Sociedade voluntária

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sexta-feira, 8 de novembro de 2013

A extinção do homo “operarius”.



A lasca trouxe o poder, elevou a capacidade de sobrevivência do animal humano, garantiu mais e melhor, o prolongar da continuidade da espécie, tornar-se superior.
Aquele que primeiro lascou, intuiu a capacidade inerente a uma face afiada, tornou-se o homem tecnológico e com ele o seu grupo dominou.
O fogo transmutou a noite, era agora mais dia, o corpo movia durante mais tempo com mais conforto, segurança e replicaram, dominaram; a primeira elite do planeta.
A roda rodou rapidamente, transferiu para outros territórios efeitos de poder, de conhecimento e reinou-se sobre os menos habilitados.
A tecnologia, resultado da capacidade de pensamento vingou, o homem aspirava debelar as suas tormentas, prolongar a vida, salvaguardar a existência num ambiente hostil.
A tecnologia facultava exponencial conforto, segurança, domínio e projecção no futuro.
O homem criava a máquina, que fazia funcionar e conquistava da natureza uma porção maior.
A máquina não parou e o homem cresceu.
O homem tecnológico viveu e morreu, das suas cinzas nasceu a máquina que pensa, que pensa e que faz, que pensa o que faz.
O animal humano lascou a primeira pedra, replicou o fogo, empurrou a roda, construiu a máquina e transmutou-se, preparando-se para nascer novo homem, o homo “creativum”.

segunda-feira, 19 de agosto de 2013

O futuro, 20 anos, é agora!













E o exemplo mais perfeito: dez anos atrás eram o condutor e mais dois trabalhadores pendurados no camião, hoje o condutor faz todo o serviço sem sair da cabine.


 

A questão pertinente é: estarão estas evoluções tecnologicas ao serviço da comunidade ou serão pertença de alguns poucos?
Quem decide somos nós!

domingo, 11 de agosto de 2013

Podemos saltar etapas ou é obrigatório percorrer integralmente?


O trabalho!
Tenho imensa pena (ou não) em dizer mas jamais teremos trabalho para todos, o trabalho como fonte exclusiva de rendimento das grandes massas acabou!
Tem vindo a acabar progressivamente e, por cada nova indústria que se inicie a criação de emprego será sempre menor que em cada indústria que fecha.
Por outro lado a indústria assente em mão-de-obra barata e produtos sem acrescento de valor também têm os seus dias contados e não conseguirá proliferar pois a Ásia e a China conseguirão durante algum (bastante) tempo condições de concorrência dificílimas de ultrapassar.
Assim sendo, as industrias que nos interessam são as altamente desenvolvidas, de tecnologia de ponta, de investigação, desenvolvimento e inovação.
É portanto uma pescadinha de rabo-na-boca, se queremos competir terá de ser através do incremento tecnológico que significa menos postos de trabalho por unidade industrial.
Todas as unidades industriais a iniciar trarão menor suporte ao emprego e
simultaneamente maior especialização!
O que fazer a esse exército geracional de incompatíveis especialidades?
Decretar a instalação de indústrias ultrapassadas para os manter ocupados? Para que tenham trabalho? Produzindo coisas que ninguém quer? Ganhando ordenados de miséria para poder competir com os chineses e asiáticos?
Daí a importância das condições de vida no futuro!
Se olhando o futuro não em uma legislatura mas em 20 anos, o que veremos, façamos este exercício, o que vemos daqui a 20 anos?
Façamos então o que os políticos não fizeram a essa data.
Como estará o mundo e como poderá Portugal funcionar de forma sustentada e progressista no panorama global?
Pois é!
Voltemos então ao título – Podemos saltar etapas ou é obrigatório percorrer todo o caminho?
Devemos estar a lutar pelo direito ao trabalho ou devíamos começar a preparar as condições e lutar pela dignidade das condições de vida independentemente do trabalho, se sabemos que o trabalho tal qual o consideramos actualmente está em vias de extinção não faz muito sentido lutar por uma coisa que “evolutivamente” vai terminar.
Outra das razões para considerar a “dignidade das condições de vida” independentemente do trabalho executado é, a não plenitude da “era da informação” ou seja, as transformações na sociedade originadas pela “era da informação e do conhecimento” ainda não estão completas e uma das possíveis formas de “incorporação” de riqueza (para o PIB) no futuro pode ser a criação e transmissão de informação de forma individual e generalizada, transportando para um "reino" ainda menos fisico, substancial parte da actividade humana.


Próxima etapa a saltar: a economia.

domingo, 28 de julho de 2013

Desabafo...

Sinto cada vez menos a motivação, a vontade, de trabalhar por dinheiro.

segunda-feira, 30 de abril de 2012

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

O trabalho e a tecnologia.



Está o mais distraído convencido de que é preciso trabalhar mais? Ou existe uma segunda leitura na proposição de tal argumento?
Quando no passado, mesmo recente, á cinquenta anos por exemplo, se discutia o desenvolvimento tecnológico, o grande desenvolvimento tecnológico que o futuro nos traria, um dos benefícios expostos era a visão de que no futuro o homem estaria muito mais liberto do trabalho, consequência da automação da industria, da produção e que a vida das pessoas seria muito mais gratificante ficando responsáveis apenas pela criação de novos sistemas e sua gestão.
Foi uma previsão acertada, chegámos cá, parcialmente, a tecnologia permite hoje alcançar esse objectivo, não tenho dúvida, a tecnologia cumpriu a sua promessa mas nós seres sociais não! No tempo dos satélites, estação espacial internacional, acelerador de partículas, neutrinos e bosões, querem fazer-nos crer que não é possível libertar o homem do trabalho servil e mercantilista e no entanto fomos nós enquanto organização social que não permitimos e continuamos a não permitir que a tecnologia nos liberte.
Paradoxalmente o presente obriga-nos constantemente a trabalhar mais, fazendo-nos crer inevitável tal condição paralela ao estatuto tecnológico.
O erro é tão grande que no momento em que o mundo subdesenvolvido ou em vias de, dispõe finalmente das capacidades tecnológicas que nós usámos e lhes “facultámos” para que possam elevar-se ao nível que o “Ocidente” atingiu, o que fazemos? Em lugar de dar o passo em frente que seria de esperar, ou seja transitar progressivamente de uma sociedade de trabalho humano intensivo próprio das fases industrial e pré-informação, para uma sociedade de trabalho humano participativo, por outras palavras, automatizar, automatizar, automatizar para reduzir a necessidade de intervenção e diminuir a carga horária do trabalho na sociedade, mantendo os níveis de produção suficientes e indicando claramente o sentido a seguir pelo resto do planeta, o caminho escolhido, foi o da regressão, destruir parte do percurso evolutivo já percorrido e harmonizar por padrões de inferioridade.
A tecnologia não nos libertou já, porque não somos apenas trabalhadores, somos um bem, um activo que precisa de estar dependente para poder ser controlado e assim valorizado (obrigado a produzir mais) ou desvalorizado (auferindo menor salário) para valer ainda mais, é esta escravidão dissimulada que pode ser difícil decifrar, e permite um sistema em que meia dúzia domina milhões de pessoas independentemente do nível tecnológico alcançado.
Não é portanto a técnica que nos prende é a doutrina, a política e em última instância os valores morais, a consciência do ser humano.