Sociedade voluntária

Sociedade voluntária

domingo, 23 de setembro de 2012

Palavras para que vos quero ...

Para que servem as palavras se não reflectirem o corpo interior do Homem, se não nascerem cá fora iguais ao nascimento cá dentro?

sábado, 22 de setembro de 2012

domingo, 2 de setembro de 2012

A carne da nossa carne ou a vida num só dia!

Começo por pedir desculpa àqueles, poucos, que acompanham a escrita deste espaço, desculpa pela ausência, desculpa pela falta de uma palavra de justificação.
Foi no dia 18 de Julho precisamente à data do ultimo post que um telefonema anunciou que carne da minha carne tinha dado entrada nas urgências do hospital, um acidente de moto colocou meu filho num estado gravíssimo que se prolonga até hoje.
Inicialmente e durante três semanas em estado de coma e presentemente em estado de consciência reduzida. Como é de calcular a vida desmorona-se num só dia e os propósitos, as vontades e até as próprias capacidades me encontram diminuído. Hesitei durante algum tempo em justificar aqui este facto, por ser pessoal e por de certa forma não querer interferir na consciência de outros mas o dever de respeito para com quem aqui passa falou mais alto. Tentarei na medida das possibilidades continuar a “pensar” (como se fosse um grande pensador!?) a realidade e a essência das coisas em conformidade com a minha humilde dimensão.

Um abraço libertador.

sexta-feira, 13 de julho de 2012

Liberdade - a era da “doutrina prática”.

A era do convencimento teórico está a chegar ao fim, a era da exposição das filosofias que podem responder como alternativas ao sistema existente de forma teórica chegou ao seu limite, as pessoas já não respondem massivamente ou de forma apaixonada aos teoremas. Estamos a iniciar um novo capítulo de apresentação de alternativas, a implementação prática dessas mesmas alternativas, a concretização de novos modelos arrasta muito mais facilmente as pessoas, a efectiva implementação de novos conceitos motiva muito mais, inclui cada vez mais pessoas, não por convencimento teórico mas por demostração prática, por inclusão, por participação.

segunda-feira, 9 de julho de 2012

Externalização de deus, o conceito de autoridade.


Deus criou o universo, obrigatoriamente o nosso planeta e tudo o que nele existe, incluindo nós mesmos, o que não significa que deus seja uma entidade externa à criação e muito menos que sendo a própria (criação), tenha de se excluir a sua existência.
A diferença é enorme, entre um universo que é, ele mesmo deus e um outro em que deus se encontra fora, contemplando a sua obra e vigiando quem quebra as suas regras.
Ora é precisamente neste ponto, nas regras e seu cumprimento que balança a questão, é que o facto de concebermos deus como uma entidade exterior à criação, ao universo, implica quase que obrigatoriamente que o determinemos como uma entidade superior, superior à sua própria criação, o que por sua vez conduz inevitavelmente ao estatuto de autoridade suprema.
 Estando supostamente a sua essência para lá do nosso entendimento, sendo uma entidade superior e autoridade suprema, é então condição obrigatória obedecer.
Mas para obedecer é necessário saber quais as regras, como quer deus ver essas regras cumpridas, e para isso, alguém entre os homens ficará com essa responsabilidade, explicar aos outros o que deus quer.
Estão criadas as condições para o exercício da autoridade, depois de alguém estar encarregue de nos dizer quais as regras a cumprir, à que incumbir outro alguém de penalizar quem não cumpre.

Faz lembrar algo?

quinta-feira, 5 de julho de 2012

Obviamente!

É desigual sendo só para alguns, agora se todos ficarem sem subsídios, obviamente...!

Nem de propósito - o Bosão de Deus

É determinada esta urgência em encontar a presença de deus no universo, na criação!
Porquê?
Qual a importância de encontrar a presença de deus?
Vem ao encontro do post anterior, o homem precisa desesperadamente voltar a saber se deus é a própria criação ou se deus se encontra fora da criação.
Se deus é a própria criação, então o homem é deus e o pecado não existe e  o homem é livre.
Por outro lado se deus se encontra fora da criação, então o homem está dependente, o pecado é a não obediência e o homem condicionado.
Esta é a questão colocada ao acelerador de partículas.
As instituições religiosas sempre foram o garante de que deus estava fora do universo(da criação).
É possivel que isso esteja prestes a mudar, sabemos o que significa, sabemos pois!

quarta-feira, 4 de julho de 2012

Não é acerca do dinheiro!


Nunca foi acerca do dinheiro pois não?
Já foi a noite, foram os elementos e os mistérios siderais, foi a fome, o trabalho, os valores e costumes, agora, é o dinheiro!
Todos os motivos serviram e servem, agora é o dinheiro, provavelmente outros virão!
É que estes são apenas os meios e não os fins, os meios de atingir os fins, e que fins?
Dominação e controle do ser humano!
Nim!
Dominação e controle do destino do ser humano, dominação e controle da definição de ser humano.
Os fins reportam-nos ao início, o que é o ser humano, qual o seu papel no grande esquema das coisas?
E a grande batalha perdura, é o homem deus ou não?
É o homem, como parte integrante do deus manifesto em todas as coisas, deus, ou a criação é uma externalização de deus e como tal, o homem não deus.
Nunca foi acerca do dinheiro, como nunca foi acerca da escravatura, da liberdade, da guerra ou de qualquer outro facto, foi,  é, acerca do que o homem É, e isso, é que se materializa em todas as outras questões.
Esta é a essência de todo o percurso e desenvolvimento do homem, esta é a razão por que chegamos aqui da forma como chegamos, passando por tudo o que passamos.
Esta é a história do homem.

sexta-feira, 29 de junho de 2012

The return to Innocence



That's not the beginning of the end
That's the return to yourself
The return to innocence

Metafóricamente, o regresso a um modelo de desenvolvimento em equilíbrio com o planeta, um regresso em que o conhecimento, a compreensão e a vontade substituem as manipuladas crenças e práticas mas não o entendimento da essência e da valorização dos ecossistemas, um ecossistema de que o ser humano faz parte, no qual vive, do qual vive, mas também no e do qual é, porque somos também resultado do meio, do que comemos, do que bebemos, do ar que respiramos e que toca a nossa pele. O retorno à inocência também é sonhar, querer, mas não avulso, é ter consigo uma nova filosofia, apoiada no conhecimento e destinada a deixar o Homem evoluir, neste contexto o “verde” não é sinonimo de uma nova fase de exploração capitalista, nem é tão pouco a antecipação de uma qualquer incapacidade de produzir, de alimentar o mundo. Pelo contrário, mais um paradoxo, o universo está repleto deles, quanto menos "explorarmos" o planeta, mais obtemos dele.
A titulo de exemplo, andamos à 70 anos a rasgar e a revirar a terra em profundidade para produzir a nossa alimentação, negligenciando que existe todo um universo de interacções, um mundo de produção de fertilidade e equilíbrio por baixo dos nossos pés, diminuindo dessa forma todo o potencial de fertilidade natural, não obstante adicionamos químicos artificiais, por “acaso” inicialmente resultantes dos stocks de guerra. E sim, é compatível com o desenvolvimento tecnológico e com a libertação do trabalho. Talvez seja esse o desafio deste século, compatibilizar a natureza, os ecossistemas com a tecnologia sem que signifique retrocesso ou estagnação na evolução humana, porque preservar a natureza à custa da evolução equilibrada do Homem é tão válido como fomentar o desenvolvimento selvagem do homem à custa do equilíbrio da natureza.

The Future of Food and Seed

quinta-feira, 28 de junho de 2012

Community Supported Agriculture

Projecto Anarquinta - Clube agrícola

Anarquinta - clube agrícola é um projecto inspirado numa filosofia e numa necessidade, uma filosofia que procura uma outra resposta para a interacção entre as pessoas em sociedade, uma outra forma de funcionar, agora mais que nunca o tempo e o propósito são fundamentais pois as velhas estruturas que nos regem estão a ruir.
E uma necessidade também, uma necessidade que se tornou evidente para todos, é preciso produzir! mas produzir com outras e novas regras, objectivos e conceitos, porque produzir é muito mais que o produto em si, é um universo de interacções, de relacionamentos entre seres humanos e de respeito e sustentabilidade para com o ecossistema.
Pretende-se que este projecto seja uma alternativa e uma parte da solução, quando hoje no mundo, a média de idade dos agricultores se situa nos 60 anos, dentro de uma década se nada for feito não existirão agricultores, o que deixa prever uma carência alimentar grave para o futuro.
É também uma tentativa de repor alguns valores perdidos como por exemplo devolver ao dinheiro o seu verdadeiro lugar, um lugar secundário, um lugar de suporte à produção dos bens que são na realidade o importante e não o dinheiro per si.
O espirito desta iniciativa comporta um incremento à liberdade que obviamente se atinge com responsabilidade, este é um projecto sério, honesto, um projecto em que é preciso acreditar.
Anarquinta - Clube agrícola é um projecto de agricultura biológica, porque também somos aquilo que comemos!
Anarquinta - clube agricola, está pensado no enquadramento do conceito de agricultura de suporte comunitário, ou seja uma produção agricola com destinatários definidos como membros, os membros, através de uma anuidade o mais simbólica possível financiam a actividade e a produção agrícola que será distribuída por todos.
Procuramos para início de projecto atingir 1700 membros com uma anuidade de 60 euros, ou seja 5 euros mensais que servirão para aquisição da quinta, estufas, apoio de instituição de acompanhamento à agricultura biológica e todo o equipamento necessário á actividade.
Prevê-se a aquisição de uma quinta agrícola com entre 5 e 10 hectares com regadio, no Alentejo ou Castelo Branco.

Expõe-se o projecto e procura-se financiar desta forma directa o preenchimento das necessidades, a qualidade alimentar e a sutentabilidade dos ecossistemas.



terça-feira, 26 de junho de 2012

O Horizonte, a liberdade e o futuro

O engraçado nesta merda toda!

Mas que não tem graça alguma, é que, os que nos dizem que gastámos acima das nossas possibilidades são os mesmos que nos incentivaram a gastar.
Os que nos dizem que temos que produzir mais, são os mesmos que escolheram o modelo de favorecimento dos não transacionáveis e da não produção por troca de milhões de euros vindos da Europa.
Os que nos dizem que temos que mudar de paradigma, são os mesmos que nos encaminharam e nos forçaram a este paradigma. 
São os mesmos, os que deveriam dirigir-se aos portugueses, aos cidadãos e dizer: desculpem, fomos nós, a responsabilidade é nossa.