Sociedade voluntária

Sociedade voluntária

sexta-feira, 8 de maio de 2015

Meta - realidade X

Como reconhecer quando a coesão social está perdida? Quando aqueles que estão na base da hierarquia se agarram desesperadamente aos pequenos poderes à sua disposição e os exercem ferozmente entre pares.

quarta-feira, 6 de maio de 2015

terça-feira, 5 de maio de 2015

A dita que é dura.



Com que então esperas que o céu se torne negro para que possas reconhecer a tempestade que se aproxima?
Esperas que o vento sopre uníssono a partitura que aleija a carne, que a voz se tenha de calar quando as palavras ousam ou que as muralhas se edifiquem de forma que não podes recusar?
Eu sei que os cofres cheios de hoje são o ouro de antigamente, mas não amigo, não, desta vez é uma oitava acima.
O que terás é toda a liberdade e nenhuma, terás o dever de escolher e não o direito a não querer.
O que te darão é toda a importância sobre coisas insignificantes, plena abundância de todos os venenos.
O que verás é uma realidade que não existe, uma ilusão sólida e permanente.
O que sentirás é uma alegria enorme por estar vazio, um fervor autêntico por seres igual aos milhões.
Não, não te cortarão a palavra, falarás sobre tudo e influenciarás nada.
Terás tudo e nada duradouro.
Serás tudo e nada será muito, tudo o que levarás da vida.
Serás livre mas encarcerado em conceitos que te aprisionam.
Um preso com vista para o mar.
E para os teus filhos multiplica por dez.

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

2015 - Ano Jubileu

Como 2015 é ano Jubileu, é de esperar que "naturalmente" o perdão de dívida aconteça.

As respectivas conclusões ficam a cargo de cada um, mas os primeiros escravos a ser concedida a libertação aí estão!.


http://www.businessinsider.com/croatia-debt-writeoff-2015-2

terça-feira, 27 de janeiro de 2015

A Grécia e o Syriza.

“De que vos admirais, perversos? Que é melhor: fazer isso ou administrar a República convosco?” – Heráclito

O Syriza ganhou as eleições e por cá, na terra dos pequenos, os vassalos surgem a assegurar que o “Armageddon” Grego é inevitável pois é tamanha a heresia em fazer frente ao Império. Mas contra a vontade dos Deuses até o Império se verga e, os Deuses conspiram para que através das acções dos Homens a História possa voltar a ser escrita a várias mãos.
A possibilidade existe, nesta página da História.

A Europa subserviente ao império acompanhou a imposição de sanções (essencialmente de carácter financeiro) á Rússia, a qual respondeu igualmente com sanções económicas das quais a Grécia sofre com redução das exportações. Acresce que paralelamente a Europa determinou reformular as regras relativas ao mercado energético Europeu, regras essas que tentou aplicar a um contrato já anteriormente estabelecido com a Rússia relativo á construção de um pipeline e fornecimento de gás natural á Europa do Sul. Resultado, os Russos alteraram o conceito do fornecimento de gás e o traçado do pipeline, sendo que nesta nova realidade o gasoduto atravessará a Turquia e eventualmente a Grécia para chegar aos países do sul Europeu.
Vislumbra-se o contexto geopolítico?

Dois coelhos de uma só cajadada ou até três!

Historicamente a Grécia tem uma maior afinidade com a Rússia que o resto da Europa, grande parte desta afinidade é religiosa, quando das invasões Otomanas a Igreja Cristã Ortodoxa deslocou-se para a Rússia e aí estabeleceu a sua continuidade. Os Russos ajudaram os Gregos a libertarem-se do jugo Otomano e reconhecem ainda o papel dos Russos na 2ª Guerra mundial e a sua contribuição para a derrota dos Nazis. Assim a História compõe-se, os Gregos têm pela dialéctica histórica a “oportunidade de uma vida”, a possibilidade de que não se fala na televisão.
A Rússia formulou a título de incentivo que se a Grécia sair da União Europeia as sanções serão abolidas tendo em conta que estas se dirigem a países da União. A realidade energética elaborada pelos Europeus revelou-se uma armadilha contra os próprios e a Grécia pode tirar proveito desse facto recebendo dividendos pela travessia do gasoduto, como pode ainda ganhar poder sobre a Europa pela capacidade negocial relativa a essa fonte de energia vital para o continente Europeu.
Não menos importante se a Grécia corresponder ao potencial desta oportunidade apresentada pelos Russos, pode como bónus, acabar ou atenuar significativamente a inimizade secular que persiste com o seu arqui-rival, a Turquia, visto que ambos serão os principais beneficiários e terão todo o interesse em gerir em comum esta “dádiva” dos Russos.
E por ultimo podem repudiar a dívida, mandar a União Europeia ás urtigas e integrar a EEU (Eurasian Economic Union).

Politics it´s a bitch.

sábado, 19 de abril de 2014

Porque é tempo de "Passagem" !

Porque é tempo de passagem encontro-me estacionado, pode parecer um contra-senso mas na verdade estaciono num local de passagem.
Nos últimos tempos quase o único interesse que me move é o saber, mais do que saber é compreender. Nos últimos tempos a minha condição material degradou-se bastante em parte consequência da crise mas também porque sub-conscientemente sou impulsionado para ocupar todo o tempo na procura de respostas.

Apesar de muito cedo ter desenvolvido um sentido de igualdade, solidariedade e justiça, com 17 anos já argumentava com os amigos não ser possível uma sociedade deixar pessoas a viver em extrema pobreza, intuía também ser uma questão de equilíbrio inerente a um sistema, a qualquer sistema.
Ao longo destes anos a viver e observar os acontecimentos nas sociedades humanas, as relações entre os povos de diferentes geografias, credos e culturas e ao analisar os desenvolvimentos económicos e sociais sempre me pareceu existir algo para além dos explícitos motivos do conflito humano.
Intuitivamente surgia um vazio ao qual era necessário colocar uma moldura para entender os conflitos territoriais, militares, económicos, financeiros, sociais e religiosos, parecia-me que  o processo de domínio da humanidade ultrapassava a "simples" apoderarão de recursos naturais, de domínio social ou outros que "aparentemente" são a razão de o mundo estar como está.
Instintivamente dei comigo a seguir os acontecimentos na Ucrânia, dei comigo a dar uma enorme importância aos seus desenvolvimentos sem concretamente saber porquê até perceber o que se estava a passar na "história paralela" ou provavelmente na verdadeira história da humanidade.

Se for este o real percurso, o real desenvolvimento, o ponto de focagem de todo o trajecto da humanidade, então temos vivido numa realidade paralela, numa realidade em que os acontecimentos não são o resultado de um processo evolutivo mas sim de um processo mecânico, pré-construído, determinado.
Se este for o real percurso da humanidade então não somos apenas cobaias dentro de uma jaula, somos cobaias dentro de uma jaula numa ilha perdida.

É mau, perceber que dirigentes mundiais com a responsabilidade de conduzir o mundo se orientam, orientam as suas acções por tais parâmetros, que retrocesso, que condição primária, que perigo.

À luz destas informações o mundo toma outra dimensão, as coisas deixam de ser o que eram para passar a outra, jamais olharemos a realidade da mesma forma.

Porque é tempo de passagem !





São 54 minutos da vossa vida mas acredito que vale mesmo a pena.

sábado, 29 de março de 2014

quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

Meta - realidade VII

Não, não temos de ser competitivos, temos de ser competentes pois a competência é já  uma orgânica competitividade.

domingo, 24 de novembro de 2013

Simulador virtual da realidade simbólica.

Simbólico, o acto protagonizado pelas polícias na escadaria da assembleia, pode, numa 1ª análise conduzir-nos a pensar que a desobediência está à espreita, à esquina e que se expressa numa mensagem categórica em estado latente, mas é a sua expressão teatral, o fecho do pano na peça representada, da qual se retira a moral, a conclusão, que nega a premissa do acto em si, tornando claro que a acção é na realidade uma não acção.
Neste sentido o simbolismo da manifestação policial é semelhante ao simbolismo das recentes manifestações civis; o propósito de alterar a realidade sem querer tocá-la. O governo percebeu perfeitamente que simulação da realidade não é a realidade e substituiu pelo chefe dos secos o chefe dos molhados.
Dizer isto não é defender o uso da violência, é muito pelo contrário, propor a opção da força das convicções por oposição.
A força das convicções não é passear de autocarro e ao fim do dia voltar para casa com a sensação de um dia bem passado, a força das convicções não é romper a barreira dos camaradas, trocar abraços e apertos de mão e voltar para trás porque as febras estão a ficar frias. A força das convicções é recusar o autocarro e recusar ir para casa, é não romper a barreira mas não arredar pé, ontem, hoje, amanhã.
A força das convicções é acção não violenta e pressupõe que o monopólio da violência por parte do Estado se traduz em capacidades muitíssimo desiguais do seu exercício em relação à sociedade civil.
Pressupõe o princípio de que, se não pode combater a violência com violência pelo simples facto de a sua admissão ser a sua legitimação para qualquer outra circunstância, é só mudar a argumentação.
E em terceiro lugar porque no exercício da violência há sempre lugar à probabilidade de perda de vidas e ninguém tem por direito requerer a vida de outrem na defesa de uma causa, (direito este concedido ao Estado, que utiliza o individuo como sua pertença e lhe permite fazer a guerra) ocupando dessa forma o lugar do inimigo.
A força das convicções é desobediência por exigência alteração da realidade, não simulação ou destruição.