Sociedade voluntária

Sociedade voluntária

sexta-feira, 3 de julho de 2015

Pan o novo Deus será o teu Dono e o teu Carrasco.



De certa forma sempre presente no trajecto percorrido permeia uma tentativa de construção artificial da ordem primordial, a ordem que garante o pertencimento justo a tudo quanto existe ainda que não consciente, mas agora no Homem fluido, de forma voluntária, intencional, consciente e até esperançosa, desejosa e ambiciosa.
O percurso trouxe-nos do cosmos á terra e como tal o Reino já não é dos Céus mas sim da Terra e nesta todas as batalhas se travarão para que esta tenha o seu próprio Deus.
O Deus da Terra é o Deus da materialidade, Deus dos corpos, dos sentidos, dos desejos, da uniformidade, é o Deus Pan.
 O Deus Pan é a passagem do elitismo Platónico para o elitismo sensorial, as grandes massas presas á religião do corpo-matéria como única determinação da existência e alguns, poucos, dirigindo-lhes a ânsia nesse nirvana estético-consumista que demanda rituais de pertença em conformidade.
Pan é o uno material, a aglomeração dos recursos, a concentração da produção, a selecção natural nas mãos do Homem.
Pan é inevitavelmente o Deus da matéria pois dela foi eleito para governar os corpos em uniformidade, é Pan que sustenta tudo quanto existe, do sistema financeiro ás grandes industrias, dos transportes á agricultura, da informação á cultura, do teu presente ao teu futuro.
Pan apresenta-se igual a ti, presta-te um serviço que melhora a tua vida, sem o qual não saberias como viver, conhece-lo bem, está em todo lado, aparece na televisão, trata-te por tu, tão bem te conhece, é o teu Deus e o teu dono.
Pan é ... o teu prestador de serviços, é a Pan-Corporação ou simplesmente PAN, a origem de tudo o que suporta a vida dos seres humanos, os donos de tudo o que suporta a vida dos seres humanos.
Pan agrada-te e tu agradas a Pan mas se um dia assim não for o que fará Pan quando dependeres de tudo o que ele possui para viveres?

quinta-feira, 2 de julho de 2015

O monstro.



Nunca o “monstro” foi tão grande e tão forte.
Nesta fase da história não se pode confrontar o “monstro” de frente, o monstro é capaz de tudo para se manter dominante, sente-se afrontado, não pode voltar atrás pois isso significa a sua morte como “monstro”.
Um monstro que é verdadeiramente “monstro” devora, essa é uma das características que o define, outra é o medo, mete medo, muito medo e é tanto o medo que a maioria deixa-se devorar, preferindo existir na barriga do bicho a tentar a soberania, não de frente que ele não perdoa.
Na aldeia quase todos foram comidos, inicialmente os mais fracos como manda a lei, aqueles com poucos recursos militares e económicos e eram apetitosos, alimentaram o “monstro” que cresceu a proporções desmedidas, agora, agora precisa de muito mais alimento, precisa de todo o alimento que existe na aldeia.
Aqueles poucos que ainda pensavam em resistir ao monstro, conseguiu ele, não ainda devorá-los mas criar-lhes a dúvida de que o bicho é realmente monstruoso, permitindo-lhes sobreviver com algumas benesses.
Os únicos que enxergam o “monstro” tal qual ele é, entendem o que está a fazer e não concebem ser devorados de forma alguma são os que vivem fora da aldeia e esses sabem que o “monstro” não pode ser enfrentado, tem de ser levado a cair numa armadilha para que morra sozinho.
Assim não é de estranhar que alguns aldeões andem numa corrida louca para trás e para a frente numa tentativa desesperada de não serem devorados e simultaneamente de apaziguar o “ monstro” relembrando que não há intenção de enfrentá-lo.
O “monstro” vai morrer, disso não existe duvida, a questão é se devora tudo á sua volta ou fica algum aldeão vivo.

sábado, 13 de junho de 2015

Códex Universalis



O humano é um animal frágil, frágil porque distante dos automatismos da natureza, os automatismos naturais são leves em si, são predominantemente instintos de presença e não tanto resposta integrada.
A distância que separa o animal humano e os automatismos da natureza é um vazio de intensidade da ordem primordial, fazemos questão de lhe chamar liberdade e, é precisamente pela capacidade de escolher que se torna imperativo estar ciente, não há escolha sem consciência de si, porque o instinto é fraco e a consciência toma lugar o humano age e, constrói para si uma réplica própria do instinto que lhe falta.
O Homem assume assim a responsabilidade de, por vontade sua, colocar no seu lugar a decisão de voltar.
De certa forma sempre presente no trajecto percorrido permeia uma tentativa de construção artificial dessa ordem primordial, a ordem que garante o pertencimento justo a tudo quanto existe ainda que não consciente, mas agora no Homem fluido, de forma voluntária, intencional, consciente e até esperançosa, desejosa e ambiciosa.

O peso que o Homem transporta é de uma grandeza descomunal, nas suas costas repousam milénios da sua História e com isso o peso dos Deuses; representação do maior, do incógnito universal; a eterna incerteza do propósito e a dúvida individual; a diversidade de unos a sua plasticidade igualitária e simetria diferenciada.
O peso que transporta é provavelmente o da responsabilidade de voltar escolhendo, definindo e memorizando o caminho, levando consigo os marcos identificadores dessa estrada que são as experiencias vividas.
O desafio do Homem é talvez paradoxalmente conduzir o universo de volta a casa, de forma consciente, de forma experienciada, vivida, a genuína transmissão de informação; viver.
Ao viver e saber que vive o Homem recolhe e escolhe a que julga ser a melhor informação a transmitir geneticamente ás gerações seguintes.
A nova geração possui a informação genética das dificuldades e obstáculos da geração anterior e predispõe os genes de resposta a esses obstáculos, isto de forma individual mas também colectiva.
Uma semente contém em si toda a informação para desenvolver uma planta similar á que lhe deu origem, um animal carrega consigo toda a informação necessária para ser o animal que precisa de ser mas também alguma predisposição ao meio envolvente geneticamente transmitida e o Homem nasce com toda a informação para dar continuidade ao fluxo de progressividade dos seus progenitores ao momento da sua concepção.   
A passagem de informação genética permite a evolução/continuidade da vida o mesmo que dizer a evolução/continuidade do universo que, de vida em vidas toma consciência de si próprio.
Pergunto porque o suicídio é socialmente tão mal aceite, tão reprimido e desconsagrado?
Talvez porque de forma generalizada represente a não continuidade.
Existe um código universal e esse está presente em tudo quanto existe, esse código é o único automatismo a que o Homem tem de se submeter, a transmissão/ continuidade da informação, porque a informação não pode parar, a vida não pode parar, o universo não pode parar.
E se o Homem não o fizer algum outro ser tomará o seu lugar no aparente infinito caminho de regresso.
O universo tem de regressar e porque partiu automatizado tem de regressar livre.

Ou não, podemos sempre argumentar que uma borboleta, um ser que vive quase em perfeita sintonia com o meio sem necessidade de o alterar é um estado muito mais evoluído do conceito de vida.

terça-feira, 12 de maio de 2015

Explode mentes.

Para mim um dos conceitos que explode a mente é o de que o próprio Universo existe segundo um ciclo. Origem, expansão, contracção, origem, expansão, contracção, origem...
É possível inteligir a dimensão de tal ciclo?
Explode mentes.

domingo, 10 de maio de 2015

Porque hoje é Domingo.

Duas propostas:

Primeira, celebrações do Dia da Vitória, na Praça Vermelha, Moscovo

Particular atenção ao ministro da Defesa e ao sinal da cruz que executa ao inicio da parada e á imagem de Cristo, indicando que a Rússia não é mais um Estado Ateu e talvez que a guerra que se aproxima é de carácter religioso.


Segunda, um som de que não se gosta à primeira mas que depois se entranha e se revela soberbo

 
  Para ouvir com tempo e aos auscultadores.

sábado, 9 de maio de 2015

O caos não existe !

                                                         Imagem retirada da net

Vamos repetir, o caos não existe; o que acabámos de fazer foi uma demostração de inteligência, só podemos repetir se a incluirmos caso contrário não seria possível, como entre outras coisas reconhecer o comando repetir?
Repetir é voltar ao início, um início simples e básico mas ainda assim um período com início e fim.
A uma manifestação periódica com início e fim chamamos de ciclo.
A melhor figura que define um ciclo será uma circunferência, de qualquer ponto por onde se inicie uma intenção chegamos invariavelmente ao sítio onde a iniciámos
Usando um pouco mais de inteligência podemos repetir a repetição, repetir o ciclo, na falta de melhor vocábulo 3D “ciclar o ciclo” ou seja um ciclo que se repete de forma continuada.
Neste caso a figura que melhor representa um “ciclo ciclado” é uma circunferência aberta ou seja uma espiral e interessantemente a inteligência presente, devido á necessidade de continuidade torna-se ordem ou seja inteligência permanentemente presente na observância das características que garantem a “ciclagem do ciclo”.
O caos como fenómeno desprovido de inteligência de ordem não existe, o que chamamos de caos é uma manifestação de ordem.
O que chamamos de caos é, ainda que aparentemente irreconhecível: organização, ordem.
Se na ordem natural os vulcões são mecanismos de libertação da pressão criada no núcleo do planeta, se esse mecanismo consiste numa ligação com a superfície terrestre e periodicamente acontece essa libertação de pressão onde está o caos? E se os seres humanos habitam perto dessas áreas, onde está o caos? Só vejo ordem.
Se os seres humanos estabelecem uma sociedade em que cada individuo tem de olhar só por si e obrigatoriamente prescindir de valores civilizacionais para conseguir sobreviver incluso na organização e essa condição desencadeia processos de desumanização, pobreza e violência, onde está o caos, só vejo ordem.
Se países exploram outros de várias formas, incitam á violência e á diferença, vendem as armas e o resultado é a guerra, onde está o caos, só vejo ordem.
O caos não existe, tudo o que existe é ordem.

sexta-feira, 8 de maio de 2015

Meta - realidade X

Como reconhecer quando a coesão social está perdida? Quando aqueles que estão na base da hierarquia se agarram desesperadamente aos pequenos poderes à sua disposição e os exercem ferozmente entre pares.

quarta-feira, 6 de maio de 2015

terça-feira, 5 de maio de 2015

A dita que é dura.



Com que então esperas que o céu se torne negro para que possas reconhecer a tempestade que se aproxima?
Esperas que o vento sopre uníssono a partitura que aleija a carne, que a voz se tenha de calar quando as palavras ousam ou que as muralhas se edifiquem de forma que não podes recusar?
Eu sei que os cofres cheios de hoje são o ouro de antigamente, mas não amigo, não, desta vez é uma oitava acima.
O que terás é toda a liberdade e nenhuma, terás o dever de escolher e não o direito a não querer.
O que te darão é toda a importância sobre coisas insignificantes, plena abundância de todos os venenos.
O que verás é uma realidade que não existe, uma ilusão sólida e permanente.
O que sentirás é uma alegria enorme por estar vazio, um fervor autêntico por seres igual aos milhões.
Não, não te cortarão a palavra, falarás sobre tudo e influenciarás nada.
Terás tudo e nada duradouro.
Serás tudo e nada será muito, tudo o que levarás da vida.
Serás livre mas encarcerado em conceitos que te aprisionam.
Um preso com vista para o mar.
E para os teus filhos multiplica por dez.

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

2015 - Ano Jubileu

Como 2015 é ano Jubileu, é de esperar que "naturalmente" o perdão de dívida aconteça.

As respectivas conclusões ficam a cargo de cada um, mas os primeiros escravos a ser concedida a libertação aí estão!.


http://www.businessinsider.com/croatia-debt-writeoff-2015-2

terça-feira, 27 de janeiro de 2015

A Grécia e o Syriza.

“De que vos admirais, perversos? Que é melhor: fazer isso ou administrar a República convosco?” – Heráclito

O Syriza ganhou as eleições e por cá, na terra dos pequenos, os vassalos surgem a assegurar que o “Armageddon” Grego é inevitável pois é tamanha a heresia em fazer frente ao Império. Mas contra a vontade dos Deuses até o Império se verga e, os Deuses conspiram para que através das acções dos Homens a História possa voltar a ser escrita a várias mãos.
A possibilidade existe, nesta página da História.

A Europa subserviente ao império acompanhou a imposição de sanções (essencialmente de carácter financeiro) á Rússia, a qual respondeu igualmente com sanções económicas das quais a Grécia sofre com redução das exportações. Acresce que paralelamente a Europa determinou reformular as regras relativas ao mercado energético Europeu, regras essas que tentou aplicar a um contrato já anteriormente estabelecido com a Rússia relativo á construção de um pipeline e fornecimento de gás natural á Europa do Sul. Resultado, os Russos alteraram o conceito do fornecimento de gás e o traçado do pipeline, sendo que nesta nova realidade o gasoduto atravessará a Turquia e eventualmente a Grécia para chegar aos países do sul Europeu.
Vislumbra-se o contexto geopolítico?

Dois coelhos de uma só cajadada ou até três!

Historicamente a Grécia tem uma maior afinidade com a Rússia que o resto da Europa, grande parte desta afinidade é religiosa, quando das invasões Otomanas a Igreja Cristã Ortodoxa deslocou-se para a Rússia e aí estabeleceu a sua continuidade. Os Russos ajudaram os Gregos a libertarem-se do jugo Otomano e reconhecem ainda o papel dos Russos na 2ª Guerra mundial e a sua contribuição para a derrota dos Nazis. Assim a História compõe-se, os Gregos têm pela dialéctica histórica a “oportunidade de uma vida”, a possibilidade de que não se fala na televisão.
A Rússia formulou a título de incentivo que se a Grécia sair da União Europeia as sanções serão abolidas tendo em conta que estas se dirigem a países da União. A realidade energética elaborada pelos Europeus revelou-se uma armadilha contra os próprios e a Grécia pode tirar proveito desse facto recebendo dividendos pela travessia do gasoduto, como pode ainda ganhar poder sobre a Europa pela capacidade negocial relativa a essa fonte de energia vital para o continente Europeu.
Não menos importante se a Grécia corresponder ao potencial desta oportunidade apresentada pelos Russos, pode como bónus, acabar ou atenuar significativamente a inimizade secular que persiste com o seu arqui-rival, a Turquia, visto que ambos serão os principais beneficiários e terão todo o interesse em gerir em comum esta “dádiva” dos Russos.
E por ultimo podem repudiar a dívida, mandar a União Europeia ás urtigas e integrar a EEU (Eurasian Economic Union).

Politics it´s a bitch.