Sociedade voluntária

Sociedade voluntária

sexta-feira, 22 de junho de 2012

A contagem final.

É de bom senso precaver algumas medidas de garantia de continuidade da normalidade, pelo menos no que nos for possível de acordo com a realidade de cada um.
E porquê?
Porque vamos entrar na próxima e talvez ultima fase do colapso do sistema financeiro mundial.
Sem explicar exaustivamente as razões que pressupõem esta conclusão, deixo apenas umas referências:
A Espanha
A Itália
O corte dos “ratings” dos maiores bancos mundiais
Os acordos monetários entre as maiores potências mundiais para negociar directamente sem participação do Dolar, acordos entre China e Japão, Irão, Russia, Brasil, India.
O deficit dos EUA está no mínimo tão gravoso como o Europeu ou o Japonês.
O crescimento mundial dá sinais de abrandamento.
O mercado dos derivados que é 10 vezes maior do que o PIB do planeta e não está resolvido.
E como tenho dito, no dia em que a Europa resolver os seus problemas começarão os problemas dos EUA e do reinado da moeda de referência mundial e esse dia aproxima-se.

Recomendam especialistas, ter de prevenção (disponível, à mão) dinheiro suficiente para fazer face a despesas relativas a 3 meses e algumas reservas alimentares.

Como diz o outro, não vá o diabo “torcê-las”.

Abraço livre

domingo, 10 de junho de 2012

Destruição total !

Dito assim, a primeira imagem que surge na memória é de caos completo, dito assim remetemos o consciente para o estereótipo da destruição, uma invocação ao sinónimo da devastação e decadência da envolvente, disfuncionalidade dos sistemas de suporte à vida tal qual a conhecemos num padrão de normalidade.
Dito assim o que nos ocorre é a imagem de uma alteração da normalidade num período de tempo curto, tão curto que a percepção permite por justa posição identificar as mutações como uma realidade de tal forma intensa e diferenciada que consente uma classificação, num conjunto de características aceites como definição, destruição.
Mas, e se não for obrigatoriamente assim, se for preciso alargar o espectro do conceito de destruição?
E se a mesma alteração da normalidade da realidade ocorrer num período de tempo alargado, num período de tempo em que a consciência encontre dificuldade em comparar características e como tal dificilmente a enquadre no pressuposto de destruição?
E se os espaços entre as alterações da normalidade forem ocupados por mais ou menos longos compassos de espera, por períodos de nova normalidade, por sequenciais compassos de adaptabilidade, por destruições programadas de dimensão controlada?

Tudo começou no início do novo milénio, tudo se tornou visível no início do novo milénio e o primeiro passo, simbólico, foi dado com a destruição do comércio mundial com a efectiva destruição de duas torres, a arma utilizada, ao contrário do que se crê foi e é financeira, num paradigma em que a economia está assente sobre um substrato financeiro retirar esse suporte é concreta e controladamente condicionar e progressivamente destruir aquilo que constitui um jogo de forças alternativo à violência entre os povos.

No seguimento, observa-se todo um dispositivo de reformulação dos parâmetros de vida e civilidade a que os povos estavam habituados e até conquistado, desde a limitação das liberdades até a eliminação de direitos consagrados passando por invasões militares ou tecnocratas a soberanias, apropriação de recursos naturais ou energéticos, guerras permanentes e a percepção de um novo modelo de destruição está patente.

Depois surgiu outro simbolismo que em certa medida tem até o maior impacto, embora não imediato mas no contexo da caminhada do ser humano neste planeta, da continuidade do processo evolutivo e do conhecimento da sua relação no e com o universo, o abandono dos programas de exploração espacial, do universo, e até do eventual encerramento da estação espacial internacional, tudo isto um braço externo da determinação do Homem em conhecer-se, conhecer para além de si e vector determinante da explicita amplitude com que observamos o futuro.
Ora prescindir dessa ferramenta, dessa dimensão da condição humana, desse olhar para o desconhecido como factor de um presente construído a pensar mais além é abdicar desse mesmo futuro, resignar sem acrescentar o conhecimento por descobrir, tornar hermética toda uma espécie.

Por fim o simbolismo da paralelização prática, a adopção quotidiana das novas realidades como realidades assumidas, interiorizadas, não contestadas, como vemos expresso em acontecimentos como os Jogos Olímpicos, em que a realização de um evento que celebra simbolicamente a competição pacífica entre povos através do desporto, reveste-se desesperadamente de um anacrónico e paradoxal significado de medo e de impulso bélico que acaba por se tornar na militarização do dia-a-dia.

Juntemos os significados e resultados de todas as alterações da normalidade, condensemo-las num período de tempo bastante mais reduzido e vejamos se não é predicativo de destruição total.

sábado, 19 de maio de 2012

Elementar meu caro Watson!

                                            Imagem retirada da net



Nunca como hoje foi tão evidente, muitos já sabiam, alguns sempre o afirmaram, a maioria nunca quis crer, nunca acreditou, mas agora é de tal forma transparente que só não vê o pior dos cegos!
Do que estou a falar?
Da entrega do poder de decisão evidentemente!
Nunca poderás esperar ser respeitado, dignificado, organizado e dirigido no sentido do teu próprio progresso quando entregas efectivamente o poder de tomar as decisões que te encaminhariam nessa direcção a outrem. 
Enquanto não for possível que cada individuo ao realizar o que o faz feliz, esteja de facto a participar na construção de um colectivo resultante de interacções livres, o melhor caminho é a democracia directa, a implementação política das decisões da maioria.
Não é mais possível delegar decisões, para que se traduzam em não correspondência à vontade dos cidadãos e que beneficiam intencionalmente uma concentradíssima minoria.

quinta-feira, 17 de maio de 2012

As bases de um novo paradigma.

O actual sistema assenta entre outros, em dois conceitos básicos, e suas interpretações, a matéria e as relações na e da alteração (produção) da matéria.
Porque desde o início dos tempos tudo o de mais vital foi a sobrevivência, dos indivíduos que compõem a espécie, sempre e ainda hoje o é, por mais dissimulada que esteja por inovações teórico-práticas, económicas ou politicas, por elegantes ou não manifestações de civilização das sociedades, o imperativo da sobrevivência é o mais poderoso impulso básico existente no ser humano.
O Homem realizou um grande percurso desde as cavernas, passando pelo domínio da agricultura e a criação de animais, ao domínio da mecanização e agora na compreensão e domínio do átomo.
Pois é precisamente esta última façanha do Homem o conhecimento e inicial domínio do átomo que está na origem de um novo paradigma de construção das sociedades humanas.
Essencialmente e apesar de todos os capítulos evolutivos, o conceito-raiz de fundação das sociedades permanece inalterável, a noção de matéria, e por conseguinte todas as relações daí derivadas, que na realidade são praticamente todas, todas as relações existentes são relações de material e de outra forma não poderia ser tendo em conta que se substanciam na presente enunciação de matéria.
A revolução, foi-nos oferecida pela ciência, a sua disseminação é tarefa dos mais esclarecidos e a sua implementação responsabilidade de todos, a ciência diz-nos hoje que a tradicional “radiografia” da matéria não corresponde á realidade, a matéria não é a matéria que originalmente nos ensinaram, que a matéria de certa forma não existe, ou seja não tem solidez, a matéria não é solida, a matéria é nada mais que um conjunto de interacções energéticas no palco dos nossos sentidos, e esta nova teoria da realidade muda tudo, absolutamente tudo, muda não só a nossa perspectiva , mas também a nossa ordem de prioridades, porque se a matéria não tem consistência e é o conjunto de interacções que lhe confere a possibilidade de ser, então o importante, o fundamental, o que causa a probabilidade de o ser são as interacções, o factor primordial para que surjam coisas, resultados, matérias, então a matéria não é o inicio mas o seu resultado, então tudo o que se requer para criar é interagir.
Com este novo entendimento é possível construir o tal novo paradigma, no qual a liberdade de criar (a interacção) é mais importante que a solidez (proveito) da matéria.
Com base no novo conceito de matéria construir-se-ão novas relações de produção em que aí sim surgirão desligadas da matéria como raiz e fundeadas na prevalência das interacções.

domingo, 13 de maio de 2012

Quanto tempo o tempo tem?

No convencimento de que o tempo não existe, não conforme habitualmente o classificamos.
Se por observação da envolvente, organização da existência e da actividade do ser humano houve necessidade de conferir uma sequência entendível, observável e até de certa forma previsível, o chronos nada mais é do que a segmentação do movimento, do perpétuo movimento cíclico que constitui a natureza do todo em nada mais nada menos que novos ciclos, ciclos dimensionados á escala dos movimentos do Homem.
Iludido pela constante alteração da realidade no perpétuo movimento de todas as coisas, desde o ciclo dia/noite, o ciclo das estações, o ciclo nascimento/morte, pelo sintomático processo de envelhecimento, pelo relacionamento da acção com o seu mapeamento entendível, sequencial, pela memorização do já realizado e da vontade do por realizar, o fracionamento do movimento deu origem aos conceitos de passado e futuro.
Na tentativa de procura da fronteira entre o presente e o passado ou o futuro, onde se encontra esse limite?, essa divisão que permite separar um momento dos outros, dividamos o ultimo segundo do presente em micro-segundos ou nano-segundos, qual deles pertence ao passado ou ao momento seguinte do futuro?
Isolado da percepção dos movimentos cíclicos de tudo quanto existe, nada mais permanece que o eterno presente, o passado a memória de acontecimentos realizados, o futuro a vontade, a ansiedade e a expectativa de novas realizações programadas na organização sequêncial e entendível.

sexta-feira, 11 de maio de 2012

Claramente! Tudo está bem quando acaba bem!

Sem-abrigo condenado a multa de 250 euros pelo furto de polvo e champô

Crime por corrupção prescreveu para Isaltino Morais

Obsoletismo.

                                           Imagem retirada da net



Vem a propósito do automóvel, a contribuição do automóvel para o progresso e desenvolvimento das sociedades já teve o seu pico, o seu contributo de importância à muito teve lugar, o transporte individual como factor impulsionador do futuro terminou, não vejo um lugar de destaque para o veiculo individual num futuro que não seja como brinquedo tecnológico ou representação de um capítulo do progresso.
O seu ímpeto dinamizador terminou, o seu contributo esgotou-se, a sua era, já era.

terça-feira, 8 de maio de 2012

Projecto Anarquinta.

                                           Imagem retirada da net



A ideia revolve-me a mente desde 2008, estou preparado para a concretizar, faltam-me os meios.
O conceito consiste em criar uma relação sinergética, de simbiose, um relacionamento o mais livre possível entre quem produz e quem consome, em traços largos é desenvolver um local em modo biológico de produção agrícola por forma a proporcionar a garantia de sustentabilidade da produção e a qualidade e quantidade a quem consome, num outro formato  e de características que não os tradicionais canais de comercialização, uma relação directa entre o produtor e o consumidor.

Procuram-se sugestões sobre como encontrar formas de angariação de meios para a concretização do projecto.

sexta-feira, 4 de maio de 2012

O símbolo e a condição humana.

O simbolo tem como particular característica, como primordial efeito, tornar consciente de forma rápida, imediata e objectiva uma mensagem, uma razão, um sentido, existe embrionado entre o símbolo e o individuo um código que permite a identificação e a assunção do conceito, da característica e até, ou sobretudo, do valor da expressão em causa.
O significado do símbolo, ao ser reconhecido permite a sua valoração, a sua continuidade por forma a que conscientemente se mantenha vivo, latente mas parte de uma condição, a relativização do significado do símbolo, a sua adulteração ou subestimação comporta de facto a anulação da identificação para com o seu significado permitindo progressivamente o desaparecimento da sua materialização.

quinta-feira, 3 de maio de 2012

É urgente massificar a alternativa.




É urgente massificar uma alternativa, tornar claro que existem outros caminhos, outras formas de conduzir a sociedade, de resolver o presente, impedir a germinação da inevitabilidade antes que seja tarde.
É preciso informar, esclarecer mas sobretudo demonstrar com "frutos" que essa alternativa é real, que as pessoas sintam que existe, que não se trata apenas de construções teóricas, de oposição ou demagogia, é que as massas começam a interiorizar que verdadeiramente não há outra solução para resolver a situação e essa rendição é uma profecia auto-realizável.

terça-feira, 1 de maio de 2012

Ainda o 1º de Maio no Pingo Doce!

Não é só um atentado aos direitos dos trabalhadores, não é só um ataque ás pessoas, é uma traição à civilidade, aproveitar as dificuldades em que as pessoas vivem, aproveitar as necessidades de sobrevivência das pessoas para as transformar em verdadeiros animais é inadmissível.

Estão declaradas abertas as hostilidades!



O desconto mais caro das nossas vidas!

Sou obrigado a prestar vassalagem,  pela demonstração de poder, pela  frontalidade do acto, pelo brilhantismo do simbolo, pelo uso da necessidade como arma, pela declaração de guerra.

A génese autofágica do capitalismo

O capitalismo, podemos definir de forma básica como o sistema económico no qual o factor monetário, o capital, possui predominância em relação aos outros elementos que constituem um modo de produção.
No modo de produção capitalista outros factores de produção, nomeadamente o trabalho e os recursos naturais são considerados instrumentos ao dispor do fim último de gerar mais capital, o lucro ou mais-valia.
O lucro ou mais-valia consubstancia-se em acumulação de capital que tende à sua maximização e como tal o condicionamento dos outros factores de produção é imperativo.
Este facto é perceptível no que aos recursos naturais diz respeito, pela forma indisciplinada e predadora como são tratados tanto os recursos virgens como os desperdícios resultantes da produção selvagem.
Na sua odisseia pela maximização do lucro, o capitalismo industrial descura não só os recursos e o equilíbrio ambiental como também outro factor tão ou mais importante e que designamos por trabalho e que é a participação humana na transformação da matéria de forma a servir as suas necessidades, na fase inicial do capitalismo industrial o lucro era obtido através do aumento do horário de trabalho que possibilitava a produção de maior quantidade de produtos mas com o advento da eficiência tecnológica e da automação a intervenção humana na produção tem vindo a diminuir, de forma que é previsível que o trabalho no seu conceito tradicional, repetitivo e de retribuição por hora não mais existirá, paralelamente ao advento da tecnologia, o capitalismo industrial tende também como forma de maximizar os lucros a desvalorizar o valor hora do trabalho ainda existente, conjugando a máxima produção pela tecnologia com o mínimo custo da participação humana.
É a constante maximização do lucro, quer por aumento da produção via tecnologia, que conduz a menos participação humana, quer pela redução dos salários, que alberga o gene autofágico do próprio sistema, pois o aumento da produção requer obrigatoriamente o aumento da capacidade de consumo, é que um bem não vendido/comprado/consumido não produz lucro.
Podemos dizer que no modo de produção capitalista o valor pago ao trabalho na produção de um bem é sempre inferior ao valor de mercado desse bem o que quer dizer que em cada momento nunca existe a capacidade de consumo da totalidade dos bens produzidos, criando assim um hiato, um diferencial que o incremento tecnológico viria a suprimir não fossem a redução dos salários, o aumento da mais-valia e os impostos.
O gene autofágico do capitalismo industrial reside no facto de que a redução dos custos de produção com intuito de maximizar o lucro conduz inevitavelmente ao colapso pela redução simultânea da capacidade de consumo dos bens fabricados.
Mas não se pense que foi dita a ultima palavra do capital, reconhecendo o gene contido em si e que esgotaria a participação do capital na industria, rapidamente se preparou para perpetuar o seu domínio de uma outra forma, de forma a que, a matéria, limite ao crescimento exponencial, não interviesse condicionalmente na acumulação de capital, na geração de mais-valia, na continuidade da primazia da “espécie monetária”, de forma a tornar-se auto-reprodutivo, o capitalismo financeiro.
Seguindo-se à tendência de esgotamento do lucro industrial, a perpetuação do sistema só seria viável por desanexação à matéria, construindo um universo muito próprio, o universo financeiro e conseguiu esse objectivo com  a abolição da paridade com o ouro, permitindo assim um re-inicio de ciclo na acumulação de capital, um re-inicio em que o capital se auto-reproduz financeiramente em construções virtuais e especulativas.
Mas o gene, esse continuou e continua presente.    

segunda-feira, 30 de abril de 2012