Escrevi que a possibilidade da Grécia se libertar do jugo existia nesta fase da História, escrevi também que o "monstro" seria implacável e que seriam precisos sacrifícios.
Salvaguardando uma eventual estratégia de extrema subtileza politica o resultado confirma o pior dos resultados, a mensagem a toda a Europa de que efectivamente não há alternativa, a mensagem de que nem a esquerda consegue fazer frente ao "monstro".
Sociedade voluntária
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domingo, 12 de julho de 2015
A Grécia e o Syrisa II.
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quinta-feira, 2 de julho de 2015
O monstro.
Nunca o “monstro” foi tão grande e tão forte.
Nesta fase da história não se pode confrontar o “monstro”
de frente, o monstro é capaz de tudo para se manter dominante, sente-se afrontado,
não pode voltar atrás pois isso significa a sua morte como “monstro”.
Um monstro que é verdadeiramente “monstro” devora, essa é
uma das características que o define, outra é o medo, mete medo, muito medo e é
tanto o medo que a maioria deixa-se devorar, preferindo existir na barriga do
bicho a tentar a soberania, não de frente que ele não perdoa.
Na aldeia quase todos foram comidos, inicialmente os mais
fracos como manda a lei, aqueles com poucos recursos militares e económicos e
eram apetitosos, alimentaram o “monstro” que cresceu a proporções desmedidas,
agora, agora precisa de muito mais alimento, precisa de todo o alimento que
existe na aldeia.
Aqueles poucos que ainda pensavam em resistir ao monstro,
conseguiu ele, não ainda devorá-los mas criar-lhes a dúvida de que o bicho é
realmente monstruoso, permitindo-lhes sobreviver com algumas benesses.
Os únicos que enxergam o “monstro” tal qual ele é,
entendem o que está a fazer e não concebem ser devorados de forma alguma são os
que vivem fora da aldeia e esses sabem que o “monstro” não pode ser enfrentado, tem de ser levado a cair numa armadilha para que morra sozinho.
Assim não é de estranhar que alguns aldeões andem numa
corrida louca para trás e para a frente numa tentativa desesperada de não serem
devorados e simultaneamente de apaziguar o “ monstro” relembrando que não há
intenção de enfrentá-lo.
O “monstro” vai morrer, disso não existe duvida, a
questão é se devora tudo á sua volta ou fica algum aldeão vivo.
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terça-feira, 30 de junho de 2015
Somos todos Gregos!
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terça-feira, 27 de janeiro de 2015
A Grécia e o Syriza.
“De que vos admirais, perversos? Que é melhor: fazer isso ou administrar a República convosco?”
– Heráclito
O Syriza ganhou as eleições e por cá, na terra dos pequenos, os vassalos surgem a assegurar que o “Armageddon” Grego é inevitável pois é tamanha a heresia em fazer frente ao Império. Mas contra a vontade dos Deuses até o Império se verga e, os Deuses conspiram para que através das acções dos Homens a História possa voltar a ser escrita a várias mãos.
A possibilidade existe, nesta página da História.
A Europa subserviente ao império acompanhou a imposição de sanções (essencialmente de carácter financeiro) á Rússia, a qual respondeu igualmente com sanções económicas das quais a Grécia sofre com redução das exportações. Acresce que paralelamente a Europa determinou reformular as regras relativas ao mercado energético Europeu, regras essas que tentou aplicar a um contrato já anteriormente estabelecido com a Rússia relativo á construção de um pipeline e fornecimento de gás natural á Europa do Sul. Resultado, os Russos alteraram o conceito do fornecimento de gás e o traçado do pipeline, sendo que nesta nova realidade o gasoduto atravessará a Turquia e eventualmente a Grécia para chegar aos países do sul Europeu.
Vislumbra-se o contexto geopolítico?
Dois coelhos de uma só cajadada ou até três!
Historicamente a Grécia tem uma maior afinidade com a Rússia que o resto da Europa, grande parte desta afinidade é religiosa, quando das invasões Otomanas a Igreja Cristã Ortodoxa deslocou-se para a Rússia e aí estabeleceu a sua continuidade. Os Russos ajudaram os Gregos a libertarem-se do jugo Otomano e reconhecem ainda o papel dos Russos na 2ª Guerra mundial e a sua contribuição para a derrota dos Nazis. Assim a História compõe-se, os Gregos têm pela dialéctica histórica a “oportunidade de uma vida”, a possibilidade de que não se fala na televisão.
A Rússia formulou a título de incentivo que se a Grécia sair da União Europeia as sanções serão abolidas tendo em conta que estas se dirigem a países da União. A realidade energética elaborada pelos Europeus revelou-se uma armadilha contra os próprios e a Grécia pode tirar proveito desse facto recebendo dividendos pela travessia do gasoduto, como pode ainda ganhar poder sobre a Europa pela capacidade negocial relativa a essa fonte de energia vital para o continente Europeu.
Não menos importante se a Grécia corresponder ao potencial desta oportunidade apresentada pelos Russos, pode como bónus, acabar ou atenuar significativamente a inimizade secular que persiste com o seu arqui-rival, a Turquia, visto que ambos serão os principais beneficiários e terão todo o interesse em gerir em comum esta “dádiva” dos Russos.
E por ultimo podem repudiar a dívida, mandar a União Europeia ás urtigas e integrar a EEU (Eurasian Economic Union).
Politics it´s a bitch.
O Syriza ganhou as eleições e por cá, na terra dos pequenos, os vassalos surgem a assegurar que o “Armageddon” Grego é inevitável pois é tamanha a heresia em fazer frente ao Império. Mas contra a vontade dos Deuses até o Império se verga e, os Deuses conspiram para que através das acções dos Homens a História possa voltar a ser escrita a várias mãos.
A possibilidade existe, nesta página da História.
A Europa subserviente ao império acompanhou a imposição de sanções (essencialmente de carácter financeiro) á Rússia, a qual respondeu igualmente com sanções económicas das quais a Grécia sofre com redução das exportações. Acresce que paralelamente a Europa determinou reformular as regras relativas ao mercado energético Europeu, regras essas que tentou aplicar a um contrato já anteriormente estabelecido com a Rússia relativo á construção de um pipeline e fornecimento de gás natural á Europa do Sul. Resultado, os Russos alteraram o conceito do fornecimento de gás e o traçado do pipeline, sendo que nesta nova realidade o gasoduto atravessará a Turquia e eventualmente a Grécia para chegar aos países do sul Europeu.
Vislumbra-se o contexto geopolítico?
Dois coelhos de uma só cajadada ou até três!
Historicamente a Grécia tem uma maior afinidade com a Rússia que o resto da Europa, grande parte desta afinidade é religiosa, quando das invasões Otomanas a Igreja Cristã Ortodoxa deslocou-se para a Rússia e aí estabeleceu a sua continuidade. Os Russos ajudaram os Gregos a libertarem-se do jugo Otomano e reconhecem ainda o papel dos Russos na 2ª Guerra mundial e a sua contribuição para a derrota dos Nazis. Assim a História compõe-se, os Gregos têm pela dialéctica histórica a “oportunidade de uma vida”, a possibilidade de que não se fala na televisão.
A Rússia formulou a título de incentivo que se a Grécia sair da União Europeia as sanções serão abolidas tendo em conta que estas se dirigem a países da União. A realidade energética elaborada pelos Europeus revelou-se uma armadilha contra os próprios e a Grécia pode tirar proveito desse facto recebendo dividendos pela travessia do gasoduto, como pode ainda ganhar poder sobre a Europa pela capacidade negocial relativa a essa fonte de energia vital para o continente Europeu.
Não menos importante se a Grécia corresponder ao potencial desta oportunidade apresentada pelos Russos, pode como bónus, acabar ou atenuar significativamente a inimizade secular que persiste com o seu arqui-rival, a Turquia, visto que ambos serão os principais beneficiários e terão todo o interesse em gerir em comum esta “dádiva” dos Russos.
E por ultimo podem repudiar a dívida, mandar a União Europeia ás urtigas e integrar a EEU (Eurasian Economic Union).
Politics it´s a bitch.
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sexta-feira, 13 de abril de 2012
Contra os canhões, batatas e feijões!
"we have reached the bottom of our lives.... now we want to think in a different way." - Diz um cidadão grego
sexta-feira, 4 de novembro de 2011
A palavra aos cidadãos.
Referendo na Grécia?
Quê?
Dar a palavra ás pessoas?
Deixar os cidadãos decidir o caminho a seguir?
Abrir a possibilidade de ter de cumprir a decisão dos cidadãos?
Nem pensar!
Ainda lhes passa pela cabeça que possam ser livres e depois? Quem contribui com o suor?
Para quem tinha dúvidas sobre a qualidade das democracias actuais, aí está!
Quê?
Dar a palavra ás pessoas?
Deixar os cidadãos decidir o caminho a seguir?
Abrir a possibilidade de ter de cumprir a decisão dos cidadãos?
Nem pensar!
Ainda lhes passa pela cabeça que possam ser livres e depois? Quem contribui com o suor?
Para quem tinha dúvidas sobre a qualidade das democracias actuais, aí está!
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