Ouvi ontem em entrevista, Adriano Moreira afirmar que existem sinais de que as novas gerações vão construir uma nova sociedade.
Que grande alivio senti, já pensava que estava louco, é que os sinais de que vai emergir uma nova sociedade estão por todo o lado, outra questão é saber se conseguimos lá chegar sem passar pelos horrores de uma guerra.
segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012
domingo, 19 de fevereiro de 2012
Ditos...
“Os escravos do século XXI não precisam ser caçados, transportados e leiloados através de complexas e problemáticas redes comerciais de corpos humanos. Existe um monte deles formando filas e implorando por uma oportunidade de trocar suas vidas por um salário de miséria. O “desenvolvimento” capitalista alcançou um tal nível de sofisticação e crueldade que a maioria das pessoas no mundo tem de competir para serem exploradas, prostituídas ou escravizadas.”
— Grupo Luther Blissett
“Só serei verdadeiramente livre quando todos os seres humanos que me cercam, homens e mulheres, forem igualmente livres, de modo que quanto mais numerosos forem os homens livres que me rodeiam e quanto mais profunda e maior for a sua liberdade, tanto mais vasta, mais profunda e maior será a minha liberdade.”
— Mikail Bakunin
“A liberdade de eleições permite que você escolha o molho com o qual será devorado.”
— Eduardo Galeano
“Estamos usando nosso cérebro de maneira excessivamente disciplinada, pensando só o que é preciso pensar, o que se nos permite pensar.”
— José Saramago
— Grupo Luther Blissett
“Só serei verdadeiramente livre quando todos os seres humanos que me cercam, homens e mulheres, forem igualmente livres, de modo que quanto mais numerosos forem os homens livres que me rodeiam e quanto mais profunda e maior for a sua liberdade, tanto mais vasta, mais profunda e maior será a minha liberdade.”
— Mikail Bakunin
“A liberdade de eleições permite que você escolha o molho com o qual será devorado.”
— Eduardo Galeano
“Estamos usando nosso cérebro de maneira excessivamente disciplinada, pensando só o que é preciso pensar, o que se nos permite pensar.”
— José Saramago
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frases célebres
Eles andam aí ...
Eles andam aí, discretos, silenciosos mas práticos, tomando nas suas mãos a efectivação de uma revolução que longe dos centros das palavras constrói o quotidiano das acções, tornando real aquilo que se sonha, uma realidade que nunca deixou de existir mas ingénuamente nos desligámos.
Vida natural
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sábado, 18 de fevereiro de 2012
Mulheres e crianças primeiro…
A máxima marítima tornada imperativo que sobrevale á igualdade de direitos de cada individuo num colectivo em caso de ameaça ou potencial perspectiva de gravoso risco de continuidade da vida é um perfeito exemplo do primordial instinto de sobrevivência da espécie humana.
Mulheres e crianças primeiro significa a continuidade da espécie, significa que depois de passada a tribulação está assegurada a vida para além de critérios sociais, religiosos ou raciais.
Este instinto, visivelmente presente em situações extremas, continua permanentemente activo no ser humano como em todos os organismos vivos manifestando-se em proporcionalidade da percepção da intensidade da descontinuidade.
Mulheres e crianças primeiro pode tornar-se um imperativo actual tendo em conta que navegamos por mares revoltos e tempestades impostas numa cruzada que para além de fazer escravos e condenar muitos aos porões pode revelar que os mantimentos não serão suficientes para realizar a travessia.
Para além da escassez de dinheiro (disponível para estimular) que está a parar a economia originando a redução dos rendimentos e aumento do desemprego que viciosamente abranda ainda mais a actividade económica criando ainda mais desemprego e reduzindo ainda mais os rendimentos, assistimos á concentração e apoderado de todos os meios de produção, assim como uma expansão imperialista de dominação territorial e dos recursos naturais que pode desencadear um conflito de maior escala.
A acrescer, dados inquietantes sobre previsões das colheitas e das criações de gado mundiais que deixam no ar e em algumas análises a forte possibilidade de uma fome generalizada, global, a reconhecer numa primeira fase como aumentos significativos e continuados dos preços dos alimentos até á sua escassez.
Se e quando o alarme da descontinuidade tocar, não esquecer, mulheres e crianças primeiro…
Mulheres e crianças primeiro significa a continuidade da espécie, significa que depois de passada a tribulação está assegurada a vida para além de critérios sociais, religiosos ou raciais.
Este instinto, visivelmente presente em situações extremas, continua permanentemente activo no ser humano como em todos os organismos vivos manifestando-se em proporcionalidade da percepção da intensidade da descontinuidade.
Mulheres e crianças primeiro pode tornar-se um imperativo actual tendo em conta que navegamos por mares revoltos e tempestades impostas numa cruzada que para além de fazer escravos e condenar muitos aos porões pode revelar que os mantimentos não serão suficientes para realizar a travessia.
Para além da escassez de dinheiro (disponível para estimular) que está a parar a economia originando a redução dos rendimentos e aumento do desemprego que viciosamente abranda ainda mais a actividade económica criando ainda mais desemprego e reduzindo ainda mais os rendimentos, assistimos á concentração e apoderado de todos os meios de produção, assim como uma expansão imperialista de dominação territorial e dos recursos naturais que pode desencadear um conflito de maior escala.
A acrescer, dados inquietantes sobre previsões das colheitas e das criações de gado mundiais que deixam no ar e em algumas análises a forte possibilidade de uma fome generalizada, global, a reconhecer numa primeira fase como aumentos significativos e continuados dos preços dos alimentos até á sua escassez.
Se e quando o alarme da descontinuidade tocar, não esquecer, mulheres e crianças primeiro…
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sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012
O argumento do caos…
Quando se procura explicar às pessoas que a forma como vivemos, o estado da sociedade e das coisas não tinham nem têm que obrigatoriamente ser como são, quando se tenta explicar que o trabalho tal como é exercido hoje na modernidade não tem fundamento teórico nem prático na construção de uma sociedade equilibrada, quando se tenta explicar que a quantidade de trabalho aplicado está desproporcionado em relação à necessidade de produção de bens, que é possível trabalhar menos, manter as necessidades satisfeitas e ganhar enorme qualidade de vida, que é possível participar de livre vontade e de acordo com as satisfações de cada um no preenchimento das necessidades do colectivo e que tal só não acontece, não por incapacidade de meios tecnológicos ou falta de alternativas filosóficas/politicas mas por outras razões que passam por manter as sociedades estratificadas, manter uma emanação de poder verticalizada e permitir a continuidade de uma determinada filosofia politica de dominação, as respostas/perguntas são sempre as mesmas;
- Está louco ou quê e depois quem é que trabalhava?
- Isso é muito bonito mas é em sonhos!
- Ò meu amigo, isso matavam-se todos uns aos outros!
- Isso seria o caos!
É evidente que existe alguma verdade na argumentação, nem todas as pessoas estão preparadas para uma sociedade com tais características, mas o grande erro é, e normalmente as conversas esgotam-se antes da completa explicação do processo, assumir que semelhante transição seria objectivada de um dia para o outro, só esta posição explica que as pessoas tenham grande dificuldade em antever uma outra forma de organização da sociedade muito mais livre, pois o processo mental leva-as a transpor as condições actuais para essa nova realidade sem alterações nucleares da estrutura consciêncial dos seus intervenientes.
O processo de transição para uma sociedade voluntária deverá ser um processo gradual, a questão é iniciá-lo, coisa que não acontece, e poderia ser concretizado de uma forma muito suave, requer “apenas” inteligência e dedicação ao ser humano, principalmente dedicação ao ser humano.
Conforme as grandes elites pensantes, estadistas e estrategas sabem, o método de alteração de valores e princípios nas mentes das massas requer a passagem de no mínimo 2 gerações, a lenta e progressiva absorção de estímulos que 2 gerações mais tarde apresentam o desligamento com valores, ensinamentos e realidades antecessoras.
Vemos esse método claramente expresso no consumismo, em que 20 anos de sussurro ao ouvido, … compra, compra, compra, conduziu á substituição do conceito da aquisição por necessidade pela aquisição “por que quero”.
Vemos também em relação ao valor da liberdade que as novas gerações, generalizadamente procederam a alterações no espectro do conceito, que se por um lado viu alargada a sua amplitude, a sua profundidade não acompanhou, consequência de encorajamentos ao individualismo e não á individualidade.
Assim percebe-se que falar de sociedade voluntária levante imediatamente a antevisão de uma falência automática do funcionamento da mesma pois é observada sob o princípio individualista vigente.
- Está louco ou quê e depois quem é que trabalhava?
- Isso é muito bonito mas é em sonhos!
- Ò meu amigo, isso matavam-se todos uns aos outros!
- Isso seria o caos!
É evidente que existe alguma verdade na argumentação, nem todas as pessoas estão preparadas para uma sociedade com tais características, mas o grande erro é, e normalmente as conversas esgotam-se antes da completa explicação do processo, assumir que semelhante transição seria objectivada de um dia para o outro, só esta posição explica que as pessoas tenham grande dificuldade em antever uma outra forma de organização da sociedade muito mais livre, pois o processo mental leva-as a transpor as condições actuais para essa nova realidade sem alterações nucleares da estrutura consciêncial dos seus intervenientes.
O processo de transição para uma sociedade voluntária deverá ser um processo gradual, a questão é iniciá-lo, coisa que não acontece, e poderia ser concretizado de uma forma muito suave, requer “apenas” inteligência e dedicação ao ser humano, principalmente dedicação ao ser humano.
Conforme as grandes elites pensantes, estadistas e estrategas sabem, o método de alteração de valores e princípios nas mentes das massas requer a passagem de no mínimo 2 gerações, a lenta e progressiva absorção de estímulos que 2 gerações mais tarde apresentam o desligamento com valores, ensinamentos e realidades antecessoras.
Vemos esse método claramente expresso no consumismo, em que 20 anos de sussurro ao ouvido, … compra, compra, compra, conduziu á substituição do conceito da aquisição por necessidade pela aquisição “por que quero”.
Vemos também em relação ao valor da liberdade que as novas gerações, generalizadamente procederam a alterações no espectro do conceito, que se por um lado viu alargada a sua amplitude, a sua profundidade não acompanhou, consequência de encorajamentos ao individualismo e não á individualidade.
Assim percebe-se que falar de sociedade voluntária levante imediatamente a antevisão de uma falência automática do funcionamento da mesma pois é observada sob o princípio individualista vigente.
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quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012
Modelo da terra expansionária
Modelo do planeta terra expansionário que foi abandonado em favor do modelo das placas tectónicas.
O sol emite radiação que é absorvida pelo núcleo da terra e convertida em matéria, a constante criação de matéria cria pressão que acaba sendo libertada por vulcões e pelas falhas geológicas permitindo a expanção do planeta, consequência da expanção é a movimentação da crosta terrestre originando sismos e tremores de terra.
domingo, 12 de fevereiro de 2012
S. O. S.
Eu sei, a compressão do tempo não deixa espaços em branco entre acontecimentos, o ritmo é super sucedenho mas se ao longo do percurso aqui se comentaram alguns aparentes epifenomenos , a primeira intenção deste espaço não foi o comentário, foi sempre uma tentativa de expressão e muito modesta, modestíssima expansão de uma possível alternativa.
Digo isto porque estou em dificuldades, tudo o que está a acontecer no mundo está interligado com o que aconteceu e com o que está para acontecer, é muita informação para processar, mentalmente consigo organizar e dar-lhe a composição necessária para que entenda o que se está a passar, mas os dedos, os dedos não teclam á velocidade dos pensamentos e deixam escapar a essência das ideias.
A compressão do tempo mergulha num salto quântico, pois encontro-me involuntariamente a procurar respostas para uma realidade que ainda não chegou mas que reclama desesperadamente de atenção, da minha atenção e que de momento não consigo transpor em pigmentos organizados de forma convencionalmente aceite.
Preso entre o entendimento e a incapacidade jaze a forma.
Direi, mas a qualidade dos textos tem que ser melhor, vou tentar…
Abraço livre.
sábado, 4 de fevereiro de 2012
Baltic dry index .
O Baltic Dry Index é um índice que segue os preços de transporte de carga a granel por via marítima e providencia "uma estimativa do preço de transportar as principais matérias-primas por via marítima". O índice cobre 40 rotas marítimas numa base de calendarização e viagens, o índice cobre cargueiros supramax, panamax e capesize para transporte de uma série de commodities incluindo minério de ferro, grão e carvão.
Uma vez que o custo de transporte marítimo varia com a carga que existe para ser transportada, e sendo neste caso seguidas cargas de matérias-primas, o Baltic Dry Index é muitas vezes visto como um indicador coincidente ou avançado do estado da economia internacional.
Depois do colapso financeiro de 2008 este índice caiu para mínimos históricos, apresentando o valor de 666 e neste inicio de Fevereiro de 2012 caiu novamente ultrapassando este valor para se situar nos 647.
Uma vez que o custo de transporte marítimo varia com a carga que existe para ser transportada, e sendo neste caso seguidas cargas de matérias-primas, o Baltic Dry Index é muitas vezes visto como um indicador coincidente ou avançado do estado da economia internacional.
Depois do colapso financeiro de 2008 este índice caiu para mínimos históricos, apresentando o valor de 666 e neste inicio de Fevereiro de 2012 caiu novamente ultrapassando este valor para se situar nos 647.
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domingo, 29 de janeiro de 2012
Foi voçê que pediu... uma revolução ?
Em toda e qualquer estrutura hierarquizada ainda que a voz do poder venha de cima, o verdadeiro poder está em baixo.
Tal qual a construção universal, a matéria e tudo quanto existe, mantém a condição daquilo que é enquanto as suas partes constituintes conservarem as suas características imutáveis, quando existe uma alteração nuclear, uma alteração nos constituintes básicos, elementares, de uma estrutura organizada, essa mesma estrutura aparentemente complexa, maior e com características definidas deixa de o ser para se tornar outra coisa que não a anterior.
Na realidade as características do que existe é o reflexo daquilo que as constitui sendo que alterar a sua essência é alterar a sua própria existência no sentido em que já não será mais a mesma coisa.
Tanto na alteração da matéria como na alteração humana e social a verticalização do poder- capacidade de gerar alterações na matéria humana por imposição - é a forma externa de modificar as características dos seus elementos básicos – os indivíduos e consequentemente a estrutura maior, complexa – o colectivo.
A super estrutura, colectivo, a sociedade, modifica-se na exacta razão da alteração de cada um dos seus constituintes elementares, de cada um dos seus indivíduos aderir, num mecanismo de identificação e disponibilidade à alteração das suas próprias características, transformando-se em algo novo, que não existia anteriormente.
Qualquer característica que se queira adicionada a uma estrutura complexa se os seus elementos constituintes não a assimilarem, essa característica não será incorporada e não criará uma alteração.
Sendo que a condição do que existe na construção da sociedade humana está dependente da vontade e da participação dos seus elementos básicos, os indivíduos, isso quer dizer que a realidade é aquilo que queremos que seja, que mudar o estado das coisas depende de mudarmo-nos nós próprios.
Se regra geral alteramos as características constituintes do nosso material individual por imposição externa porque não alterar por vontade própria de acordo com os nossos mais elevados valores humanos com o objectivo de reflectir no colectivo o que queremos que seja?
Se os átomos de uma molécula…de ferro forem alterados na sua constituição não será mais ferro, será outro material, se cada uma das pétalas de uma rosa decidir mudar de cor, essa rosa não mais será da mesma cor.
Uma forma de criar a sociedade que desejamos é sermos como queremos que essa sociedade seja, porque esperar que alguém em voz de poder nos entregue a vida em forma de sonho é… desesperar.
Tal qual a construção universal, a matéria e tudo quanto existe, mantém a condição daquilo que é enquanto as suas partes constituintes conservarem as suas características imutáveis, quando existe uma alteração nuclear, uma alteração nos constituintes básicos, elementares, de uma estrutura organizada, essa mesma estrutura aparentemente complexa, maior e com características definidas deixa de o ser para se tornar outra coisa que não a anterior.
Na realidade as características do que existe é o reflexo daquilo que as constitui sendo que alterar a sua essência é alterar a sua própria existência no sentido em que já não será mais a mesma coisa.
Tanto na alteração da matéria como na alteração humana e social a verticalização do poder- capacidade de gerar alterações na matéria humana por imposição - é a forma externa de modificar as características dos seus elementos básicos – os indivíduos e consequentemente a estrutura maior, complexa – o colectivo.
A super estrutura, colectivo, a sociedade, modifica-se na exacta razão da alteração de cada um dos seus constituintes elementares, de cada um dos seus indivíduos aderir, num mecanismo de identificação e disponibilidade à alteração das suas próprias características, transformando-se em algo novo, que não existia anteriormente.
Qualquer característica que se queira adicionada a uma estrutura complexa se os seus elementos constituintes não a assimilarem, essa característica não será incorporada e não criará uma alteração.
Sendo que a condição do que existe na construção da sociedade humana está dependente da vontade e da participação dos seus elementos básicos, os indivíduos, isso quer dizer que a realidade é aquilo que queremos que seja, que mudar o estado das coisas depende de mudarmo-nos nós próprios.
Se regra geral alteramos as características constituintes do nosso material individual por imposição externa porque não alterar por vontade própria de acordo com os nossos mais elevados valores humanos com o objectivo de reflectir no colectivo o que queremos que seja?
Se os átomos de uma molécula…de ferro forem alterados na sua constituição não será mais ferro, será outro material, se cada uma das pétalas de uma rosa decidir mudar de cor, essa rosa não mais será da mesma cor.
Uma forma de criar a sociedade que desejamos é sermos como queremos que essa sociedade seja, porque esperar que alguém em voz de poder nos entregue a vida em forma de sonho é… desesperar.
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Revolução
quinta-feira, 26 de janeiro de 2012
terça-feira, 24 de janeiro de 2012
Petição pedido de demissão do Presidente da República
Lista de Signatários da Petição Pedido de Demissão do Presidente da República
O imperativo exercício da cidadania.
O imperativo exercício da cidadania.
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segunda-feira, 23 de janeiro de 2012
A carteira ou… as pessoas são ou não intrinsecamente boas?
Uma carteira foi colocada propositadamente ao abandono para estudiosamente observar o comportamento das pessoas e o resultado surpreendeu, o estudo realizado em Portugal revelou que 95% das pessoas não interferiram com o conteúdo da mesma entregando-a intacta a uma entidade que consideraram com responsabilidade superior à sua para ficar encarregue de cumprir o que consideram socialmente justo.
O comentador ao expor o assunto relata que os portugueses são de confiança, os portugueses são honestos.
Não, não são os portugueses que são de confiança ou honestos, são as pessoas que são intrinsecamente de confiança e honestas.
Num sistema em que não se cultivam os valores de civilidade, os valores sociais, em que as pessoas são obrigadas a competir constantemente com o seu semelhante para obtenção da sua sobrevivência, em que a lavagem cerebral para que se corra atrás de identificações consumistas é o Santo Graal, obter um resultado em que 95% das pessoas demonstram esta atitude deixa bem perceptível o que seria o mundo e a sociedade se o paradigma fosse outro e estimulasse o melhor que existe no ser humano.
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quarta-feira, 18 de janeiro de 2012
Twilight - zone ou mera coincidência ?
Spagna Deck
Germania Deck
Francia Deck
Portogallo Deck
Irlanda Deck
Gran Bretagna Deck
Italia Deck
Grecia Deck
Belgio Deck
Svezia Deck
Será o navio Europa a afundar???
http://www.cruisecheap.com/ships/costa-cruises-costa-concordia-deck-plans.html
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segunda-feira, 16 de janeiro de 2012
O pastel de nada.
Condicione uma quantidade enorme de gente, de preferência com muita refinação, separe o mais possível uns dos outros através de uma máquina de divisão, faça uma massa de dependentes juntando uma boa porção de baixos rendimentos com educação deficiente e distracções de baixo estímulo mental. Mantenha em condições de adormecimento enquanto prepara os ingredientes principais para decorar tudo com uma perspectiva enganadora e ilusória.
À parte proceda a filtragem de toda a riqueza existente e distribua benefícios á elite que previamente manteve bem quente para que levede.
Unte bem aqueles que fazem parte do sistema e adicione custos e sacrifícios à massa que estava adormecida, se necessário iluda mais um pouco fazendo crer que nesta fornada as coisas serão diferentes.
Verta tudo em medidas de austeridade, deixe passar o tempo estipulado e depois de alcançados os objectivos, sirva em doses de humanidade reduzida ou em porções de escravidão maior.
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domingo, 15 de janeiro de 2012
Liberdade, a última fronteira – 1ª parte
No inicio era o verbo, sinónimo de intenção, estado, condição, ponto de partida do qual o homem se conhece e reconhece.
Um homem nasce outro morre, o primeiro transporta consigo a amplitude da intenção, o ultimo geralmente o consentimento da limitação.
O homem nascido sente a imposição da necessidade de fornecer ao seu corpo a energia de modo a existir e o impacto desta condição constitui uma restrição da amplitude da intenção e acção humanas.
A liberdade, originária, estado natural, no organismo humano dilui-se na circunstância e em proporção da dependência e das necessidades, incutindo na consciência humana a primeira sensação de condicionamento.
A obrigatoriedade de se manter vivo, condição básica que permite o desenvolvimento da intenção e da acção, revela-se como o elemento singular da construção do edifício humano sendo simultaneamente força motriz e limitação ao pináculo desse mesmo propósito.
Se a amplitude da intenção, a liberdade, é a fundação na qual está contemplada todas as possibilidades da acção no sentido de conceber e criar uma realidade permitindo que a diversidade fecunde e preencha os espaços vazios das necessidades, a troca de restrição por alguma prévia segurança é na prática a obtenção de nenhuma das duas.
A forma mais eficiente de responder a um imperativo é conservar uma multiplicidade de capacidades diferenciadas sendo que à constatação de uma necessidade correspondem por norma diversas tentativas da sua resolução.
Na persecução da obtenção da sensação de segurança, por várias razões, nas quais se incluem os conceitos de uniformização, hierarquização, centralização e controle, acaba sendo entregue ao indivíduo e ao colectivo precisamente mais limitação da sua acção, do seu potencial, no fundo limitação à sua intenção de suprimir as dependências.
Os indivíduos, partes constituintes de um colectivo, transferem por troca, parte crescente da amplitude das suas decisões convertendo-se em grandes massas de seres vulneráveis, manipuláveis e por fim até defensores do consentimento da limitação através da autoridade de uma representação.
As massas intencionalmente expostas a frágeis e insuficientes ferramentas de conhecimento e informação vagueiam pela ilusão de que a representatividade garante, sem a sua participação efectiva, um equilíbrio e a defesa de valores julgados comuns, ou que não direccione no sentido único da divisão, fragmentação e obstrução ao potencial do colectivo.
A função de representação tende a expandir a transferência das decisões e com isso o crescente domínio, imposição, controle, poder e perpetuação.
A rotura encontra-se no cruzamento entre a cedência das liberdades e a percepção de equivalente recompensa.
Continua…
sexta-feira, 13 de janeiro de 2012
O Irão não é inimigo!
Iran Is Not Our Enemy from Irani Friend on Vimeo.
quinta-feira, 12 de janeiro de 2012
Explosão em “Si menor”
Não sei, não sei, não sei, percebo mas não faz sentido, não tem lógica é incompreensível, doloroso até.
Que raio estamos nós a fazer à sociedade, às pessoas, à vida enquanto humanidade?
Em nome de quê e porque estamos tão gelatinosos que permitimos as maiores agressões à civilização?
Que futuro estamos a construir?
E as gerações que se seguem, que instrumentos terão para continuar a evolução das sociedades?
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quarta-feira, 11 de janeiro de 2012
sábado, 7 de janeiro de 2012
Um pingo que nunca foi doce.
É fácil escolher um bode expiatório e lançá-lo aos leões, contribuindo simultaneamente para desviar a atenção do essencial e ludibriando as massas ao permitir assumir que o capitalismo tem outros valores que não a sua perpétua engorda.
O negócio é um bom negócio e é um negócio como outro qualquer, em que o que está em causa é gerar lucro e mais-valias para os seus accionistas, apenas coincide com o facto de se enquadrar no sector do abastecimento da alimentação humana o que o torna disseminado e pela sua importância alvo de fácil critica moral, mas o produto do ponto de vista económico-financeiro não é um alimento, poderia ser um prego ou uma pedra da calçada, e o que deve ser dito é que em capitalismo os produtos não trazem consigo acoplados algum outro valor que não seja o valor da sua transacção.
É preciso explicar que negócios com estas dimensões nada têm a ver com a tradicional mercearia de bairro, em que o cliente, conhecido e vizinho do proprietário, caso em dificuldades pode, beneficiando da solidariedade humana comprar e ficar a dever, suprindo uma necessidade e honrando o seu compromisso noutra oportunidade.
Esta colagem de valores sociais a um negócio, não é transponível a autenticas máquinas de realizar mais-valias, independentemente do artigo que transaccionem.
Se for explicado que as regras criadas permitem e existem precisamente para que o capital se proteja, prolongue e exponencie será muito mais fácil não esperar atributos sociais vindos do capital, que como o próprio Sr. Soares dos Santos disse e muito bem “- Compreendo que desagrade aquilo que eu represento”.
E o que ele representa é o deus dinheiro acima de tudo, a eterna máquina de fazer dinheiro, a suprema “financeirização”, o todo-poderoso capital.
Isto tudo para dizer que o pingo nunca foi doce, o continente tem os pés numa ilha, a caixa geral de depósitos é mesmo geral ou que a galp não tem uma energia muito positiva.
É o sistema estúpido, meu amigo, é o sistema!
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sexta-feira, 30 de dezembro de 2011
O Alfa e o Ómega
E está praticamente terminado, 2011, mais um ano, é verdade mas não um ano qualquer, muito menos um ano como qualquer outro.
2011 foi um ano especial, foi um principio e um fim, o Alfa e o Ómega como a vida assim o é!
Este ano trouxe o fim de uma realidade, fim de um conjunto de conceitos que suportavam, que enraizavam as crenças-pilar da construção de uma sociedade que até ontem julgaríamos duradouras.
2011 trouxe a primeira onda do tsunami que se nos apresenta desconhecido…ainda, o primeiro alarme de que algo profundo está para acontecer, para mudar, a paisagem que nos permite reconhecer o caminho do futuro está a desvanecer, o passado começa a tomar conta dos nossos medos e os sonhos estão anestesiados.
É sabido que as grandes mudanças causam sempre sentimentos de incerteza e receio, mas os factos e os indícios contribuem para o cimentar dessa experiencia, pois muito pouco ou nada nos faz crer que esteja realmente uma luz ao fundo deste túnel.
O ritmo dos acontecimentos permitem pressupor que existe uma formatação, têm seguido um padrão orientado num determinado objectivo, esse que resembla forças de domínio, opressão e extermínio no passado.
Trouxe também um princípio, o desenhar de outro conjunto de conceitos para construção de outra realidade que aparentemente perfilha muito menos respeito pelo ser humano.
Podíamos e devíamos estar numa época de mudança, mas uma mudança no sentido da evolução do ser humano, da espécie e do desígnio de uma nova sociedade, de outra forma de interacção entre indivíduos, consonante com a era digital, a robótica, a informação, a realização individual, a igualdade e a liberdade.
Mas 2011 não nasceu assim e sem essa intenção vai terminar, tendo oferecido no seu deambular pelo tempo o gosto amargo da perspectiva de um retrocesso, a ansiedade da incerteza e o receio de que o pior ainda está por vir.
Assim os votos de ano novo são votos de exigência para com os representantes da sociedade,
de vigilância e determinação na defesa de valores civilizacionais para os cidadãos e individualmente o gesto possível para ajudar outros a entender o sistema que na realidade nos mantém prisioneiros.
Um abraço que espero possa continuar livre.
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