do processo, assumir que semelhante transição seria objectivada de um dia para o outro, só esta posição explica que as pessoas tenham grande dificuldade em antever uma outra forma de organização da sociedade muito mais livre, pois o processo mental leva-as a transpor as condições actuais para essa nova realidade sem alterações nucleares da estrutura consciêncial dos seus intervenientes.

O processo de transição para uma sociedade voluntária deverá ser um processo gradual, a questão é iniciá-lo, coisa que não acontece, e poderia ser concretizado de uma forma muito suave, requer “apenas” inteligência e dedicação ao ser humano, principalmente dedicação ao ser humano.
Conforme as grandes elites pensantes, estadistas e estrategas sabem, o método de alteração de valores e princípios nas mentes das massas requer a passagem de no mínimo 2 gerações, a lenta e progressiva absorção de estímulos que 2 gerações mais tarde apresentam o desligamento com valores, ensinamentos e realidades antecessoras.
Vemos esse método claramente expresso no consumismo, em que 20 anos de sussurro ao ouvido, … compra, compra, compra, conduziu á substituição do conceito da aquisição por necessidade pela aquisição “por que quero”.
Vemos também em relação ao valor da liberdade que as novas gerações, generalizadamente procederam a alterações no espectro do conceito, que se por um lado viu alargada a sua amplitude, a sua profundidade não acompanhou, consequência de encorajamentos ao individualismo e não á individualidade.
Assim percebe-se que falar de sociedade voluntária levante imediatamente a antevisão de uma falência automática do funcionamento da mesma pois é observada sob o princípio individualista vigente.

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

A divisão é o caos.


A raiz do sistema capitalista está na propriedade privada e no capital, que significam a possibilidade de retirar benefício do trabalho de outros indivíduos, o direito de beneficiar do trabalho daqueles que não possuem propriedade ou capital e que, são obrigados a vender sua força produtiva a privilegiados possuidores de capital ou propriedade. O capitalismo sustenta e favorece a desigualdade e, gera a pobreza dos “sem capital” que, sendo obrigados a viver do valor do seu trabalho, ainda que juridicamente sejam iguais aos capitalistas, na prática estão subjugados e em concorrência de mercado, não têm alternativa senão deixarem-se explorar para não morrerem de fome. A dinâmica do sistema capitalista cria e sustenta uma divisão do trabalho e também das classes sociais, colocando-as em contradição e em luta.
Todo um sistema político e ideológico dá amparo a esta dinâmica de divisão, monarquias ou repúblicas, estados ou religiões e todos os governos políticos com seus dispositivos judiciais, policiais e seus exércitos permanentes. Os sistemas políticos e ideológicos não têm outro desígnio senão a de garantir e proteger as práticas da exploração capitalista, constituindo-se, portanto, parte estrutural do capitalismo.
Podem encontrar-se diferenças de intensidade mas nenhum sistema representativo, centralizado e elitista, libertará o seu povo da imperiosa e castradora necessidade de garantir a sobrevivência.




Sobre um texto de Bakunin 

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

A hierarquia é o caos.


A hierarquia é o caos, é a divisão.
A hierarquia simplesmente promove a divisão
e a divisão como se percebe é o caminho para o conflito permanente.
Enquanto existir divisão, existirá uma elite, que a seu gosto se encarregará
de governo gerir o conflito entre as diversas partes.
Da génese dessa "entidade" até a mesma se tornar completamente "alienada" da problemática gerada pela divisão da sociedade, vai uma vontade.
Momento adiante o "encosto" a um lado dos conflituantes é inevitável,
consequência óbvia da "pressão" do mais forte, dominado tende a crescer
e a distorcer a realidade.
Já só disfarça, não permite novas sementes, interessa a perpetuação.
O caminho para tal é mais divisão; raça, religião, sexualidade, profissão, rendimento,educação, género, aspecto e até rituais quotidianos são caracteristicas servis a tal "doutrina".
A divisão é o facto que impede a sociedade de avançar mais e melhor.

O sinal de saída está no outro lado.