Quando o Homem toma nas suas mãos a construção do seu próprio "destino" e não se faz acompanhar da necessária elevação da consciência individual e colectiva, antes pelo contrário, mergulha profundamente na religião dos sentidos e dos desejos em que tudo é permitido no almejar do céu material, qual é o resultado expectável?- que se pode esperar como culminar, apogeu do culto bastardo do Homem?
Parece lógico, o correspondente Deus da matéria e do desejo, a personificação económica de Deus, a corporização de Deus,- a Corporação.
Sociedade voluntária
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domingo, 12 de julho de 2015
A Grécia e o Syrisa II.
Escrevi que a possibilidade da Grécia se libertar do jugo existia nesta fase da História, escrevi também que o "monstro" seria implacável e que seriam precisos sacrifícios.
Salvaguardando uma eventual estratégia de extrema subtileza politica o resultado confirma o pior dos resultados, a mensagem a toda a Europa de que efectivamente não há alternativa, a mensagem de que nem a esquerda consegue fazer frente ao "monstro".
Salvaguardando uma eventual estratégia de extrema subtileza politica o resultado confirma o pior dos resultados, a mensagem a toda a Europa de que efectivamente não há alternativa, a mensagem de que nem a esquerda consegue fazer frente ao "monstro".
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uniformidade.
sexta-feira, 3 de julho de 2015
Pan o novo Deus será o teu Dono e o teu Carrasco.
De certa forma sempre presente no trajecto percorrido
permeia uma tentativa de construção artificial da ordem primordial, a ordem
que garante o pertencimento justo a tudo quanto existe ainda que não
consciente, mas agora no Homem fluido, de forma voluntária, intencional,
consciente e até esperançosa, desejosa e ambiciosa.
O percurso trouxe-nos do cosmos á terra e como tal o Reino
já não é dos Céus mas sim da Terra e nesta todas as batalhas se travarão para
que esta tenha o seu próprio Deus.
O Deus da Terra é o Deus da materialidade, Deus dos
corpos, dos sentidos, dos desejos, da uniformidade, é o Deus Pan.
O Deus Pan é a
passagem do elitismo Platónico para o elitismo sensorial, as grandes massas
presas á religião do corpo-matéria como única determinação da existência e
alguns, poucos, dirigindo-lhes a ânsia nesse nirvana estético-consumista que demanda
rituais de pertença em conformidade.
Pan é o uno material, a aglomeração dos recursos, a concentração
da produção, a selecção natural nas mãos do Homem.
Pan é inevitavelmente o Deus da matéria pois dela foi
eleito para governar os corpos em uniformidade, é Pan que sustenta tudo quanto existe,
do sistema financeiro ás grandes industrias, dos transportes á agricultura, da
informação á cultura, do teu presente ao teu futuro.
Pan apresenta-se igual a ti, presta-te um serviço que
melhora a tua vida, sem o qual não saberias como viver, conhece-lo bem, está em
todo lado, aparece na televisão, trata-te por tu, tão bem te conhece, é o teu Deus
e o teu dono.
Pan é ... o teu prestador de serviços, é a Pan-Corporação ou simplesmente
PAN, a origem de tudo o que suporta a vida dos seres humanos, os donos de tudo
o que suporta a vida dos seres humanos.
Pan agrada-te e tu agradas a Pan mas se um dia assim não
for o que fará Pan quando dependeres de tudo o que ele possui para viveres?
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quinta-feira, 2 de julho de 2015
O monstro.
Nunca o “monstro” foi tão grande e tão forte.
Nesta fase da história não se pode confrontar o “monstro”
de frente, o monstro é capaz de tudo para se manter dominante, sente-se afrontado,
não pode voltar atrás pois isso significa a sua morte como “monstro”.
Um monstro que é verdadeiramente “monstro” devora, essa é
uma das características que o define, outra é o medo, mete medo, muito medo e é
tanto o medo que a maioria deixa-se devorar, preferindo existir na barriga do
bicho a tentar a soberania, não de frente que ele não perdoa.
Na aldeia quase todos foram comidos, inicialmente os mais
fracos como manda a lei, aqueles com poucos recursos militares e económicos e
eram apetitosos, alimentaram o “monstro” que cresceu a proporções desmedidas,
agora, agora precisa de muito mais alimento, precisa de todo o alimento que
existe na aldeia.
Aqueles poucos que ainda pensavam em resistir ao monstro,
conseguiu ele, não ainda devorá-los mas criar-lhes a dúvida de que o bicho é
realmente monstruoso, permitindo-lhes sobreviver com algumas benesses.
Os únicos que enxergam o “monstro” tal qual ele é,
entendem o que está a fazer e não concebem ser devorados de forma alguma são os
que vivem fora da aldeia e esses sabem que o “monstro” não pode ser enfrentado, tem de ser levado a cair numa armadilha para que morra sozinho.
Assim não é de estranhar que alguns aldeões andem numa
corrida louca para trás e para a frente numa tentativa desesperada de não serem
devorados e simultaneamente de apaziguar o “ monstro” relembrando que não há
intenção de enfrentá-lo.
O “monstro” vai morrer, disso não existe duvida, a
questão é se devora tudo á sua volta ou fica algum aldeão vivo.
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terça-feira, 30 de junho de 2015
Somos todos Gregos!
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quarta-feira, 28 de agosto de 2013
Da Siria e déjà vu?
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