Sociedade voluntária

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terça-feira, 1 de maio de 2012

Ainda o 1º de Maio no Pingo Doce!

Não é só um atentado aos direitos dos trabalhadores, não é só um ataque ás pessoas, é uma traição à civilidade, aproveitar as dificuldades em que as pessoas vivem, aproveitar as necessidades de sobrevivência das pessoas para as transformar em verdadeiros animais é inadmissível.

Estão declaradas abertas as hostilidades!



O desconto mais caro das nossas vidas!

Sou obrigado a prestar vassalagem,  pela demonstração de poder, pela  frontalidade do acto, pelo brilhantismo do simbolo, pelo uso da necessidade como arma, pela declaração de guerra.

sábado, 7 de janeiro de 2012

Um pingo que nunca foi doce.

É fácil escolher um bode expiatório e lançá-lo aos leões, contribuindo simultaneamente para desviar a atenção do essencial e ludibriando as massas ao permitir assumir que o capitalismo tem outros valores que não a sua perpétua engorda.
O negócio é um bom negócio e é um negócio como outro qualquer, em que o que está em causa é gerar lucro e mais-valias para os seus accionistas, apenas coincide com o facto de se enquadrar no sector do abastecimento da alimentação humana o que o torna disseminado e pela sua importância alvo de fácil critica moral, mas o produto do ponto de vista económico-financeiro não é um alimento, poderia ser um prego ou uma pedra da calçada, e o que deve ser dito é que em capitalismo os produtos não trazem consigo acoplados algum outro valor que não seja o valor da sua transacção.
É preciso explicar que negócios com estas dimensões nada têm a ver com a tradicional mercearia de bairro, em que o cliente, conhecido e vizinho do proprietário, caso em dificuldades pode, beneficiando da solidariedade humana comprar e ficar a dever, suprindo uma necessidade e honrando o seu compromisso noutra oportunidade.
Esta colagem de valores sociais a um negócio, não é transponível a autenticas máquinas de realizar mais-valias, independentemente do artigo que transaccionem.
Se for explicado que as regras criadas permitem e existem precisamente para que o capital se proteja, prolongue e exponencie será muito mais fácil não esperar atributos sociais vindos do capital, que como o próprio Sr. Soares dos Santos disse e muito bem “- Compreendo que desagrade aquilo que eu represento”.
E o que ele representa é o deus dinheiro acima de tudo, a eterna máquina de fazer dinheiro, a suprema “financeirização”, o todo-poderoso capital.  
 Isto tudo para dizer que o pingo nunca foi doce, o continente tem os pés numa ilha, a caixa geral de depósitos é mesmo geral ou que a galp não tem uma energia muito positiva.
É o sistema estúpido, meu amigo, é o sistema!