Sociedade voluntária

Sociedade voluntária

domingo, 11 de março de 2012

E a seguir à superprodução?

O capitalismo trouxe-nos a perspectiva de que a supressão das necessidades é possível, a massificação do bem-estar, fundamental e que o engenho humano quando cultivado e disseminado resolve o que há para resolver, mas expôs-nos também ao excesso, ao limite desse modo de produção, conduzindo à super exploração de recursos, ao desperdício e na sua fase obituária à concentração de meios, à iniquidade e basicamente à negação dos princípios que teoricamente lhe estariam na origem como formulação de criação, transmissão e distribuição de valor e riqueza de forma sustentável capaz de responder ao percurso existencial do ser humano.
É hoje claro que não é mais possível continuar a produzir deste modo, não apenas por causas ambientais de respeito pelos ecossistemas, nem só por causa da depleção dos recursos pois exploramo-los a uma escala maior do que a natureza os consegue repor, não só porque desperdiçamos uma grande fatia desses mesmos recursos sem algum aproveitamento significativo, não só porque sabemos que é possível fazer mais e melhor mas essencialmente porque não é possível continuar com a desigualdade na distribuição dos meios essenciais à vida à dignidade e ao bem-estar dos seres humanos na vida em sociedade.
É sabido que a desigualdade na distribuição da riqueza numa sociedade é das principais causas de ruptura e de colapso, não sendo uma questão de se…mas uma questão de quando está ultrapassado o limite que impede a manutenção do status quo.
A divisão do trabalho e a retribuição por hora de trabalho foram os responsáveis por nos trazer até aqui e para que possamos continuar temos que nos livrar destes dois velhos conceitos que nos foram de utilidade mas que estão cansados.
Perguntamos, e então como podemos continuar? Como podemos distribuir igualmente a riqueza criada de forma a alcançar sociedades mais justas e mais equilibradas?
É exactamente essa a pergunta; e a seguir à superprodução?
 Voltamos ao inicio do texto, hoje é o tempo da produção fácil, nunca foi na historia da humanidade tão fácil produzir como hoje e mais ainda, é possível produzir praticamente sem intervenção humana, pelo menos massivamente e esse facto permite-nos desligar, fazer a separação entre a produção e a capacidade de sobrevivência dos indivíduos.
(Esta é provavelmente a maior questão no futuro que começa agora, a produção com o nível tecnológico que alcançou nunca mais vai ser a fonte de absorção do trabalho humano, nunca mais vai proporcionar postos de trabalho comuns e tradicionais e como tal existem duas respostas possíveis, ou se separa a sobrevivência da produção ou se eliminam humanos).
Por outro lado, eliminando o lucro, factor que até aqui impulsionou a produção massiva mas sem grandes preocupações ambientais ou de carácter humanístico, a produção seria orientada para satisfazer as necessidades e não as necessidades impulsionadas para dar resposta ao constante crescimento volumétrico e lucrativo da produção.
A seguir à superprodução vem o tempo de continuar a produzir, mas com outro paradigma, libertando o homem do trabalho servil e mercantilista, produzindo com qualidade, eficiência, respeito pelo meio ambiente e sobretudo distribuindo com justiça e igualdade o resultado da produção.

sexta-feira, 9 de março de 2012

Avivar as chamas do inferno, pôr um rabo ao diabo e fazer vários consertos aos condenados


É hoje mais lúcido que nunca que a democracia representativa nunca representou, melhor, nunca representou quem devia representar porque na realidade representa, representa os que têm poder, os mais fortes conforme manda a visão Darwiniana, e se pensarmos bem é “normal” e faz sentido pois quem tem um bolo á sua disposição, um numero indeterminado de escravos ignorantes e servis e a função de distribuir as fatias, obviamente ficará com as maiores para si ou para aqueles que lhe são “queridos”.
A democracia representativa, ao contrário do que se pensa ser, a ditadura da maioria, é na realidade a ditadura da minoria pois os eleitos serão sempre gestores dos interesses dos mais fortes, independentemente da propaganda e da demagogia, na prática e de facto tudo se passa ao redor do favorecimento das classes dominantes.

 A ilusão é pressupor que os eleitos terão como função maior, observar, cuidar e servir os interesses das massas que lhes atribuíram essa responsabilidade ou melhor, esse privilégio, que o desígnio que origina a despesa pública ou seja a aplicação dos recursos financeiros confiscados ao suor e à iniciativa dos indivíduos, sob o argumento do bem comum, é depois devolvido á sociedade na criação de estruturas que irão facilitar, melhorar e suprimir as necessidades “do povo”.
A realidade é que a criação das estruturas de desenvolvimento não é um fim em si mesmo mas antes um meio de atingir um outro objectivo escondido com o rabo de fora, o de criar e alimentar uma elite poderosa, dependente do estado, do confisco do nosso suor e dinamismo para enriquecer e ganhar poder.

As massas, o povo ou como prefiro a sociedade precisa ser consertada, recuperar, talvez seja melhor o termo adquirir, a capacidade de decisão, passar para a sua voz a função de decisão e deixar para os representantes a execução em conformidade com a vontade expressa.
A democracia directa é um caminho a palmilhar para seguir em frente rumo à liberdade, à soberania civil e à responsabilidade colectiva.
Esta estória de poder atribuir as culpas aos que lá colocamos já não serve, se culpas houver que sejam nossas, e de certeza que muito mais rapidamente acabarão as desculpas e os erros servirão para aprender e fazer melhor, ao contrário de hoje em que os erros não melhoram o caminho, ao invés servem para que não encontremos outra estrada.


quinta-feira, 8 de março de 2012

Danos colaterais da superprodutividade.

Sim, agora sentimos a falta de dinheiro, o trabalho inútil, o presente ameaçado e o vazio do futuro.
Agora as consequências de décadas de doutrinas erradas fazem-se sentir e espelham na e pela sociedade os seus danos colaterais.
Os adultos em idade produtiva explorados, obrigados a trabalhar demasiadas horas, não só as horas efectivas de trabalho mas também as deslocações do e para o local de trabalho e que não conseguem dar um acompanhamento parental aos seus filhos, crianças que são despejadas de manhã cedo ás portas das instituições encarregues de realizar a compensação devido ao facto dos pais estarem obrigatoriamente ausentes 10 a 12 horas por dia, compensação essa deficitária, originando uma geração auto-educada entre pares e programas de televisão.
As crianças filhas da geração superprodutiva são vítimas sem a mínima consciência que o são, mas também o são os idosos, os pós produtivos, vítimas de uma sociedade que não tem espaço nem tempo para a sua existência pois são vistos como absorções de recursos, peças sobressalentes numa máquina imparável de renovação material.
Morrem sós porque os seus familiares não têm tempo para cuidar deles, morrem sós porque a doutrina corrente não lhes dá valor, antes um empecilho ao equilíbrio orçamental apesar dos baixos rendimentos com que sobrevivem, morrem sós por que as instituições que os deviam acolher fazendo a tal compensação tornam a dignidade um luxo ou são insuficientes.
As vítimas da geração superprodutiva somos todos nós porque é certo que transitamos por todas as fases da máquina produtiva.

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

A energia universal - (reposição)

Ensinaram-nos religiosa e societalmente que o valor universal da humanidade, aquele que é objectivo ultimo a atingir pela sociedade é o valor e o sentimento de Amor.
Considerando que, para a generalidade das pessoas, amor é o sentimento de gostar intensamente de outra pessoa, a definição de amor, sem um vinculo á paixão, provavelmente poucas pessoas sabem definir.
Por outro lado, sabendo que o sistema de controlo em que vivemos desde os tempos mais remotos, tem como objectivo a não liberdade das massas, podemos perguntar porque incentivam o amor como valor universal?
Da mesma forma podemos interrogar qual o sentimento que mais se impede a obtenção, ao longo dos tempos?
Qual o sentimento mais presente e abundante na essência de tudo o que existe?
O prazer!
O prazer é o sentimento universal que todos os seres procuram.
O prazer é creativo, libertador, proporciona solidariedade, bem estar, conforto, igualdade.
O prazer é a energia universal que constantemente somos impedidos de alcançar.
Se um ser humano obtiver um elevado nivel de prazer na sua existencia, deixa de ser escravizável.
Só atingindo um elevado nivel de prazer, o ser humano se liberta dos medos, ódios e de outros sentimentos negativos que afligem a humanidade.

Os efeitos superiores do prazer estão expostos por todo lado, á nossa volta, na natureza, da qual fazemos parte, é só observar com atenção.

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Eu não quero ... ir à máquina zero.

Quando uma sociedade contabiliza os seus empregados/desempregados apartir dos 15 anos de idade e considera inaptos individuos de 45/50 anos algo vai muito mal na essência dessa mesma sociedade.

Afinal não estou louco...

Ouvi ontem em entrevista, Adriano Moreira afirmar que existem sinais de que as novas gerações vão construir uma nova sociedade.

Que grande alivio senti, já pensava que estava louco, é que os  sinais de que vai emergir uma nova sociedade estão por todo o lado, outra questão é saber se conseguimos lá chegar sem passar pelos horrores de uma guerra.



domingo, 19 de fevereiro de 2012

Ditos...

“Os escravos do século XXI não precisam ser caçados, transportados e leiloados através de complexas e problemáticas redes comerciais de corpos humanos. Existe um monte deles formando filas e implorando por uma oportunidade de trocar suas vidas por um salário de miséria. O “desenvolvimento” capitalista alcançou um tal nível de sofisticação e crueldade que a maioria das pessoas no mundo tem de competir para serem exploradas, prostituídas ou escravizadas.”
— Grupo Luther Blissett

“Só serei verdadeiramente livre quando todos os seres humanos que me cercam, homens e mulheres, forem igualmente livres, de modo que quanto mais numerosos forem os homens livres que me rodeiam e quanto mais profunda e maior for a sua liberdade, tanto mais vasta, mais profunda e maior será a minha liberdade.”
— Mikail Bakunin

“A liberdade de eleições permite que você escolha o molho com o qual será devorado.”
— Eduardo Galeano

“Estamos usando nosso cérebro de maneira excessivamente disciplinada, pensando só o que é preciso pensar, o que se nos permite pensar.”
— José Saramago

Eles andam aí ...

Eles andam aí, discretos, silenciosos mas práticos, tomando nas suas mãos a efectivação de uma revolução que longe dos centros das palavras constrói o quotidiano das acções, tornando real aquilo que se sonha, uma realidade que nunca deixou de existir mas ingénuamente nos desligámos.

Vida natural

sábado, 18 de fevereiro de 2012

Mulheres e crianças primeiro…

A máxima marítima tornada imperativo que sobrevale á igualdade de direitos de cada individuo num colectivo em caso de ameaça ou potencial perspectiva de gravoso risco de continuidade da vida é um perfeito exemplo do primordial instinto de sobrevivência da espécie humana.
Mulheres e crianças primeiro significa a continuidade da espécie, significa que depois de passada a tribulação está assegurada a vida para além de critérios sociais, religiosos ou raciais.
Este instinto, visivelmente presente em situações extremas, continua permanentemente activo no ser humano como em todos os organismos vivos manifestando-se em proporcionalidade da percepção da intensidade da descontinuidade.
Mulheres e crianças primeiro pode tornar-se um imperativo actual tendo em conta que navegamos por mares revoltos e tempestades impostas numa cruzada que para além de fazer escravos e condenar muitos aos porões pode revelar que os mantimentos não serão suficientes para realizar a travessia.
Para além da escassez de dinheiro (disponível para estimular) que está a parar a economia originando a redução dos rendimentos e aumento do desemprego que viciosamente abranda ainda mais a actividade económica criando ainda mais desemprego e reduzindo ainda mais os rendimentos, assistimos á concentração e apoderado de todos os meios de produção, assim como uma expansão imperialista de dominação territorial e dos recursos naturais que pode desencadear um conflito de maior escala.
A acrescer, dados inquietantes sobre previsões das colheitas e das criações de gado mundiais que deixam no ar e em algumas análises a forte possibilidade de uma fome generalizada, global, a reconhecer numa primeira fase como aumentos significativos e continuados dos preços dos alimentos até á sua escassez.
Se e quando o alarme da descontinuidade tocar, não esquecer, mulheres e crianças primeiro…

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

O argumento do caos…

Quando se procura explicar às pessoas que a forma como vivemos, o estado da sociedade e das coisas não tinham nem têm que obrigatoriamente ser como são, quando se tenta explicar que o trabalho tal como é exercido hoje na modernidade não tem fundamento teórico nem prático na construção de uma sociedade equilibrada, quando se tenta explicar que a quantidade de trabalho aplicado está desproporcionado em relação à necessidade de produção de bens, que é possível trabalhar menos, manter as necessidades satisfeitas e ganhar enorme qualidade de vida, que é possível participar de livre vontade e de acordo com as satisfações de cada um no preenchimento das necessidades do colectivo e que tal só não acontece, não por incapacidade de meios tecnológicos ou falta de alternativas filosóficas/politicas mas por outras razões que passam por manter as sociedades estratificadas, manter uma emanação de poder verticalizada e permitir a continuidade de uma determinada filosofia politica de dominação, as respostas/perguntas são sempre as mesmas;
- Está louco ou quê e depois quem é que trabalhava?
- Isso é muito bonito mas é em sonhos!
- Ò meu amigo, isso matavam-se todos uns aos outros!
- Isso seria o caos!

É evidente que existe alguma verdade na argumentação, nem todas as pessoas estão preparadas para uma sociedade com tais características, mas o grande erro é, e normalmente as conversas esgotam-se antes da completa explicação do processo, assumir que semelhante transição seria objectivada de um dia para o outro, só esta posição explica que as pessoas tenham grande dificuldade em antever uma outra forma de organização da sociedade muito mais livre, pois o processo mental leva-as a transpor as condições actuais para essa nova realidade sem alterações nucleares da estrutura consciêncial dos seus intervenientes.

O processo de transição para uma sociedade voluntária deverá ser um processo gradual, a questão é iniciá-lo, coisa que não acontece, e poderia ser concretizado de uma forma muito suave, requer “apenas” inteligência e dedicação ao ser humano, principalmente dedicação ao ser humano.
Conforme as grandes elites pensantes, estadistas e estrategas sabem, o método de alteração de valores e princípios nas mentes das massas requer a passagem de no mínimo 2 gerações, a lenta e progressiva absorção de estímulos que 2 gerações mais tarde apresentam o desligamento com valores, ensinamentos e realidades antecessoras.
Vemos esse método claramente expresso no consumismo, em que 20 anos de sussurro ao ouvido, … compra, compra, compra, conduziu á substituição do conceito da aquisição por necessidade pela aquisição “por que quero”.
Vemos também em relação ao valor da liberdade que as novas gerações, generalizadamente procederam a alterações no espectro do conceito, que se por um lado viu alargada a sua amplitude, a sua profundidade não acompanhou, consequência de encorajamentos ao individualismo e não á individualidade.
Assim percebe-se que falar de sociedade voluntária levante imediatamente a antevisão de uma falência automática do funcionamento da mesma pois é observada sob o princípio individualista vigente.

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Modelo da terra expansionária



Modelo do planeta terra expansionário que foi abandonado em favor do modelo das placas tectónicas.

O sol emite radiação que é absorvida pelo núcleo da terra e convertida em matéria, a constante criação de matéria cria pressão que acaba sendo libertada por vulcões e pelas falhas geológicas permitindo a expanção do planeta, consequência da expanção é a movimentação da crosta terrestre originando sismos e tremores de terra.

domingo, 12 de fevereiro de 2012

S. O. S.

Eu sei, a compressão do tempo não deixa espaços em branco entre acontecimentos, o ritmo é  super sucedenho mas se ao longo do percurso aqui se comentaram alguns aparentes epifenomenos , a primeira intenção deste espaço não foi o comentário, foi sempre uma tentativa de expressão e muito modesta, modestíssima expansão de uma possível alternativa.
Digo isto porque estou em dificuldades, tudo o que está a acontecer no mundo está interligado com o que aconteceu e com o que está para acontecer, é muita informação para processar, mentalmente consigo organizar e dar-lhe a composição necessária para que entenda o que se está a passar, mas os dedos, os dedos não teclam á velocidade dos pensamentos e deixam escapar a essência das ideias.
A compressão do tempo mergulha num salto quântico, pois encontro-me involuntariamente a procurar respostas para uma realidade que ainda não chegou mas que reclama desesperadamente de atenção, da minha atenção e que de momento não consigo transpor em pigmentos organizados de forma convencionalmente aceite.
Preso entre o entendimento e a incapacidade jaze a forma.
Direi, mas a qualidade dos textos tem que ser melhor, vou tentar…

Abraço livre.

sábado, 4 de fevereiro de 2012

Baltic dry index .

O Baltic Dry Index é um índice que segue os preços de transporte de carga a granel por via marítima e providencia "uma estimativa do preço de transportar as principais matérias-primas por via marítima". O índice cobre 40 rotas marítimas numa base de calendarização e viagens, o índice cobre cargueiros supramax, panamax e capesize para transporte de uma série de commodities incluindo minério de ferro, grão e carvão.
Uma vez que o custo de transporte marítimo varia com a carga que existe para ser transportada, e sendo neste caso seguidas cargas de matérias-primas, o Baltic Dry Index é muitas vezes visto como um indicador coincidente ou avançado do estado da economia internacional.
Depois do colapso financeiro de 2008 este índice caiu para mínimos históricos, apresentando o valor de 666 e neste inicio de Fevereiro de 2012 caiu novamente ultrapassando este valor para se situar nos 647.

domingo, 29 de janeiro de 2012

Foi voçê que pediu... uma revolução ?

Em toda e qualquer estrutura hierarquizada ainda que a voz do poder venha de cima, o verdadeiro poder está em baixo.
Tal qual a construção universal, a matéria e tudo quanto existe, mantém a condição daquilo que é enquanto as suas partes constituintes conservarem as suas características imutáveis, quando existe uma alteração nuclear, uma alteração nos constituintes básicos, elementares, de uma estrutura organizada, essa mesma estrutura aparentemente complexa, maior e com características definidas deixa de o ser para se tornar outra coisa que não a anterior.
Na realidade as características do que existe é o reflexo daquilo que as constitui sendo que alterar a sua essência é alterar a sua própria existência no sentido em que já não será mais a mesma coisa.
Tanto na alteração da matéria como na alteração humana e social a verticalização do poder- capacidade de gerar alterações na matéria humana por imposição - é a forma externa de modificar as características dos seus elementos básicos – os indivíduos e consequentemente a estrutura maior, complexa – o colectivo.
A super estrutura, colectivo, a sociedade, modifica-se na exacta razão da alteração de cada um dos seus constituintes elementares, de cada um dos seus indivíduos aderir, num mecanismo de identificação e disponibilidade à alteração das suas próprias características, transformando-se em algo novo, que não existia anteriormente.
Qualquer característica que se queira adicionada a uma estrutura complexa se os seus elementos constituintes não a assimilarem, essa característica não será incorporada e não criará uma alteração.
Sendo que a condição do que existe na construção da sociedade humana está dependente da vontade e da participação dos seus elementos básicos, os indivíduos, isso quer dizer que a realidade é aquilo que queremos que seja, que mudar o estado das coisas depende de mudarmo-nos nós próprios.
Se regra geral alteramos as características constituintes do nosso material individual por imposição externa porque não alterar por vontade própria de acordo com os nossos mais elevados valores humanos com o objectivo de reflectir no colectivo o que queremos que seja?
Se os átomos de uma molécula…de ferro forem alterados na sua constituição não será mais ferro, será outro material, se cada uma das pétalas de uma rosa decidir mudar de cor, essa rosa não mais será da mesma cor.
Uma forma de criar a sociedade que desejamos é sermos como queremos que essa sociedade seja, porque esperar que alguém em voz de poder nos entregue a vida em forma de sonho é… desesperar.