Sociedade voluntária

Sociedade voluntária

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Não, não, não, por favor...

Por favor digam-me que a ultima sondagem que apresenta uma aproximação do Psd á maioria absoluta é mentira, foi manipulada, não corresponde á verdadeira perspectiva dos portugueses.
Por favor digam-me que não é verdade, senão eu desisto, vou subir á montanha e tornar-me eremita.
Oh meu Deus!

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Obrigado!


Video clonado de "escritora58"



Obrigado ao Sérgio Godinho por palavras maiores do que eu.

«A princípio é simples, anda-se sozinho,
passa-se nas ruas bem devagarinho
está-se bem no silêncio e no borborinho
bebe-se as certezas num copo de vinho
e vem-nos à memória uma frase batida:
hoje é o primeiro dia do resto da tua vida!

Pouco a pouco o passo faz-se vagabundo
dá-se a volta ao medo e dá-se a volta ao mundo
diz-se do passado que está moribundo
bebe-se o alento num copo sem fundo
e vem-nos à memória uma frase batida:
hoje é o primeiro dia do resto da tua vida!

E é então que amigos nos oferecem leito,
entra-se cansado e sai-se refeito
luta-se por tudo o que se leva a peito
bebe-se e come-se se alguém nos diz bom proveito
e vem-nos à memória uma frase batida:
hoje é o primeiro dia do resto da tua vida!

Depois vêm cansaços e o corpo frequeja
olha-se para dentro e já pouco sobeja
pede-se o descanso por curto que seja,
apagam-se dúvidas num mar de cerveja
e vem-nos à memória uma frase batida:
hoje é o primeiro dia do resto da tua vida!

E enfim duma escolha faz-se um desafio
enfrenta-se a vida de fio a pavio
navega-se sem mar sem vela ou navio
bebe-se a coragem até dum copo vazio
e vem-nos à memória uma frase batida:
hoje é o primeiro dia do resto da tua vida!

Entretanto o tempo fez cinza da brasa
outra maré cheia virá da maré vaza
nasce um novo dia e no braço outra asa,
brinda-se aos amores com o vinho da casa
e vem-nos à memória uma frase batida:
hoje é o primeiro dia do resto da tua vida!»

Devaneios...

Havia em tempos mutados, em tempos menos, uma força que quase se tornava razão, existia nos tempos já velhos mas paradoxalmente juvenis um éter resultado do espirito de ambição e desígnio humanos.
Acreditávamos todos que o caminho era sempre em frente, que o lugar de chegada estaria sempre na dianteira do percurso já palmilhado mas que cada metro avante nos traria um pouco daquilo que se buscava.
A vida era então uma participação na senda do que inevitávelmente se construía para encontar esse destino.
Eram os tempos do sonho, da utopia, da vontade, da participação calorosa na multiplicidade de representações da grandiosidade humana, repleta de riquezas culturais, tolerancias, conceitos e estados de alma, mas sempre, sempre embriagados por esse éter que pairava por cima da nuca dizendo-nos que sim que o brilho estava no futuro, nos dias por vir.
Chegou então o tempo em que o tempo se recontou, e a contagem trouxe um outro tempo para aquém da dimensão anterior, derrubando edifícios civilizacionais e removendo o brilho que tinha sido colocado no futuro e que fomentava a esperança.
Elevou-se então o cinzento, a desilusão, o conformismo, o sonho tornou-se pesadelo, na porta só cabe um de cada vez e as palavras tornaram-se pequenas, as acções modeladas e da utopia as vísceras.
Adormece-se encostado e acorda-se fraco, e entre garfadas,
requisito de sobrevivência mal amanhada,  postula-se a saudade, o vislumbre edílico de um outro homem, que fazia acontecer segundo a sua vontade e que concebia a vida como uma escada para a felicidade.

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Se alguma causa ainda nos move...




Se alguma causa ainda nos move, esta é a tal!
A privatização da distribuição da água é inaceitável, primeiro porque filosóficamente é incompreensível que alguns, poucos, sejam proprietários do acesso ao bem mais valioso que muitos, todos, precisam.
Segundo porque agora, neste tempo em que surgem ao longe os primeiros sinais de que a água poderá ser razão de conflitos entre os povos, permitir que a autoridade sobre a sua distribuição seja poder de alguns é no minimo seguir por um caminho minado.
Terceiro, quem nos garante que quando numa localidade o estudo de viabilidade económica não permitir rentabilizar o abastecimento, essa infraestrutura se concretizará, ou os preços do serviço serão comportáveis para o poder de compra das populações.

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

É preciso chegar a velho para verbalizar bom senso?





Ou convém estar fora da política activa...?

"Se os mercados continuarem a mandar, nós vamos para o fundo. Então tem de haver outra revolução, mas uma revolução a sério, não tenha a menor dúvida", afirmou Mário Soares.
"Devemos tentar tudo para defender o Euro e não deixar que o projecto europeu vá abaixo, isto para mim é fundamental", disse Mário Soares, na noite de quarta feira, durante uma tertúlia no Casino da Figueira da Foz.
Defendeu mecanismos de desvalorização da moeda única, argumentando que, para tal, "era preciso audácia", acrescentando que sem o Euro e o espaço Schengen "o processo de projecto europeu fica sem conteúdo, sem nada", referiu.
"Demos dois grandes pulos [na construção europeia] que foram a moeda única e o espaço Schengen que nos tirou as fronteiras. [Sem isso] o que nos resta de contacto, como nos vamos entender uns com os outros?", inquiriu.
Alertou para o perigo do regresso a uma luta nacionalista "que pode chegar até uma terceira guerra mundial".
Na tertúlia, que dividiu com a jornalista Teresa de Sousa, co-autora com o antigo Presidente da República do livro "Portugal Tem Saída", Mário Soares falou da crise actual criticando os mercados financeiros e a tese do dinheiro como único valor.
"Temos de valorizar em primeiro lugar as pessoas e só depois o dinheiro. Se considerarmos o dinheiro como o único valor evidentemente depois não nos admiremos que toda a gente vá assaltar ourivesarias", alertou.
Na resposta a uma questão da moderadora, Fátima Campos Ferreira, sobre se a sociedade portuguesa é pacífica e assim vai continuar face ao agudizar da crise e às medidas de austeridade, Mário Soares argumentou que o problema reside no desespero das pessoas, que é preciso evitar, frisou.
"Até agora ainda não houve nenhuma manifestação que não fosse extremamente ordeira (...) Mas se as pessoas começarem a sentir-se desesperadas, o desespero é mau conselheiro", alertou.
"Por isso é que é preciso que estejam políticos a dirigir isto e não técnicos, porque os técnicos só vêem os números", sublinhou, dizendo que em democracia os mercados financeiros "não podem mandar".

Retirado do Jornal de Negócios

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

A verdade? Podes não aguentar a verdade!




Do alto da minha ingenuidade existe uma questão que me faz muita impressão e está relacionada com o SEGREDO DE ESTADO. Ora se os politicos foram eleitos pelos cidadãos, representam os cidadãos e em teoria são o poder dos cidadãos, como pode haver assuntos em que os ditos não podem ter o conhecimento?
Será que se soubessemos tudo iríamos querer ser governados desta forma????

sábado, 3 de setembro de 2011

Resposta comportamental assimétrica.

Nestes nossos tempos, em que vemos quotidianamente ruir, as estruturas fisícas e mentais que suportam a crença numa relativa confortável sensação de segurança e de projecção no futuro de uma existência com dignidade, assalta-nos a mente a ferverosa energia do medo.
O medo de não encontrar emprego, o medo de perder o emprego, de não conseguir alimentar a família, de não conseguir honrar os compromissos financeiros e outros assumidos, de perder o património conseguido á custa do suor da própria alma, o medo de não encontrar saída, o medo por sentir tanto medo.
Nestes nossos tempos, é primeiro tempo de dizer NÃO!
Não á subjugação das pessoas aos numeros, não á sobrevalorização do dinheiro, não á desigual distribuição dos recursos, não á diferenciação entre as pessoas.
Este NÃO pode ser presencial, nas ruas, mas deve ser também um NÃO
mental, interior, uma reflexão, um reajustar de conceitos e valores julgados perdidos ou ultrapassados.
Nestes nossos tempos, é tempo de voltar, voltar ao que realmente é importante, de deixar o que nos foi vendido como fundamental e nos conduziu até aqui e agora.
É tempo de mudar o medo, de criar raízes á nossa volta, entregar algo ás necessidades dos outros, não olhar a ganhos ou perdas.
É tempo de formular uma resposta que permita construir passo a passo uma auto-organização da sociedade civil, como resposta comportamental assimétrica.
Pretendem "progressivamente", retirar á sociedade as fundações de estabilidade promotoras de um desenvolvimento  além sobrevivência, portanto, porque não repor essas qualidades, via sociedade civil, com outra abordagem, outra forma de pensar a vida.
É tempo de substituir um pai centralizado e distante da realidade por inumeros irmãos sentados no mesmo degrau, pouco a pouco criando uma teia que permita suprimir as necessidades básicas, inicialmente ao nivel local, numa rua, duas, três, uma freguesia.
Conheçamos os nossos vizinhos, ofereçamos a nossa vontade de ajudar, disponibilizemos o nosso conhecimento para suprimir as necessidades dos que estão á nossa volta, sem julgar ou antagonizar porque na realidade muitos ainda hibernam e sabemos que leva tempo a acordar.
Começam já a surgir as plântulas de uma nova sociedade, timidas ainda, só se mostram a quem observa atentamente e com profundidade, talvez seja bom não apressar mas é concerteza fundamental dar a mão, com pequenas acções para quem não está habituado, e dar em vez de vender, e pedir quando precisar em vez de comprar, aos poucos,  devagar, substituindo atitude por atitude,  suprimindo carencias,  metamorfoseando a realidade,  e desligando o conceito de que alguém a quem entregamos a responsabilidade do nosso futuro fará melhor que nós próprios.
E assim, um dia, longinquo, quando os nossos netos sentados ao nosso colo nos perguntarem:
-Porque a vida é tão bela?
Nesse dia poderás responder:- Porque nós, as pessoas, todas, tomámos a vida nas nossas mãos. 

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

O inimigo por detrás do inimigo, por detrás do inimigo, por detrás do inimigo...




A política é um jogo.
A política é um jogo de estratégia. 
A política é um jogo de estratégia com definição concreta e absoluta do objectivo a alcançar.
A estratégia estabelecida por norma contém uma série de “efeitos especiais” para que os adversários não percebam a real intenção, o verdadeiro alcance das jogadas, o objectivo último de determinada movimentação das peças no plano em que se desenrola o propósito.
A política é um jogo de estratégia em que se revela necessário e oportuno, passo a passo, consolidar o percurso, até á jogada final, em que a tal verdadeira razão de toda a movimentação das peças no tabuleiro, se revela, com a impossibilidade de reacção do adversário.
Diz o manual que o adversário deve ser desprovido progressivamente da sua capacidade de recurso aos meios que possibilitem o fortalecimento da sua resposta.
Diz também que as jogadas devem ser dispostas de forma a que permitam a quem observa o jogo, conseguir formular múltiplos cenários sem uma antevisão consistente.
Para o sucesso de uma estratégia política á que eleger um adversário ou vários, sendo que o desgaste de cada um deles contribui para a derrota do verdadeiro adversário e objectivo ultimo da mesma.

Procura-se tradução para Português...

Procura-se tradução para Português "materialista", do requisito constante no programa Agenda 21 das Nações Unidas, abaixo referenciado. 



Population data should be disaggregated by, inter alia, sex and age in order to take into account the
implications of the gender division of labour for the use and management of natural resources.

A divisão é o caos.


A raiz do sistema capitalista está na propriedade privada e no capital, que significam a possibilidade de retirar benefício do trabalho de outros indivíduos, o direito de beneficiar do trabalho daqueles que não possuem propriedade ou capital e que, são obrigados a vender sua força produtiva a privilegiados possuidores de capital ou propriedade. O capitalismo sustenta e favorece a desigualdade e, gera a pobreza dos “sem capital” que, sendo obrigados a viver do valor do seu trabalho, ainda que juridicamente sejam iguais aos capitalistas, na prática estão subjugados e em concorrência de mercado, não têm alternativa senão deixarem-se explorar para não morrerem de fome. A dinâmica do sistema capitalista cria e sustenta uma divisão do trabalho e também das classes sociais, colocando-as em contradição e em luta.
Todo um sistema político e ideológico dá amparo a esta dinâmica de divisão, monarquias ou repúblicas, estados ou religiões e todos os governos políticos com seus dispositivos judiciais, policiais e seus exércitos permanentes. Os sistemas políticos e ideológicos não têm outro desígnio senão a de garantir e proteger as práticas da exploração capitalista, constituindo-se, portanto, parte estrutural do capitalismo.
Podem encontrar-se diferenças de intensidade mas nenhum sistema representativo, centralizado e elitista, libertará o seu povo da imperiosa e castradora necessidade de garantir a sobrevivência.




Sobre um texto de Bakunin 

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

A hierarquia é o caos.


A hierarquia é o caos, é a divisão.
A hierarquia simplesmente promove a divisão
e a divisão como se percebe é o caminho para o conflito permanente.
Enquanto existir divisão, existirá uma elite, que a seu gosto se encarregará
de governo gerir o conflito entre as diversas partes.
Da génese dessa "entidade" até a mesma se tornar completamente "alienada" da problemática gerada pela divisão da sociedade, vai uma vontade.
Momento adiante o "encosto" a um lado dos conflituantes é inevitável,
consequência óbvia da "pressão" do mais forte, dominado tende a crescer
e a distorcer a realidade.
Já só disfarça, não permite novas sementes, interessa a perpetuação.
O caminho para tal é mais divisão; raça, religião, sexualidade, profissão, rendimento,educação, género, aspecto e até rituais quotidianos são caracteristicas servis a tal "doutrina".
A divisão é o facto que impede a sociedade de avançar mais e melhor.

O sinal de saída está no outro lado.

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Quando o amor de um Homem é eterno...




Quando o amor de um Homem é eterno, não pode permitir que o futuro seja pior que o passado.

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Vai uma espreitadela ao futuro...?



Estás pronto para fazer coisas sem remuneração?
Estás pronto para fazer coisas pelo prazer de as fazer, pela vontade de contribuir para algo em que acreditas?

terça-feira, 2 de agosto de 2011

A Sociedade Voluntária...

Imagem de: geometricasnet.wordpress.com


Numa sociedade voluntária a hierarquia não existe.  
A sociedade voluntária é uma sociedade sem classes.
As contribuições de todos ou de qualquer individuo tem o mesmo valor. 
Todas as pessoas nascem com a capacidade para desenvolver uma função em determinada área, normalmente reconhecida por associação ao prazer que o individuo obtêm ao executar essa tarefa. 
Todas as pessoas nascem com o desejo de criar.
A vontade de criar, construir, realizar algo é  inato ao ser humano. 
Todos temos a necessidade de criar, por forma  a desenvolver a consciência de plena realização no plano existencial.
Todos os indivíduos são livres de participar ou não no desenvolvimento da sociedade conforme a sua vontade.
Não pode ser exercida sobre o individuo qualquer forma de violência física ou psicológica.
Numa sociedade voluntária a propriedade não existe.
Existe o direito a usufruir de todo o progresso  alcançado pela sociedade.
Todos os bens materiais ou progressos sociais evolutivos conseguidos pela sociedade são distribuídos  pelos indivíduos que dela fazem parte.
Numa sociedade voluntária o valor conferido aos bens não é determinado por uma referencia monetária. 
Os bens não possuem valor intrínseco, sendo determinado, em caso, pelo imperativo de satisfazer as necessidades da sociedade. 
Numa sociedade voluntária a tendência não é para a concentração de indivíduos em enormes aglomerados, sendo que a maioria das necessidades são preenchidas localmente.
A sociedade voluntária exerce a sua actividade e satisfaz as suas necessidades em compreensão, respeito e parceria com o meio ambiente que o rodeia e no essencial que o suporta.
A sociedade voluntária abandona o perfil de produção massiva constante que implica o consumo massivo constante. 
A produção baseia-se na auto-suficiência e nas reais necessidades.

terça-feira, 26 de julho de 2011

Não é o fim do mundo, é "só" o fim de um sistema.

Imagina um sistema.
Um método, um modelo, uma forma, uma maneira de organizar conjuntos de individuos e conseguir dar resposta ás suas necessidades materiais de sobrevivencia e evolução.
Imagina um método de produção concebido de tal forma, que precisa, para funcionar bem, de apresentar perpetuamente um crescimento exponencial.
Acrescido paralelamente com um modelo económico que exige também que o lucro seja continuamente crescente.
Percebemos que, para haver uma fabricação de produtos sempre crescente, tem que haver um consumo desses mesmos produtos sempre crescente.
Percebemos também que para haver lucro continuamente crescente ,os custos de produção têm que ser continuamente diminuidos.
Os custos com a intervenção dos individuos na produção tendem a ser reduzidos, os preços tendem a aumentar.
Surge um diferencial entre a capacidade de produzir e a de consumir.
Como cada individuo é simultaneamente produtor e consumidor, a redução da capacidade de consumo transporta consigo o gene da auto-destruição do sistema, pois o mesmo individuo continua a produzir mas deixa de consumir.
 Atingido o ponto em que a produção terá  de abrandar e os individuos deixar de participar na produção, está encontrado o desequilibrio e falencia do sistema.
Imagina um sistema onde o mote é produzir, produzir, produzir mas ninguém consome o suficiente.
É um sistema disfuncional, com uma esperança de vida muito curta.

sábado, 23 de julho de 2011

A História duplicada.

Se, a história se repete e ao que parece está a repetir-se, então devemos estar conscientes dos acontecimentos do passado, que podem, pura e simplesmente tornar a emergir.
Se, a história se repetir em ciclos, como  aparentemente tudo no universo, então mesmo com alguma assimetria de sujeitos, intensidades, polaridades ou temporizações, podemos esperar um determinado padrão no desenvolvimento dos acontecimentos no presente.
Se o presente  não for mais do que um renovado ciclo anterior, o que nos espera está mais ou menos delineado  nos arquivos da história.
A história diz-nos que a seguir a um colapso seja financeiro ou económico sucede-se um periodo de injeção massiça de dinheiro no mercado para reavivar o funcionamento da mesma, diz-nos também que como resultado surge a inflação ou seja um aumento significativo do preço das coisas em regra dos bens de comodidade tais como matérias primas, energia e bens alimentares.
Este facto tem sido comprovado no presente com o preço do trigo por exemplo a escalar na ordem dos 100% no prazo de um ano.
Diz-nos também que uma medida normalmente tomada é a da desvalorização da moeda, com intuito de favorecer as exportações colocando desse modo o sector produtivo a funcionar.
Este facto tem sido comprovado no presente com a escolha do sector exportador como dinamo das economias por parte dos paises.
A história revela também que é nesta fase que emergem os conflitos monetários, com os paises a tentarem
ser os mais competitivos entre todos e cada um tomando as medidas que mais lhes interessam, contribuindo desta forma para a entrada no patamar seguinte: o protecionismo.
Neste  patamar, a tentativa de reavivar o sistema economico conduz á imposição de taxas aos produtos importados e até á entrada de pessoas como forma de assegurar a produção nacional e a criação de emprego e abre caminho para a ultima das medidas de revitalização: a guerra.
Quando todas as medidas falham, os governos levam-nos para a guerra, o mais implacável regenerador (destruidor) de riqueza.
A guerra permite de certa forma um "reset", um reorganizar posterior dos valores economicos, mas como mais uma vez mostra a história, os resultados são conseguidos á custa de vidas dos cidadãos comuns e os beneficios ficam uma vez mais nas mãos dos que conduziram o sistema até á sua implosão, garantindo assim a continuidade do mesmo num ciclo que se repete.

domingo, 3 de julho de 2011

Preparado para lutar...ou fugir!

Estás preparado?
Estás preparado para lutar ou estás preparado para fugir?
Qualquer das duas opções é válida. O que é importante é que estejas preparado.
Porque vais ser chamado a tomar uma posição, quando sentires na pele o momento em que não mais é possível ficar tudo exatamente como está.
E aí existem dois apelos, o da construção de uma sociedade melhor, em que as pessoas contem mais, em que a economia sirva as pessoas de igual forma permitindo a cada um dar o seu melhor sendo ao mesmo tempo o seu melhor.
Em que o importante não é o dinheiro que se tem mas a forma como se realiza o potencial de cada um em beneficio de todos, em que o tempo de uma vida não é gasto quase na totalidade na luta pela própria sobrevivencia.
Uma sociedade em que as gerações seguintes recebem os ensinamentos que lhes permitem respeitar a condição humana.
Em que as liberdades alcançarão um patamar mais elevado permitindo ás sociedades solverem-se de velhas amarras.
Em suma um caminho no sentido da libertação do ser humano, da prisão mental em que se encontra.
O outro apelo será o do aprofundamento da escravatura moderna, com a cada vez maior diferenciação de classes e respectivo acesso aos recursos, ao controlo global por parte das forças finançeiras e quem sabe até uma nova vaga fascista e tentativas de eliminação de massas.
Uma certeza existe, esse momento de decisão, de definição de um futuro, vai chegar; é tão certo como os semelhantes do passado.
Portanto, estás preparado?