Sociedade voluntária

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sexta-feira, 13 de julho de 2012

Liberdade - a era da “doutrina prática”.

A era do convencimento teórico está a chegar ao fim, a era da exposição das filosofias que podem responder como alternativas ao sistema existente de forma teórica chegou ao seu limite, as pessoas já não respondem massivamente ou de forma apaixonada aos teoremas. Estamos a iniciar um novo capítulo de apresentação de alternativas, a implementação prática dessas mesmas alternativas, a concretização de novos modelos arrasta muito mais facilmente as pessoas, a efectiva implementação de novos conceitos motiva muito mais, inclui cada vez mais pessoas, não por convencimento teórico mas por demostração prática, por inclusão, por participação.

segunda-feira, 2 de abril de 2012

E tu e eu, o que temos que fazer... talvez querer...?



Um exemplo de que é possivel a construção de outro conjunto de regras para obter uma outra sociedade, mais justa, mais equilibrada, em que a matéria sirva o homem e não o homem escravo da matéria.
Haverá erros, concerteza, será possivel fazer melhor, claro que sim, mas como já disse anteriormente, OS NOSSOS ERROS SÃO MAIS DINAMIZADORES QUE OS ERROS DE OUTROS EM NOSSO NOME.

domingo, 11 de março de 2012

E a seguir à superprodução?

O capitalismo trouxe-nos a perspectiva de que a supressão das necessidades é possível, a massificação do bem-estar, fundamental e que o engenho humano quando cultivado e disseminado resolve o que há para resolver, mas expôs-nos também ao excesso, ao limite desse modo de produção, conduzindo à super exploração de recursos, ao desperdício e na sua fase obituária à concentração de meios, à iniquidade e basicamente à negação dos princípios que teoricamente lhe estariam na origem como formulação de criação, transmissão e distribuição de valor e riqueza de forma sustentável capaz de responder ao percurso existencial do ser humano.
É hoje claro que não é mais possível continuar a produzir deste modo, não apenas por causas ambientais de respeito pelos ecossistemas, nem só por causa da depleção dos recursos pois exploramo-los a uma escala maior do que a natureza os consegue repor, não só porque desperdiçamos uma grande fatia desses mesmos recursos sem algum aproveitamento significativo, não só porque sabemos que é possível fazer mais e melhor mas essencialmente porque não é possível continuar com a desigualdade na distribuição dos meios essenciais à vida à dignidade e ao bem-estar dos seres humanos na vida em sociedade.
É sabido que a desigualdade na distribuição da riqueza numa sociedade é das principais causas de ruptura e de colapso, não sendo uma questão de se…mas uma questão de quando está ultrapassado o limite que impede a manutenção do status quo.
A divisão do trabalho e a retribuição por hora de trabalho foram os responsáveis por nos trazer até aqui e para que possamos continuar temos que nos livrar destes dois velhos conceitos que nos foram de utilidade mas que estão cansados.
Perguntamos, e então como podemos continuar? Como podemos distribuir igualmente a riqueza criada de forma a alcançar sociedades mais justas e mais equilibradas?
É exactamente essa a pergunta; e a seguir à superprodução?
 Voltamos ao inicio do texto, hoje é o tempo da produção fácil, nunca foi na historia da humanidade tão fácil produzir como hoje e mais ainda, é possível produzir praticamente sem intervenção humana, pelo menos massivamente e esse facto permite-nos desligar, fazer a separação entre a produção e a capacidade de sobrevivência dos indivíduos.
(Esta é provavelmente a maior questão no futuro que começa agora, a produção com o nível tecnológico que alcançou nunca mais vai ser a fonte de absorção do trabalho humano, nunca mais vai proporcionar postos de trabalho comuns e tradicionais e como tal existem duas respostas possíveis, ou se separa a sobrevivência da produção ou se eliminam humanos).
Por outro lado, eliminando o lucro, factor que até aqui impulsionou a produção massiva mas sem grandes preocupações ambientais ou de carácter humanístico, a produção seria orientada para satisfazer as necessidades e não as necessidades impulsionadas para dar resposta ao constante crescimento volumétrico e lucrativo da produção.
A seguir à superprodução vem o tempo de continuar a produzir, mas com outro paradigma, libertando o homem do trabalho servil e mercantilista, produzindo com qualidade, eficiência, respeito pelo meio ambiente e sobretudo distribuindo com justiça e igualdade o resultado da produção.

domingo, 19 de fevereiro de 2012

Eles andam aí ...

Eles andam aí, discretos, silenciosos mas práticos, tomando nas suas mãos a efectivação de uma revolução que longe dos centros das palavras constrói o quotidiano das acções, tornando real aquilo que se sonha, uma realidade que nunca deixou de existir mas ingénuamente nos desligámos.

Vida natural

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

O argumento do caos…

Quando se procura explicar às pessoas que a forma como vivemos, o estado da sociedade e das coisas não tinham nem têm que obrigatoriamente ser como são, quando se tenta explicar que o trabalho tal como é exercido hoje na modernidade não tem fundamento teórico nem prático na construção de uma sociedade equilibrada, quando se tenta explicar que a quantidade de trabalho aplicado está desproporcionado em relação à necessidade de produção de bens, que é possível trabalhar menos, manter as necessidades satisfeitas e ganhar enorme qualidade de vida, que é possível participar de livre vontade e de acordo com as satisfações de cada um no preenchimento das necessidades do colectivo e que tal só não acontece, não por incapacidade de meios tecnológicos ou falta de alternativas filosóficas/politicas mas por outras razões que passam por manter as sociedades estratificadas, manter uma emanação de poder verticalizada e permitir a continuidade de uma determinada filosofia politica de dominação, as respostas/perguntas são sempre as mesmas;
- Está louco ou quê e depois quem é que trabalhava?
- Isso é muito bonito mas é em sonhos!
- Ò meu amigo, isso matavam-se todos uns aos outros!
- Isso seria o caos!

É evidente que existe alguma verdade na argumentação, nem todas as pessoas estão preparadas para uma sociedade com tais características, mas o grande erro é, e normalmente as conversas esgotam-se antes da completa explicação do processo, assumir que semelhante transição seria objectivada de um dia para o outro, só esta posição explica que as pessoas tenham grande dificuldade em antever uma outra forma de organização da sociedade muito mais livre, pois o processo mental leva-as a transpor as condições actuais para essa nova realidade sem alterações nucleares da estrutura consciêncial dos seus intervenientes.

O processo de transição para uma sociedade voluntária deverá ser um processo gradual, a questão é iniciá-lo, coisa que não acontece, e poderia ser concretizado de uma forma muito suave, requer “apenas” inteligência e dedicação ao ser humano, principalmente dedicação ao ser humano.
Conforme as grandes elites pensantes, estadistas e estrategas sabem, o método de alteração de valores e princípios nas mentes das massas requer a passagem de no mínimo 2 gerações, a lenta e progressiva absorção de estímulos que 2 gerações mais tarde apresentam o desligamento com valores, ensinamentos e realidades antecessoras.
Vemos esse método claramente expresso no consumismo, em que 20 anos de sussurro ao ouvido, … compra, compra, compra, conduziu á substituição do conceito da aquisição por necessidade pela aquisição “por que quero”.
Vemos também em relação ao valor da liberdade que as novas gerações, generalizadamente procederam a alterações no espectro do conceito, que se por um lado viu alargada a sua amplitude, a sua profundidade não acompanhou, consequência de encorajamentos ao individualismo e não á individualidade.
Assim percebe-se que falar de sociedade voluntária levante imediatamente a antevisão de uma falência automática do funcionamento da mesma pois é observada sob o princípio individualista vigente.

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Sociedade voluntária: a visão de Marx

Marx e Engels no seu Manifesto: “em vez da velha sociedade burguesa com as suas classes e antagonismos teremos uma associação na qual o livre desenvolvimento de cada um é condição para o livre desenvolvimento de todos”.

Uma doutrina em que ninguém será impedido de usufruir dos bens da sociedade mas em que cada um possa receber de acordo com as suas necessidades e tenha a liberdade de contribuir segundo as suas capacidades e desejos.
Nunca antes como hoje, a base material ou seja, todas as condições, principalmente as tecnológicas permitiram a libertação do homem ao suplício do trabalho.
O desenvolvimento tecnológico permite hoje a produção de todos os meios de vida com o mínimo de intervenção do ser humano, tendo por isso o potencial para libertar o individuo do trabalho repetitivo e coloca-lo na senda da sua expressão máxima de criatividade.
A criatividade humana exposta em sua amplitude, liberta dos grilhões das necessidades elementares de sobrevivência, traduzir-se-á num exponencial oceano de soluções de progresso.
O livre desenvolvimento de cada individuo não é nos tempos actuais compatível com trabalho baseado na unidade de tempo.
O livre desenvolvimento de cada individuo não é nos tempos actuais compatível com uma sobrevivencia dependente do valor da unidade de tempo.
Nunca antes como hoje, a compreensão dos processos da natureza e do universo nos permitiram inteligir um relacionamento com os recursos naturais condutor de uma rotura com o sistema vigente.  
A transição de uma sociedade industrial para uma sociedade de conhecimento e informação requer a automação e "generalização" dos meios de vida. 

sábado, 3 de setembro de 2011

Resposta comportamental assimétrica.

Nestes nossos tempos, em que vemos quotidianamente ruir, as estruturas fisícas e mentais que suportam a crença numa relativa confortável sensação de segurança e de projecção no futuro de uma existência com dignidade, assalta-nos a mente a ferverosa energia do medo.
O medo de não encontrar emprego, o medo de perder o emprego, de não conseguir alimentar a família, de não conseguir honrar os compromissos financeiros e outros assumidos, de perder o património conseguido á custa do suor da própria alma, o medo de não encontrar saída, o medo por sentir tanto medo.
Nestes nossos tempos, é primeiro tempo de dizer NÃO!
Não á subjugação das pessoas aos numeros, não á sobrevalorização do dinheiro, não á desigual distribuição dos recursos, não á diferenciação entre as pessoas.
Este NÃO pode ser presencial, nas ruas, mas deve ser também um NÃO
mental, interior, uma reflexão, um reajustar de conceitos e valores julgados perdidos ou ultrapassados.
Nestes nossos tempos, é tempo de voltar, voltar ao que realmente é importante, de deixar o que nos foi vendido como fundamental e nos conduziu até aqui e agora.
É tempo de mudar o medo, de criar raízes á nossa volta, entregar algo ás necessidades dos outros, não olhar a ganhos ou perdas.
É tempo de formular uma resposta que permita construir passo a passo uma auto-organização da sociedade civil, como resposta comportamental assimétrica.
Pretendem "progressivamente", retirar á sociedade as fundações de estabilidade promotoras de um desenvolvimento  além sobrevivência, portanto, porque não repor essas qualidades, via sociedade civil, com outra abordagem, outra forma de pensar a vida.
É tempo de substituir um pai centralizado e distante da realidade por inumeros irmãos sentados no mesmo degrau, pouco a pouco criando uma teia que permita suprimir as necessidades básicas, inicialmente ao nivel local, numa rua, duas, três, uma freguesia.
Conheçamos os nossos vizinhos, ofereçamos a nossa vontade de ajudar, disponibilizemos o nosso conhecimento para suprimir as necessidades dos que estão á nossa volta, sem julgar ou antagonizar porque na realidade muitos ainda hibernam e sabemos que leva tempo a acordar.
Começam já a surgir as plântulas de uma nova sociedade, timidas ainda, só se mostram a quem observa atentamente e com profundidade, talvez seja bom não apressar mas é concerteza fundamental dar a mão, com pequenas acções para quem não está habituado, e dar em vez de vender, e pedir quando precisar em vez de comprar, aos poucos,  devagar, substituindo atitude por atitude,  suprimindo carencias,  metamorfoseando a realidade,  e desligando o conceito de que alguém a quem entregamos a responsabilidade do nosso futuro fará melhor que nós próprios.
E assim, um dia, longinquo, quando os nossos netos sentados ao nosso colo nos perguntarem:
-Porque a vida é tão bela?
Nesse dia poderás responder:- Porque nós, as pessoas, todas, tomámos a vida nas nossas mãos. 

terça-feira, 2 de agosto de 2011

A Sociedade Voluntária...

Imagem de: geometricasnet.wordpress.com


Numa sociedade voluntária a hierarquia não existe.  
A sociedade voluntária é uma sociedade sem classes.
As contribuições de todos ou de qualquer individuo tem o mesmo valor. 
Todas as pessoas nascem com a capacidade para desenvolver uma função em determinada área, normalmente reconhecida por associação ao prazer que o individuo obtêm ao executar essa tarefa. 
Todas as pessoas nascem com o desejo de criar.
A vontade de criar, construir, realizar algo é  inato ao ser humano. 
Todos temos a necessidade de criar, por forma  a desenvolver a consciência de plena realização no plano existencial.
Todos os indivíduos são livres de participar ou não no desenvolvimento da sociedade conforme a sua vontade.
Não pode ser exercida sobre o individuo qualquer forma de violência física ou psicológica.
Numa sociedade voluntária a propriedade não existe.
Existe o direito a usufruir de todo o progresso  alcançado pela sociedade.
Todos os bens materiais ou progressos sociais evolutivos conseguidos pela sociedade são distribuídos  pelos indivíduos que dela fazem parte.
Numa sociedade voluntária o valor conferido aos bens não é determinado por uma referencia monetária. 
Os bens não possuem valor intrínseco, sendo determinado, em caso, pelo imperativo de satisfazer as necessidades da sociedade. 
Numa sociedade voluntária a tendência não é para a concentração de indivíduos em enormes aglomerados, sendo que a maioria das necessidades são preenchidas localmente.
A sociedade voluntária exerce a sua actividade e satisfaz as suas necessidades em compreensão, respeito e parceria com o meio ambiente que o rodeia e no essencial que o suporta.
A sociedade voluntária abandona o perfil de produção massiva constante que implica o consumo massivo constante. 
A produção baseia-se na auto-suficiência e nas reais necessidades.