Sociedade voluntária
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quarta-feira, 20 de novembro de 2013
O porquê da Troika.
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domingo, 10 de novembro de 2013
Metafisica domingueira.
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| Imagem retirada da net |
Para nós (para mim) que existimos a vida inteira em um
ambiente urbano, que simpáticamente fomos sendo condicionados pela realidade envolvente
e vice-versa (condicionando a realidade que nos condicionou) simpatia urbana que
progressivamente armou o nosso crescimento e formação enquanto seres humanos envoltos
numa camada protectora, uma pelicula isolante, uma “ionosfera”, que nos
acreditou sermos já um Homem diferente.
O homem urbano era já uma outra espécie, uma espécie autónoma,
desligado da condição natural, desligado desde cedo da mais básica sensação de
primitivismo, da animália presente em si.
O ambiente urbano difundia, pelas suas características e
realizações, a convicção de que o homem ingressara num plano de existência e
actividade que de certa forma interiorizara o credo da superação se não mesmo
eliminação dos mecanismos inconscientes relacionados com os mais básicos comportamentos
de sobrevivência das massas humanas.
Para quem vive a vida inteira em ambiente urbano, não
deixa de ser muito interessante verificar que subjaze a todo o significado urbano
o velho intestino primordial, o curso que se julgava superado permanece, o abrigo
de hoje o mesmo de ontem, o animal embora escuso quando ameaçado mostra-se detentor
do mesmíssimo padrão, porque o único existente é o único possível.
Seriamos conduzidos a pensar que, com tudo o que o urbano
no auge da contemporaneidade auge de tudo o que do nosso tempo nos transmite a
percepção da circunstância do próprio casulo urbano, o sincronismo da resposta
fosse testável, consentâneo, extraído dos recursos entendidos como condição da própria contemporaneidade, mas não, a resposta é primária, visceral, instintiva e
podemos até extrapolar, automática.
O que apreender desta experiência que nos constrita,
apesar de todo o qualitativo do urbano, a retomar o passado em lugar da
continuidade do presente e menos ainda apressar o futuro?
É à terra que voltamos, à agricultura como bastião primário,
todo o revivalismo pelo artesanal, o vinho, o azeite, os enchidos, o queijo e
outros, como um novo princípio, um caminho sabido, como que o reconstruir da essência,
do mais basilar elemento de segurança conhecido e consciente, a
memória ancestral de satisfação, o corpo como primeiro Estado após derrocada dos
sistemas urbanos que se revelaram frágeis e não confiáveis.
Percebe-se que quando em apuros o homem regressa à
caverna, não está inscrito (ainda) na sua informação genética outro código ou
se alguma vez estará pois só o passado (o que é conhecido) transmite segurança,
o futuro (o desconhecido) pode alimentar-se de convicções, o corpo não.
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terça-feira, 8 de maio de 2012
Projecto Anarquinta.
Imagem retirada da net
A ideia revolve-me a mente desde 2008, estou preparado para a concretizar, faltam-me os meios.
O conceito consiste em criar uma relação sinergética, de simbiose, um relacionamento o mais livre possível entre quem produz e quem consome, em traços largos é desenvolver um local em modo biológico de produção agrícola por forma a proporcionar a garantia de sustentabilidade da produção e a qualidade e quantidade a quem consome, num outro formato e de características que não os tradicionais canais de comercialização, uma relação directa entre o produtor e o consumidor.
Procuram-se sugestões sobre como encontrar formas de angariação de meios para a concretização do projecto.
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