Sociedade voluntária

Sociedade voluntária

sexta-feira, 13 de julho de 2012

Liberdade - a era da “doutrina prática”.

A era do convencimento teórico está a chegar ao fim, a era da exposição das filosofias que podem responder como alternativas ao sistema existente de forma teórica chegou ao seu limite, as pessoas já não respondem massivamente ou de forma apaixonada aos teoremas. Estamos a iniciar um novo capítulo de apresentação de alternativas, a implementação prática dessas mesmas alternativas, a concretização de novos modelos arrasta muito mais facilmente as pessoas, a efectiva implementação de novos conceitos motiva muito mais, inclui cada vez mais pessoas, não por convencimento teórico mas por demostração prática, por inclusão, por participação.

segunda-feira, 9 de julho de 2012

Externalização de deus, o conceito de autoridade.


Deus criou o universo, obrigatoriamente o nosso planeta e tudo o que nele existe, incluindo nós mesmos, o que não significa que deus seja uma entidade externa à criação e muito menos que sendo a própria (criação), tenha de se excluir a sua existência.
A diferença é enorme, entre um universo que é, ele mesmo deus e um outro em que deus se encontra fora, contemplando a sua obra e vigiando quem quebra as suas regras.
Ora é precisamente neste ponto, nas regras e seu cumprimento que balança a questão, é que o facto de concebermos deus como uma entidade exterior à criação, ao universo, implica quase que obrigatoriamente que o determinemos como uma entidade superior, superior à sua própria criação, o que por sua vez conduz inevitavelmente ao estatuto de autoridade suprema.
 Estando supostamente a sua essência para lá do nosso entendimento, sendo uma entidade superior e autoridade suprema, é então condição obrigatória obedecer.
Mas para obedecer é necessário saber quais as regras, como quer deus ver essas regras cumpridas, e para isso, alguém entre os homens ficará com essa responsabilidade, explicar aos outros o que deus quer.
Estão criadas as condições para o exercício da autoridade, depois de alguém estar encarregue de nos dizer quais as regras a cumprir, à que incumbir outro alguém de penalizar quem não cumpre.

Faz lembrar algo?

quinta-feira, 5 de julho de 2012

Obviamente!

É desigual sendo só para alguns, agora se todos ficarem sem subsídios, obviamente...!

Nem de propósito - o Bosão de Deus

É determinada esta urgência em encontar a presença de deus no universo, na criação!
Porquê?
Qual a importância de encontrar a presença de deus?
Vem ao encontro do post anterior, o homem precisa desesperadamente voltar a saber se deus é a própria criação ou se deus se encontra fora da criação.
Se deus é a própria criação, então o homem é deus e o pecado não existe e  o homem é livre.
Por outro lado se deus se encontra fora da criação, então o homem está dependente, o pecado é a não obediência e o homem condicionado.
Esta é a questão colocada ao acelerador de partículas.
As instituições religiosas sempre foram o garante de que deus estava fora do universo(da criação).
É possivel que isso esteja prestes a mudar, sabemos o que significa, sabemos pois!

quarta-feira, 4 de julho de 2012

Não é acerca do dinheiro!


Nunca foi acerca do dinheiro pois não?
Já foi a noite, foram os elementos e os mistérios siderais, foi a fome, o trabalho, os valores e costumes, agora, é o dinheiro!
Todos os motivos serviram e servem, agora é o dinheiro, provavelmente outros virão!
É que estes são apenas os meios e não os fins, os meios de atingir os fins, e que fins?
Dominação e controle do ser humano!
Nim!
Dominação e controle do destino do ser humano, dominação e controle da definição de ser humano.
Os fins reportam-nos ao início, o que é o ser humano, qual o seu papel no grande esquema das coisas?
E a grande batalha perdura, é o homem deus ou não?
É o homem, como parte integrante do deus manifesto em todas as coisas, deus, ou a criação é uma externalização de deus e como tal, o homem não deus.
Nunca foi acerca do dinheiro, como nunca foi acerca da escravatura, da liberdade, da guerra ou de qualquer outro facto, foi,  é, acerca do que o homem É, e isso, é que se materializa em todas as outras questões.
Esta é a essência de todo o percurso e desenvolvimento do homem, esta é a razão por que chegamos aqui da forma como chegamos, passando por tudo o que passamos.
Esta é a história do homem.

sexta-feira, 29 de junho de 2012

The return to Innocence



That's not the beginning of the end
That's the return to yourself
The return to innocence

Metafóricamente, o regresso a um modelo de desenvolvimento em equilíbrio com o planeta, um regresso em que o conhecimento, a compreensão e a vontade substituem as manipuladas crenças e práticas mas não o entendimento da essência e da valorização dos ecossistemas, um ecossistema de que o ser humano faz parte, no qual vive, do qual vive, mas também no e do qual é, porque somos também resultado do meio, do que comemos, do que bebemos, do ar que respiramos e que toca a nossa pele. O retorno à inocência também é sonhar, querer, mas não avulso, é ter consigo uma nova filosofia, apoiada no conhecimento e destinada a deixar o Homem evoluir, neste contexto o “verde” não é sinonimo de uma nova fase de exploração capitalista, nem é tão pouco a antecipação de uma qualquer incapacidade de produzir, de alimentar o mundo. Pelo contrário, mais um paradoxo, o universo está repleto deles, quanto menos "explorarmos" o planeta, mais obtemos dele.
A titulo de exemplo, andamos à 70 anos a rasgar e a revirar a terra em profundidade para produzir a nossa alimentação, negligenciando que existe todo um universo de interacções, um mundo de produção de fertilidade e equilíbrio por baixo dos nossos pés, diminuindo dessa forma todo o potencial de fertilidade natural, não obstante adicionamos químicos artificiais, por “acaso” inicialmente resultantes dos stocks de guerra. E sim, é compatível com o desenvolvimento tecnológico e com a libertação do trabalho. Talvez seja esse o desafio deste século, compatibilizar a natureza, os ecossistemas com a tecnologia sem que signifique retrocesso ou estagnação na evolução humana, porque preservar a natureza à custa da evolução equilibrada do Homem é tão válido como fomentar o desenvolvimento selvagem do homem à custa do equilíbrio da natureza.

The Future of Food and Seed

quinta-feira, 28 de junho de 2012

Community Supported Agriculture

Projecto Anarquinta - Clube agrícola

Anarquinta - clube agrícola é um projecto inspirado numa filosofia e numa necessidade, uma filosofia que procura uma outra resposta para a interacção entre as pessoas em sociedade, uma outra forma de funcionar, agora mais que nunca o tempo e o propósito são fundamentais pois as velhas estruturas que nos regem estão a ruir.
E uma necessidade também, uma necessidade que se tornou evidente para todos, é preciso produzir! mas produzir com outras e novas regras, objectivos e conceitos, porque produzir é muito mais que o produto em si, é um universo de interacções, de relacionamentos entre seres humanos e de respeito e sustentabilidade para com o ecossistema.
Pretende-se que este projecto seja uma alternativa e uma parte da solução, quando hoje no mundo, a média de idade dos agricultores se situa nos 60 anos, dentro de uma década se nada for feito não existirão agricultores, o que deixa prever uma carência alimentar grave para o futuro.
É também uma tentativa de repor alguns valores perdidos como por exemplo devolver ao dinheiro o seu verdadeiro lugar, um lugar secundário, um lugar de suporte à produção dos bens que são na realidade o importante e não o dinheiro per si.
O espirito desta iniciativa comporta um incremento à liberdade que obviamente se atinge com responsabilidade, este é um projecto sério, honesto, um projecto em que é preciso acreditar.
Anarquinta - Clube agrícola é um projecto de agricultura biológica, porque também somos aquilo que comemos!
Anarquinta - clube agricola, está pensado no enquadramento do conceito de agricultura de suporte comunitário, ou seja uma produção agricola com destinatários definidos como membros, os membros, através de uma anuidade o mais simbólica possível financiam a actividade e a produção agrícola que será distribuída por todos.
Procuramos para início de projecto atingir 1700 membros com uma anuidade de 60 euros, ou seja 5 euros mensais que servirão para aquisição da quinta, estufas, apoio de instituição de acompanhamento à agricultura biológica e todo o equipamento necessário á actividade.
Prevê-se a aquisição de uma quinta agrícola com entre 5 e 10 hectares com regadio, no Alentejo ou Castelo Branco.

Expõe-se o projecto e procura-se financiar desta forma directa o preenchimento das necessidades, a qualidade alimentar e a sutentabilidade dos ecossistemas.



terça-feira, 26 de junho de 2012

O Horizonte, a liberdade e o futuro

O engraçado nesta merda toda!

Mas que não tem graça alguma, é que, os que nos dizem que gastámos acima das nossas possibilidades são os mesmos que nos incentivaram a gastar.
Os que nos dizem que temos que produzir mais, são os mesmos que escolheram o modelo de favorecimento dos não transacionáveis e da não produção por troca de milhões de euros vindos da Europa.
Os que nos dizem que temos que mudar de paradigma, são os mesmos que nos encaminharam e nos forçaram a este paradigma. 
São os mesmos, os que deveriam dirigir-se aos portugueses, aos cidadãos e dizer: desculpem, fomos nós, a responsabilidade é nossa. 

sexta-feira, 22 de junho de 2012

A contagem final.

É de bom senso precaver algumas medidas de garantia de continuidade da normalidade, pelo menos no que nos for possível de acordo com a realidade de cada um.
E porquê?
Porque vamos entrar na próxima e talvez ultima fase do colapso do sistema financeiro mundial.
Sem explicar exaustivamente as razões que pressupõem esta conclusão, deixo apenas umas referências:
A Espanha
A Itália
O corte dos “ratings” dos maiores bancos mundiais
Os acordos monetários entre as maiores potências mundiais para negociar directamente sem participação do Dolar, acordos entre China e Japão, Irão, Russia, Brasil, India.
O deficit dos EUA está no mínimo tão gravoso como o Europeu ou o Japonês.
O crescimento mundial dá sinais de abrandamento.
O mercado dos derivados que é 10 vezes maior do que o PIB do planeta e não está resolvido.
E como tenho dito, no dia em que a Europa resolver os seus problemas começarão os problemas dos EUA e do reinado da moeda de referência mundial e esse dia aproxima-se.

Recomendam especialistas, ter de prevenção (disponível, à mão) dinheiro suficiente para fazer face a despesas relativas a 3 meses e algumas reservas alimentares.

Como diz o outro, não vá o diabo “torcê-las”.

Abraço livre

domingo, 10 de junho de 2012

Destruição total !

Dito assim, a primeira imagem que surge na memória é de caos completo, dito assim remetemos o consciente para o estereótipo da destruição, uma invocação ao sinónimo da devastação e decadência da envolvente, disfuncionalidade dos sistemas de suporte à vida tal qual a conhecemos num padrão de normalidade.
Dito assim o que nos ocorre é a imagem de uma alteração da normalidade num período de tempo curto, tão curto que a percepção permite por justa posição identificar as mutações como uma realidade de tal forma intensa e diferenciada que consente uma classificação, num conjunto de características aceites como definição, destruição.
Mas, e se não for obrigatoriamente assim, se for preciso alargar o espectro do conceito de destruição?
E se a mesma alteração da normalidade da realidade ocorrer num período de tempo alargado, num período de tempo em que a consciência encontre dificuldade em comparar características e como tal dificilmente a enquadre no pressuposto de destruição?
E se os espaços entre as alterações da normalidade forem ocupados por mais ou menos longos compassos de espera, por períodos de nova normalidade, por sequenciais compassos de adaptabilidade, por destruições programadas de dimensão controlada?

Tudo começou no início do novo milénio, tudo se tornou visível no início do novo milénio e o primeiro passo, simbólico, foi dado com a destruição do comércio mundial com a efectiva destruição de duas torres, a arma utilizada, ao contrário do que se crê foi e é financeira, num paradigma em que a economia está assente sobre um substrato financeiro retirar esse suporte é concreta e controladamente condicionar e progressivamente destruir aquilo que constitui um jogo de forças alternativo à violência entre os povos.

No seguimento, observa-se todo um dispositivo de reformulação dos parâmetros de vida e civilidade a que os povos estavam habituados e até conquistado, desde a limitação das liberdades até a eliminação de direitos consagrados passando por invasões militares ou tecnocratas a soberanias, apropriação de recursos naturais ou energéticos, guerras permanentes e a percepção de um novo modelo de destruição está patente.

Depois surgiu outro simbolismo que em certa medida tem até o maior impacto, embora não imediato mas no contexo da caminhada do ser humano neste planeta, da continuidade do processo evolutivo e do conhecimento da sua relação no e com o universo, o abandono dos programas de exploração espacial, do universo, e até do eventual encerramento da estação espacial internacional, tudo isto um braço externo da determinação do Homem em conhecer-se, conhecer para além de si e vector determinante da explicita amplitude com que observamos o futuro.
Ora prescindir dessa ferramenta, dessa dimensão da condição humana, desse olhar para o desconhecido como factor de um presente construído a pensar mais além é abdicar desse mesmo futuro, resignar sem acrescentar o conhecimento por descobrir, tornar hermética toda uma espécie.

Por fim o simbolismo da paralelização prática, a adopção quotidiana das novas realidades como realidades assumidas, interiorizadas, não contestadas, como vemos expresso em acontecimentos como os Jogos Olímpicos, em que a realização de um evento que celebra simbolicamente a competição pacífica entre povos através do desporto, reveste-se desesperadamente de um anacrónico e paradoxal significado de medo e de impulso bélico que acaba por se tornar na militarização do dia-a-dia.

Juntemos os significados e resultados de todas as alterações da normalidade, condensemo-las num período de tempo bastante mais reduzido e vejamos se não é predicativo de destruição total.

sábado, 19 de maio de 2012

Elementar meu caro Watson!

                                            Imagem retirada da net



Nunca como hoje foi tão evidente, muitos já sabiam, alguns sempre o afirmaram, a maioria nunca quis crer, nunca acreditou, mas agora é de tal forma transparente que só não vê o pior dos cegos!
Do que estou a falar?
Da entrega do poder de decisão evidentemente!
Nunca poderás esperar ser respeitado, dignificado, organizado e dirigido no sentido do teu próprio progresso quando entregas efectivamente o poder de tomar as decisões que te encaminhariam nessa direcção a outrem. 
Enquanto não for possível que cada individuo ao realizar o que o faz feliz, esteja de facto a participar na construção de um colectivo resultante de interacções livres, o melhor caminho é a democracia directa, a implementação política das decisões da maioria.
Não é mais possível delegar decisões, para que se traduzam em não correspondência à vontade dos cidadãos e que beneficiam intencionalmente uma concentradíssima minoria.

quinta-feira, 17 de maio de 2012

As bases de um novo paradigma.

O actual sistema assenta entre outros, em dois conceitos básicos, e suas interpretações, a matéria e as relações na e da alteração (produção) da matéria.
Porque desde o início dos tempos tudo o de mais vital foi a sobrevivência, dos indivíduos que compõem a espécie, sempre e ainda hoje o é, por mais dissimulada que esteja por inovações teórico-práticas, económicas ou politicas, por elegantes ou não manifestações de civilização das sociedades, o imperativo da sobrevivência é o mais poderoso impulso básico existente no ser humano.
O Homem realizou um grande percurso desde as cavernas, passando pelo domínio da agricultura e a criação de animais, ao domínio da mecanização e agora na compreensão e domínio do átomo.
Pois é precisamente esta última façanha do Homem o conhecimento e inicial domínio do átomo que está na origem de um novo paradigma de construção das sociedades humanas.
Essencialmente e apesar de todos os capítulos evolutivos, o conceito-raiz de fundação das sociedades permanece inalterável, a noção de matéria, e por conseguinte todas as relações daí derivadas, que na realidade são praticamente todas, todas as relações existentes são relações de material e de outra forma não poderia ser tendo em conta que se substanciam na presente enunciação de matéria.
A revolução, foi-nos oferecida pela ciência, a sua disseminação é tarefa dos mais esclarecidos e a sua implementação responsabilidade de todos, a ciência diz-nos hoje que a tradicional “radiografia” da matéria não corresponde á realidade, a matéria não é a matéria que originalmente nos ensinaram, que a matéria de certa forma não existe, ou seja não tem solidez, a matéria não é solida, a matéria é nada mais que um conjunto de interacções energéticas no palco dos nossos sentidos, e esta nova teoria da realidade muda tudo, absolutamente tudo, muda não só a nossa perspectiva , mas também a nossa ordem de prioridades, porque se a matéria não tem consistência e é o conjunto de interacções que lhe confere a possibilidade de ser, então o importante, o fundamental, o que causa a probabilidade de o ser são as interacções, o factor primordial para que surjam coisas, resultados, matérias, então a matéria não é o inicio mas o seu resultado, então tudo o que se requer para criar é interagir.
Com este novo entendimento é possível construir o tal novo paradigma, no qual a liberdade de criar (a interacção) é mais importante que a solidez (proveito) da matéria.
Com base no novo conceito de matéria construir-se-ão novas relações de produção em que aí sim surgirão desligadas da matéria como raiz e fundeadas na prevalência das interacções.

domingo, 13 de maio de 2012

Quanto tempo o tempo tem?

No convencimento de que o tempo não existe, não conforme habitualmente o classificamos.
Se por observação da envolvente, organização da existência e da actividade do ser humano houve necessidade de conferir uma sequência entendível, observável e até de certa forma previsível, o chronos nada mais é do que a segmentação do movimento, do perpétuo movimento cíclico que constitui a natureza do todo em nada mais nada menos que novos ciclos, ciclos dimensionados á escala dos movimentos do Homem.
Iludido pela constante alteração da realidade no perpétuo movimento de todas as coisas, desde o ciclo dia/noite, o ciclo das estações, o ciclo nascimento/morte, pelo sintomático processo de envelhecimento, pelo relacionamento da acção com o seu mapeamento entendível, sequencial, pela memorização do já realizado e da vontade do por realizar, o fracionamento do movimento deu origem aos conceitos de passado e futuro.
Na tentativa de procura da fronteira entre o presente e o passado ou o futuro, onde se encontra esse limite?, essa divisão que permite separar um momento dos outros, dividamos o ultimo segundo do presente em micro-segundos ou nano-segundos, qual deles pertence ao passado ou ao momento seguinte do futuro?
Isolado da percepção dos movimentos cíclicos de tudo quanto existe, nada mais permanece que o eterno presente, o passado a memória de acontecimentos realizados, o futuro a vontade, a ansiedade e a expectativa de novas realizações programadas na organização sequêncial e entendível.